Refluxo gastroesofágico

Refluxo gastroesofágico: quais alimentos evitar e quais comer

Refluxo gastroesofágico: quais alimentos evitar e quais comer

O refluxo gastroesofágico é um distúrbio digestivo que afeta a qualidade de vida de muitas pessoas.

Esse distúrbio tem como característica o afrouxamento da válvula que controla a entrada de alimentos e, ao mesmo tempo, impede o retorno do suco gástrico em direção à garganta.

No entanto, muitas pessoas desconhecem as causas e as formas de amenizar. Assim, se agrava o problema, sendo necessário, inclusive, tratamento cirúrgico.

Para minimizar os sintomas do refluxo e ter uma boa qualidade de vida, faz-se necessário evitar uma série de alimentos. Outros, no entanto, podem ser consumidos para facilitar a digestão.

Veja neste artigo quais alimentos evitar e quais comer.

Frutas

Consumir quaisquer frutas e vegetais nem sempre é sinônimo de saúde para quem sofre refluxo, embora seja possível desfrutar de algumas opções.

Se você gosta de frutas cítricas, é melhor evitá-las no começo. Aos poucos você poderá voltar a consumi-las, controlando a quantidade a fim de diminuir a concentração de ácido ingerida.

Exemplos de frutas cítricas: acerola, ameixa, amora, caju, cidra, cupuaçu, framboesa, abacaxi, jabuticaba, laranja, limão, morango, pêssego, romã, tangerina, uva e outras.

Substituir as frutas cítricas pelas não-cítricas é opção para você continuar com o hábito de consumir essa espécie de alimento. Por isso, na sua dieta, você pode inserir abacate, melancia, banana madura, mamão e outras.

Ainda que você não esteja contente com a restrição de frutas, o refluxo gastroesofágico pode diminuir, melhorando gradativamente a saúde da válvula esofágica.

Proteínas

As proteínas são fundamentais em uma dieta saudável, pois proporcionam diversos benefícios ao organismo. Existe a proteína de origem animal, que está contida nas carnes, ovos, leite, queijo. E existe a proteína de origem vegetal, contida nos feijões, grãos e legumes.

A proteína animal é fundamental para quem faz atividade física, a fim de ter uma boa estrutura muscular. Entretanto, é preciso ficar atentos porque, junto com a proteína, vem a gordura.

Sendo assim, procure consumir alimentos com baixo teor de gordura. Clara de ovo cozida (0% de gordura e 0% de sódio), carnes grelhadas ou leite natural desnatado, por exemplo.

Em suma, a proteína não prejudica o refluxo. O problema é a gordura que está no mesmo alimento.

Carboidratos complexos

Os alimentos ricos em carboidratos complexos são uma excelente fonte de fibras e energia para atividades físicas. Estão contidos em alimentos como batata doce, aveia, mandioca e arroz integral.

Diferentemente dos carboidratos simples, cujo consumo excessivo não é indicado. Os alimentos mais conhecidos composto por carboidrato simples são os pães não integrais, massas com farinha refinada e arroz branco. Além de alimentos industrializados com bastante açúcares e gorduras.

Gorduras

A gordura é uma ótima fonte de energia, saudável, mas precisa de atenção na qualidade e na quantidade ingerida, principalmente se você sofre refluxo.

Nem todas as gorduras são boas. As que são boas precisam ser ingeridas atentando-se à quantidade em cada refeição. Exemplos bons são óleos de azeitona, gergelim, canola, girassol, nozes, castanhas, abacate e peixe.

É necessário ter em mente, contudo, que as refeições com alto teor de gordura tendem a aumentar a pressão do esfíncter esofágico. Desse modo, atrasa o esvaziamento do estômago, por ser a digestão naturalmente mais demorada.

Enfim, cada organismo trabalha de forma diferente. É importante que a pessoa acometida de refluxo gastroesofágico descobra o que funciona melhor para si mesma.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos
Tire suas dúvidas sobre tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico

Tire suas dúvidas sobre tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico

Então você foi ao consultório com problemas de refluxo, fez um tratamento por meio de remédios e mudança de hábitos, mas isso não foi o suficiente e seu médico indicou a cirurgia do refluxo gastroesofágico.

Isso é comum acontecer e, com uma cirurgia bem sucedida, o indivíduo retorna às atividades cotidianas de forma rápida e saudável.

Se você teve indicação cirúrgica, este artigo ajudará com algumas informações sobre antes, durante e depois da cirurgia e sobre os cuidados que precisam ser frequentes para que não haja complicações.

Antes da cirurgia de refluxo gastroesofágico

Seguir as orientações pré-operatórias favorece uma cirurgia bem sucedida. Recomenda-se um banho horas antes do procedimento.

É totalmente contraindicado fazer refeições no dia da cirurgia. Por isso, evite comer e não beba líquidos em excesso. Apenas beba goles de água para não ficar com a boca seca.

Se algum remédio estiver sendo tomado, seu uso deverá ser interrompido, a menos que seu médico tenha receitado.

Durante o procedimento

No dia da cirurgia, geralmente o indivíduo chega ao hospital na parte da manhã e encontra a equipe médica que fará os procedimentos pré-operatórios. Dirige-se, então a uma sala, onde colocará um vestuário adequado. Em seguida conversará com o médico e logo vem o anestesista.

Geralmente a cirurgia é feita por laparoscopia, utilizando-se anestesia geral. A recuperação é muito rápida, mas os detalhes devem ser tratados no consultório, com o médico.

Após a operação

Logo após a cirurgia, sob efeito da anestesia, a pessoa submetida ao procedimento ainda ficará em um quarto de descanso até estar totalmente acordada e lúcida.

Conforme o método cirúrgico, serão mais de duas noites no hospital. Após a alta, em casa, serão necessários alguns cuidados com a higienização no local de corte.

Efeitos colaterais pós-cirúrgicos

Costuma-se desconsiderar qualquer tipo de efeito colateral grave em relação à cirurgia antirrefluxo.

É comum que o indivíduo sinta dor na garganta, devido ao tubo que fica no esôfago durante a cirurgia. Assim, por alguns dias, pode haver dificuldade para engolir os alimentos.

Outro efeito colateral, é dificuldade ao arrotar ou vomitar. Além disso, outros efeitos a curto prazo são incomuns.

A vida após a cirurgia

O objetivo principal do tratamento é o alívio dos sintomas, proporcionando uma qualidade de vida melhor ao indivíduo.

No entanto, apenas fazer a cirurgia não significa imunidade ao problema. Se não houver cuidados, há reincidência na incapacidade da válvula de funcionar corretamente. Dessa maneira, o problema de refluxo retorna.

Por isso, mudanças no estilo de vida são fundamentais para viver com qualidade após a cirurgia. Mudar a dieta, praticar atividades físicas regularmente, não comer em excesso e manter um peso saudável e adequado, reduzir ou eliminar o consumo de tabaco e álcool, são algumas das recomendações.

Em alguns casos, podem ser receitados alguns fármacos para controlar a acidez no estômago, evitando-se o refluxo.

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Refluxo gastroesofágico: possíveis complicações

Refluxo gastroesofágico: possíveis complicações

O refluxo gastroesofágico é uma condição clínica relativamente comum. Essa doença ocorre quando há mau funcionamento do esfíncter esofágico, um músculo anelar que atua como válvula que abre e fecha para a passagem do conteúdo estomacal. Assim sendo, defeitos nesse mecanismo causam retorno de ácido e bile para o esôfago.

O refluxo patológico acomete de 10 a 20% dos adultos. Há também o refluxo fisiológico, que atinge a maioria dos bebês e costuma desaparecer naturalmente, até o primeiro ano de vida. Com esse tipo de refluxo geralmente não é necessário se preocupar, pois não necessariamente tem relação com a doença do refluxo gastroesofágico.

Ele acontece porque o sistema digestivo da criança ainda é imaturo, a musculatura esofagiana ainda é frágil, a alimentação é predominantemente líquida e o bebê passa a maior parte do tempo na posição deitada.

O sintoma mais comum do quadro de doença do refluxo gastroesofágico é a incômoda azia. Entretanto, a doença também pode se manifestar com mal-estar, náusea, vômito, tosse, rouquidão, dor de garganta e dificuldade para engolir. Se não for adequadamente tratado, o problema pode trazer sérias consequências para a saúde. Conheça, em seguida, algumas delas.

Esofagite

A exposição prolongada da porção inferior do esôfago ao retorno repetido do conteúdo estomacal pode provocar esofagite. É uma inflamação que danifica o órgão. Por isso, ocorre dor no peito ou abdômen, problemas para engolir os alimentos, azia, eructação (arroto), enjoo, regurgitação, irritação na garganta e tosse.

Úlcera

A formação de úlceras também é uma complicação possível da doença do refluxo gastroesofágico. Feridas abertas no esôfago acontecem como consequência da esofagite erosiva, que é decorrente do quadro de refluxo. Nos casos mais graves, a inflamação erosiva pode desencadear sangramento nas fezes e anemia.

Estenose esofágica

A doença do refluxo gastroesofágico pode causar estenose esofágica, uma condição clínica menos conhecida. A estenose esofágica consiste no estreitamento do esôfago, o que prejudica o processo de deglutição, uma vez que o indivíduo apresenta grande dificuldade para engolir alimentos sólidos.

Câncer

A complicação mais séria do refluxo patológico é o câncer. A irritação prolongada provocada pelo refluxo vulnerabiliza as células responsáveis por revestir o esôfago. Estas sofrem, então, alterações malignas, resultando no quadro de esôfago de Barrett, uma condição pré-cancerosa que pode evoluir para câncer.

Com o intuito de evitar consequências danosas do refluxo gastroesofágico, é importante tratá-lo. O tratamento conservador inclui a adoção de medidas simples como, por exemplo, a abstenção de bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos, apimentados, ultraprocessados ou excessivamente cítricos.

O médico pode prescrever o uso de medicação específica para controlar a produção de ácido gástrico. Caso essas ações não sejam suficientes, será necessário recorrer à abordagem cirúrgica, a fim de impedir a ocorrência de complicações.

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Refluxo gastroesofágico e inflamação no ouvido: entenda a relação

Refluxo gastroesofágico e inflamação no ouvido: entenda a relação

Dificilmente encontraremos alguém que nunca tenha sofrido com dor de ouvido em um momento ou outro. Dentre as causas mais comuns desse problema, estão infecção no canal auditivo, tímpano perfurado e acúmulo de fluidos dentro do canal, por exemplo de água e cosméticos. Porém, o que poucas pessoas sabem é que o refluxo gastroesofágico também pode ter relação com a ocorrência desse problema.

Há alguns anos, um estudo publicado no periódico médico JAMA Otolaryngology – Head Neck Surgery verificou que a aspiração do conteúdo gástrico para a nasofaringe pode constituir um causador de inflamações na região dos ouvidos.

Para o estudo, foram selecionados 129 pacientes, dos quais se originaram 199 amostras de estudo do ouvido. Após as análises finais, chegou-se ao resultado de que 50% dos pacientes mostraram conclusões positivas para a pepsina. E aqui é que se começa a entender a relação entre o refluxo gastroesofágico e as dores de ouvido.

A presença da pepsina A, indicativa de refluxo nos resultados, é que comprova a influência dessa condição clínica nas inflamações auditivas. Segundo o estudo, essa alteração pode estar profundamente ligada ao início da inflamação da otite média e, em determinadas situações, pode até provocar a piora da condição em crianças e adultos.

A otite, chamada até alguns anos atrás de dor de ouvido médio, é caracterizada por uma dor intensa provocada pelo acúmulo de fluidos no interior do canal da orelha média, assim como no tímpano.

Relação do refluxo gastroesofágico com os ouvidos e outras partes do corpo

O refluxo gastroesofágico já é um claro sinal indicador de que algo não está bem tanto quanto deveria no estômago e no esôfago. Também já se sabe que esse problema pode afetar outras partes do organismo.

O que ocorre é que o ácido produzido no interior do estômago, ao refluir, afeta a mucosa da laringe e da faringe, ocasionando sinais diversos, doenças secundárias e sintomas adicionais.

Na realidade, não chega a ser uma surpresa a relação entre o refluxo e as dores de ouvido. O que há, na maior parte dos casos, é um pouco de desconhecimento por parte da população sobre essa possibilidade.

Aliás, é por isso que um médico gastroenterologista deve ser sempre consultado na ocorrência do refluxo acompanhado de condições secundárias, como pigarro, cisto de pregas vocais, nódulos, tosse, faringite crônica, rinite e, claro, dores de ouvido.

Ao avaliar a situação do paciente, o médico poderá orientá-lo melhor sobre quais medidas devem ser tomadas e se um problema, de fato, está provocando o outro.

As inflamações ou infecções nos ouvidos com origem no refluxo raramente cedem se o paciente não se submeter ao tratamento adequado da alteração gastroesofágica. Aliás, esse é um dos motivos pelos quais muitas pessoas continuam com as dores, afinal, estão tratando apenas o sintoma, e não a causa do problema.

Por fim, é importante ressaltar que qualquer refluxo gastroesofágico crônico deve ser avaliado sob a perícia de um médico. Além disso, um acompanhamento regular também deverá ser feito, pois o objetivo não é apenas tratar os sintomas, mas também prevenir que outras partes do corpo sejam afetadas e que complicações surjam.

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Refluxo gastroesofágico: como é feito o diagnóstico?

Refluxo gastroesofágico: como é feito o diagnóstico?

O refluxo gastroesofágico (RGE) envolve uma condição clínica do aparelho digestivo na qual os ácidos presentes no interior do estômago retornam pelo caminho do esôfago, fazendo o percurso contrário ao fluxo normal da digestão.

É a esse movimento oposto que se dá o nome de refluxo, o qual causa irritações nos tecidos que revestem as paredes do esôfago, dando origem aos sintomas característicos do RGE.

Como é feito o diagnóstico da doença do refluxo gástrico?

O diagnóstico dessa doença é realizado de forma clínica, porém não existe um padrão ou apenas um único exame para a identificação e a análise do problema. Acompanhe.

Os exames clínicos normalmente são direcionados para os pacientes e situações em que o diagnóstico por meio dos sintomas ainda gera dúvidas. Mas também é recomendado quando os sintomas persistem por muito tempo ou quando o tratamento inicial aplicado não surtiu efeitos.

O primeiro exame realizado para o diagnóstico clínico do refluxo gastroesofágico é o de esôfago, por meio da endoscopia, na qual se utiliza um tubo flexível para a visualização da região. Durante a realização do procedimento, o médico pode fazer a retirada de parte do tecido para um exame microscópico mais detalhado (biópsia).

Caso os resultados obtidos na endoscopia e na biópsia sejam considerados normais em pacientes em que os sintomas de RGE persistem, o médico poderá realizar outro exame chamado de pHmetria esofágica.

Aqui, o profissional insere um tubo flexível e muito fino, com um sensor em uma das pontas, pelo nariz do paciente até a base do esôfago.

Esse equipamento permanece dentro do paciente por um período de 24 horas, o objetivo é registrar os níveis de ácido do local e determinar a relação entre os sintomas e o refluxo, assim como o volume de refluxo.

Um 3º método usado para o diagnóstico do RGE é a manometria. Por meio dessa técnica, são feitas análises da pressão do esfíncter esofágico inferior. Esse exame consegue avaliar, identificar e diferenciar o funcionamento do esfíncter, determinando se tudo está normal ou se existe algum problema.

Por meio dos detalhes levantados na manometria, o médico poderá ponderar e saber se a realização de uma cirurgia é a melhor alternativa de tratamento para o paciente.

Tratamentos para o refluxo gastroesofágico

Há 2 linhas para o tratamento do RGE: a clínica e a cirúrgica. Na 1ª situação, são ministrados medicamentos que atuam na redução da produção de ácido pelo estômago. Além disso, o paciente recebe uma série de recomendações que devem ser seguidas conforme o caso: perder peso, não se deitar após as refeições, evitar bebidas alcoólicas e cigarros, por exemplo.

No 2º caso, a cirurgia é feita em situações específicas, como quando o paciente não está respondendo ao tratamento clínico ou quando há hérnia de hiato.

A intervenção pode ser feita do jeito convencional ou por laparoscopia. Este procedimento é recomendado em situações em que o refluxo gastroesofágico leva à esofagite grave. Como as células que revestem o esôfago podem sofrer alterações devido ao ácido do suco gástrico, a condição pode ser o motivo causador de tumores malignos, por isso é preciso acompanhamento médico.

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