Obesidade

Obesidade e desnutrição: existe alguma relação?

Obesidade e desnutrição: existe alguma relação?

A princípio, obesidade e desnutrição parecem ter significados opostos, porém, ambas estão relacionadas com a qualidade de vida.

A relação da obesidade com a desnutrição depende do ponto vista. Existe uma interpretação mundial (ONGs) e uma interpretação clínica sobre o assunto.

A obesidade é um grau de sobrepeso avançado e tem o mesmo significado para ONGs quanto para consultas e avaliações médicas particulares.

A desnutrição, é um pouco diferente. Para ONGs, a desnutrição está relacionada à falta de alimentos por motivos de extrema pobreza. Gera a incapacidade de locomoção, em casos mais avançados.

No ponto de vista clínico médico, a desnutrição é compreendida como um organismo em déficit de nutrientes. Isso, a um nível crítico, possibilita o surgimento de alguma doença, independentemente do peso corporal do indivíduo.

O que a obesidade e a desnutrição têm em comum?

A principal característica comum é que ambas as condições aumentam o risco de desenvolvimento de doenças graves.

Normalmente, a obesidade não é causada por um problema médico, mas pelo consumo excessivo de alimentos, principalmente com alto teor de gordura e açúcar refinado. Tudo isso em combinação com uma vida sedentária.

O resultado, na maioria das vezes, é o surgimento de patologias relacionadas à hipertensão arterial, diabetes, hipercolesterolemia, assim como outras doenças.

No caso da desnutrição, mesmo que o indivíduo esteja com o peso adequado, também podem surgir diversas complicações na saúde. Resultado de não consumir níveis adequados de fibras, proteínas, vitaminas e minerais em sua dieta. A falta de ferro no sangue, por exemplo, resulta no desenvolvimento da anemia.

Outro fator comum entre a obesidade e a desnutrição são os hábitos alimentares. Consiste num comportamento automático com provável desenvolvimento devido à cultura, marketing industrial ou autoestima debilitada.

Quando identificados esses casos, um programa de controle de peso ou uma consulta com um psicólogo pode ser útil no auxílio à adoção de novos hábitos alimentares, hábitos de exercícios físicos, bem como reestruturação de outros aspectos relacionados à autoestima.

Como identificar obesidade e a desnutrição?

Estar acima ou abaixo do peso ou com peso normal é algo que precisa ser considerado no contexto da relação saúde x doença. Devem-se também proceder avaliações relacionadas à altura, idade e peso corporal.

Em outras palavras, um obeso com 20 anos de idade é diferente de um obeso com 55 anos. E isso precisa ser levado em consideração para que sejam obtidas as orientações adequadas.

O exame físico, conhecido como Índice de Massa Corporal (IMC), é uma avaliação que mostra a situação do indivíduo em números a fim de se identificar em qual categoria de obesidade encontra-se.

Em cada categoria, pode-se classificar o indivíduo em baixo peso, peso saudável, em risco de excesso de peso e em excesso de peso.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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Obesidade x sobrepeso: você sabe a diferença?

Obesidade x sobrepeso: você sabe a diferença?

O termo obesidade é muito discutido e, às vezes, pode não estar claro o que significa. Refere-se a alguém que está acima do peso ou tem algum excesso de peso a perder? Ou é mais do que isso? Há uma definição médica de obesidade, bem como para o termo excesso de peso.

A definição médica para excesso de peso é baseada no índice de massa corporal (IMC). O IMC é medido em unidades de kg/m2, o que significa que requer altura e peso para o cálculo. Dessa forma, o excesso de peso é definido por um IMC de 25,0 a 29,9 kg/m2. O peso normal é definido por um IMC entre 18,5 e 24,9 kg/m2. Estar abaixo do peso se define por um IMC menor que 18,5 kg/m2.

Assim como no excesso de peso, a definição médica para obesidade depende do cálculo do IMC. Para ser classificado como obeso, o indivíduo deve apresentar IMC igual ou superior a 30,0. O IMC de 40,0 ou superior é classificado como obesidade mórbida. É, então, recomendado pelas diretrizes nacionais como ponto de corte para identificar indivíduos elegíveis à cirurgia bariátrica.

Deve-se notar, no entanto, que certos atletas altamente musculosos podem apresentar IMC alto devido ao seu maior peso muscular e não à gordura corporal. Assim, o IMC deve fazer parte de uma avaliação clínica maior.

Por que isso importa?

Muitos estudos já mostraram que, à medida que o IMC aumenta, piora a saúde, considerando-se doenças como câncer, cardiovasculares, apneia obstrutiva do sono, diabetes, pressão alta e outras, bem como a morte prematura. A definição clínica de obesidade (IMC de 30,0 ou superior) é, ainda, usada em muitos casos para determinar as opções de tratamento apropriadas.

Em 2013, a American Medical Association (AMA) declarou oficialmente a obesidade como uma doença, reconhecendo o “enorme impacto humanitário e econômico da obesidade como requerendo cuidados médicos, pesquisa e atenção educacional de outras importantes doenças médicas globais”.

Também em 2013, a American Heart Association, o American College of Cardiology e a Obesity Society divulgaram novas diretrizes de obesidade há muito esperadas, que foram publicadas como diretrizes para o gerenciamento de sobrepeso e obesidade em adultos.

Espera-se que o impacto do reconhecimento oficial da obesidade como uma doença crônica não apenas aumente a conscientização do problema entre o público em geral, mas também consiga impactar as políticas em todos os níveis.

Obesidade no Brasil

De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em 2019 pelo Ministério da Saúde, a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018.

O estudo mostra que, no período, houve alta do índice de obesidade em duas faixas etárias: pessoas com idade que variam de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos. Nesses grupos, o indicador subiu, respectivamente, 84,2% e 81,1% perante 67,8% de aumento na população em geral. A capital com o menor índice de obesidade foi São Luís, com 15,7%. Na outra ponta, está Manaus, com 23% de prevalência.

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7 tipos de doenças associadas à obesidade

7 tipos de doenças associadas à obesidade

Você sabia que o Brasil é considerado um dos países mais obesos do mundo? E o número de pessoas acima do peso não para de aumentar no país. Entre 2006 e 2018, houve um crescimento de 67% na taxa de obesidade. Esse aumento é decorrente de fatores como sedentarismo, alta ingestão calórica sem valor nutricional, bem como o elevado consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras.

De fato, como é de se imaginar, a obesidade não é uma condição exclusiva dos brasileiros. Trata-se de um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. A projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que até 2025 aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas adultas estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões estejam obesas.

A obesidade em si, é uma doença crônica, ou seja, não tem cura, mas tem controle. Ela pode – e deve – ser tratada para que a pessoa alcance mais saúde, bem-estar e qualidade de vida. Além de ser uma enfermidade, ela pode vir acompanhada de muitas outras doenças. Confira a seguir a série de problemas de saúde que podem estar relacionados à obesidade.

Principais doenças associadas à obesidade

1- Síndrome metabólica

A síndrome metabólica é uma das comorbidades possíveis da obesidade. Essa síndrome aumenta consideravelmente o risco de doenças cardíacas, diabetes e acidente vascular cerebral. Tal condição pode incluir hipertensão, intolerância à glicose, glicemia alterada, HDL baixo, alterações hepáticas, etc.

2- Cardiopatias variadas

O coração sofre com o excesso de peso, tanto que a obesidade pode desencadear problemas como, por exemplo, cardiopatia isquêmica, cor pulmonale, insuficiência cardíaca, síndrome da hipoventilação pulmonar, entre outras cardiopatias.

3- Câncer

Um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de tumores malignos é a obesidade. O excesso de peso aumenta as chances de câncer colorretal, câncer no endométrio, câncer de esôfago, câncer de pâncreas, câncer de mama, câncer nos rins e câncer de vesícula.

4- Doenças reprodutivas

A obesidade tem impacto negativo na saúde reprodutiva. Assim, mulheres com excesso de peso corporal e gordura abdominal apresentam risco aumentado de síndrome dos ovários policísticos, gravidez de risco e anormalidades menstruais.  No caso das mulheres obesas, comprovadamente, a fertilidade pode ser prejudicada.

5- Alterações ósseas, circulatórias e funcionais

Obesos também apresentam maiores chances de sofrer com artropatia, alterações ósseas e posturais, doenças circulatórias como trombose e, consequentemente, maiores dificuldades de locomoção. Essas comorbidades têm ligação direta com o aumento da carga sobre a estrutura do corpo. Essa sobrecarga de peso pode resultar, ainda, em problemas como hérnia, incontinência urinária de esforço, dor no joelho, entre outros.

6- Problemas digestivos

O peso excessivo provoca danos em vários sistemas do corpo, inclusive no sistema digestivo. Não raro, pessoas obesas apresentam problemas como refluxo gastroesofágico, pedra na vesícula, hérnia abdominal, úlcera, gastrite, esteatose hepática, etc.

7- Depressão

A obesidade também pode estar associada a problemas emocionais, como por exemplo a compulsão alimentar e a depressão. Pesquisas revelam que pessoas obesas apresentam maior risco de se tornarem depressivas.

A relação entre o excesso de peso e o quadro depressivo é tão íntima que cerca de 30% dos indivíduos que buscam tratamento para emagrecer apresentam algum grau de depressão. Por vezes, a tristeza profunda é causada justamente pelo ganho de peso e insatisfação com a aparência.

Em contrapartida, quem tem depressão está sujeito a alterações no apetite e na disposição, o que pode fazer com que a pessoa coma mais, se exercite menos e, com isso, ganhe peso em demasia. Em outras palavras, a obesidade pode ser causa ou consequência da depressão.

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5 dicas para prevenir a obesidade

5 dicas para prevenir a obesidade

A obesidade tem sido considerada uma pandemia moderna, atingindo um número significativo de países e milhões de pessoas ao redor do mundo. Esse cenário se agrava ainda mais quando se observa que o problema atinge todas as idades. Segundo dados do Ministério da Saúde, 1 em cada 3 crianças e 1 em cada 2 adultos são afetados por essa condição.

Por outro lado, com um pouco de dedicação e um pouco de atenção no dia a dia, é possível prevenir a obesidade e garantir uma vida repleta de saúde agora, e no futuro, sem grandes esforços. Quer saber como? Confira as dicas abaixo!

Como prevenir a obesidade

1. Manter-se ativo

O jeito mais fácil e mais comum para prevenir a condição em análise é procurar ter um estilo de vida ativo. Ações simples, como andar no parque, correr, ir a pé para o trabalho, preferir escadas ao elevador ou fazer exercícios em casa, são práticas que podem ser integradas em qualquer rotina e que fazem uma enorme diferença em médio e longo prazos.

2. Ter cuidado com dietas

Dietas da moda ou muito restritivas não são nem um pouco recomendadas por especialistas. Prevenir o excesso de peso e perder peso comendo de tudo é possível, bastando apenas que a pessoa seja orientada por um nutricionista.

No caso das dietas, o cuidado com elas se deve à ineficiência e aos perigos que elas representam. A pessoa até pode perder peso, mas, por outro lado, pode ficar debilitada e mais sujeita a problemas de saúde devido ao organismo estar fraco. Além disso, sem reeducação alimentar, é bem provável que ela ganhe peso pouco tempo depois da dieta.

A dica é sempre procurar um profissional de saúde especialista na área, para que seja desenvolvida uma rotina alimentar que garanta tudo de que o corpo precisa!

3. Controlar o consumo de alimentos de origem animal

Os alimentos de origem animal são excelentes fontes de proteínas e de boa parte das vitaminas de que o organismo humano precisa. Porém, eles não contam com fibras e ainda podem representar um risco, devido à grande quantidade de calorias e ao excessivo teor de gorduras saturadas. Então, eles devem ser consumidos com moderação. Sempre que possível, deve-se dar preferência para carnes magras.

4. Evitar bebidas industrializadas

Refrigerantes, sucos e outros tipos de bebidas industrializadas apresentam altos índices de açúcar, corantes e conservantes. O consumo diário delas acaba interferindo no organismo da pessoa, contribuindo para o aumento de peso.

Por isso, para prevenir o ganho excessivo de peso, optar por sucos e chás naturais, preferencialmente sem ou com pouco açúcar, é o ideal.

5. Consumir alimentos ricos em fibras

Alimentos ricos em fibras e proteínas ajudam na sensação de saciedade por mais tempo. Em outras palavras, consumi-los evita que a pessoa belisque comida a todo momento, algo que apenas contribuirá para que ela coma além do que deve e até mesmo o que não deve.

Por fim, vale a pena ter atenção ao comportamento na hora de comer. Por exemplo, deve-se evitar comer em frente à televisão ou em locais muito movimentados, isso porque, como a pessoa está comendo sem prestar atenção, pode acabar ingerindo mais do que precisa sem perceber e estar dando os primeiros passos para um quadro futuro de obesidade.

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Mitos e verdades sobre a obesidade

Mitos e verdades sobre a obesidade

A obesidade é uma doença que atinge quase 20% da população brasileira. Segundo o Ministério da Saúde, 18,9% dos brasileiros são obesos. Além de prejuízos emocionais e sociais, esse problema está associado a muitos males de saúde.

E não são apenas os adultos que vivem essa preocupante realidade. Segundo dados do governo, cerca de 9% dos adolescentes e jovens de 18 a 24 anos fazem parte dessa estatística, que, inclusive, dobrou em 11 anos.

Por isso, entender melhor sobre as questões relacionadas a esse problema ajuda na prevenção e no tratamento. Este texto aborda os principais mitos e verdades sobre essa enfermidade.

Obesidade e sobrepeso são a mesma coisa

Mito! Apesar de serem duas coisas muito relacionadas, são condições diferentes. Para analisar se uma pessoa está com sobrepeso é preciso verificar o que significa o número na balança fora do ideal para a constituição física dela. 

Medir o percentual de gordura também é essencial para fazer essa avaliação, assim como calcular o Índice de Massa Corporal (IMC). A fórmula é a divisão do peso pelo quadrado da altura (peso / altura²).

Geralmente, considera-se com excesso de peso o indivíduo cujo IMC fica entre 25,0 e 29,9. Acima disso, é considerado obeso, com níveis diferentes, de acordo com o resultado desse cálculo. Mesmo o sobrepeso já é suficiente para o surgimento de condições como hipertensão e diabetes.

Existem níveis diferentes para um indivíduo obeso

Verdade! Depois de ultrapassar as barreiras do sobrepeso, o indivíduo pode ser considerado obeso. Entretanto, somente uma avaliação médica poderá diagnosticar o problema. Existem três níveis diferentes de obesidade.

Grau I

IMC entre 30,0 e 34,9. Nessa situação, é muito importante que haja acompanhamento especializado, para controle do peso e emagrecimento saudável.

Grau II 

IMC entre 35,0 e 39,9, representando um quadro grave, que exige cuidados médicos. A partir desse grau, pessoas com comorbidades têm indicação para a cirurgia bariátrica.

Grau III

IMC acima de 40,00. O indivíduo está enfrentando uma situação ainda mais perigosa para sua saúde, demandando tratamento.

Bariátrica sozinha cura o problema com o peso

Mito! Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que a cirurgia bariátrica não cura o indivíduo obeso. Ela promove um caminho a ser percorrido até o peso saudável.

Quando bem indicado, o procedimento tem objetivo de reduzir o volume do estômago do indivíduo que, consequentemente, terá saciedade com menos alimento ingerido. O pré e pós-operatório exigem acompanhamento médico para que a nutrição seja adequada. 

Problemas na balança não têm ligação com câncer

Mito! A Organização Mundial da Saúde (OMS) já associou o excesso de peso corporal a 13 tipos diferentes de câncer, como colorretal, mama, ovário, fígado e outros. Portanto, manter um estilo de vida saudável é uma medida importante de prevenção.

Essa é mais uma prova de que a obesidade vai muito além de questões estéticas. Ela é, na verdade, um quadro de saúde preocupante que pode gerar, além de câncer, problemas do coração, nas articulações e muitos outros.


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Obesidade e autoestima – como lidar?

Obesidade e autoestima – como lidar?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a obesidade como um problema mundial. Acredita-se que mais de 700 milhões de adultos serão obesos em 2025. O excesso de peso também é um problema no Brasil, que, segundo dados do Ministério da Saúde, possui 20% da população nas capitais obesa.

Apesar de estar sempre relacionada ao consumo excessivo de calorias e à falta de exercícios físicos, diversos fatores podem influenciar no grau de gordura de um indivíduo, como alterações hormonais, fatores genéticos, má alimentação, sedentarismo e distúrbios emocionais.

Além de patologias biológicas, como diabetes, doenças cardiovasculares, digestivas e respiratórias e, em alguns, casos câncer, o excesso de gordura corporal pode trazer uma série de problemas emocionais.

Quando se trata de excesso de peso, o fator psicológico ganha muita importância, já que, nesses casos, a pessoa pode entrar em um ciclo vicioso. A gordura pode desencadear transtornos psicológicos, que por sua vez, agrava o nível de obesidade. Contribuindo, assim, na influência e na manutenção do excesso de peso.

A obesidade e a autoestima

Pacientes com excesso de gordura corporal tendem a ter uma autoimagem negativa, que prejudica as relações sociais. Acredita-se que a autoestima e o excesso de gordura corporal possam estar proporcionalmente interligadas: quanto maior o excesso de peso, menor é a autoestima. A baixa autoestima causa uma frustração muito grande e fomenta, também, comportamentos prejudiciais, como:

  • timidez fora do comum
  • medo de rejeição
  • falta de confiança em si
  • tendência à preguiça e procrastinação
  • hábito de se comparar a outras pessoas
  • sensação de incapacidade
  • necessidade de inferiorizar terceiros
  • dificuldade para reconhecer as próprias conquistas

Indivíduos obesos sofrem constante discriminação social, seja na vida profissional, escolar ou familiar. É que, além de serem vistos como desleixados e preguiçosos, são fortemente pressionados a emagrecerem para se encaixar em um padrão social.

O problema é que toda essa pressão pode ter efeitos contrários e, ao invés de incentivar um tratamento saudável, pode provocar um efeito reverso, instigando baixa autoestima, o estresse, a ansiedade e outros problemas psicológicos.

Tratamentos

O excesso de peso pode ser causado por fatores ambientais orgânicos e psicossociais. Por isso, muitas vezes, o tratamento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar. O primeiro passo é investigar a causa, pois, cada uma delas exige um protocolo diferente de tratamento.

Porém, em muitos casos, o excesso de gordura corporal não consegue ser tratado pelos métodos clínicos, que incluem orientação e apoio para mudança de hábitos, realização de dieta, atenção psicológica, prescrição de atividade física e farmacoterapia. Para indivíduos que não conseguem um resultado nesse tipo de tratamento em dois anos, a cirurgia bariátrica torna-se uma alternativa de emagrecimento. É indicado também que a cirurgia de redução de estômago seja realizada em pessoas que possuem o índice de massa corpórea (IMC) maior ou igual a 40.

A vantagem da cirurgia bariátrica é que ela, além de tratar do excesso de peso, age diretamente tratando também a diabetes e doenças cardiovasculares.

Em todo tratamento de obesidade, seja no clínico ou no cirúrgico, é importante que o paciente esteja também acompanhado por um profissional da saúde mental como psicólogos e psiquiatras. Isso porque o lado emocional do paciente exerce um poder muito grande sobre ele, podendo levar a quadros ansiosos e depressivos. Quando a autoestima é trabalhada, o indivíduo aprende a se dar valor e a gostar de si próprio.

 

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5 riscos da obesidade na terceira idade

5 riscos da obesidade na terceira idade

Engana-se quem pensa que obesidade é um problema prevalente apenas entre crianças e adolescentes. Os mais velhos também fazem parte das estatísticas de uma das epidemias mais sérias em todo o mundo.

O ganho de peso excessivo faz mal para todos os indivíduos, porém, na velhice, pode haver complicações e repercussões bem mais sérias.

Derrame

Quanto mais alto o nível de gordura no organismo, principalmente o de gordura visceral, maior a possibilidade de entupimento das artérias em razão do acúmulo de colesterol ruim na corrente sanguínea. E esse é o cenário perfeito para acontecer um acidente vascular cerebral (AVC).

As consequências do AVC no paciente idoso são mais complicadas, com significativas sequelas motoras e tempo de internação maior, fatores que pioram, e muito, a qualidade de vida do indivíduo.

Doenças cardiovasculares

O coração, que na fase da maturidade se encontra naturalmente envelhecido, pode esbarrar com dificuldades para funcionar corretamente em função da obesidade. O índice de massa corporal (IMC) elevado aumenta o risco de infarto, insuficiência respiratória e angina. Para citar o mínimo…

Diabetes e obesidade

Essa é uma dupla quase inseparável. Se tem obesidade, quer dizer que a insulina, o “hormônio chefe” do metabolismo do corpo humano, está fora de ordem. O paciente pode ter pré-diabetes, diabetes ou resistência insulínica, por exemplo.

Na terceira idade, o diabetes é um mal com que muitas pessoas convivem no Brasil. Do continente de 14 milhões de diabéticos, quase um terço têm 65 anos ou mais.

Osteartrose

Ah, aquela dor no joelho que tira a pessoa do sério e faz mudar toda a rotina. Você sabia que a osteoartrose (nome técnico desse incômodo) tem relação (íntima, por sinal) com a obesidade?

As razões são bem óbvias: o excesso de peso sobrecarrega os membros inferiores, alterando a postura corporal e a marcha (caminhada). Outro motivo são as substâncias pró-inflamatórias presentes no tecido adiposo, que exercem efeitos negativos na cartilagem articular.

Na terceira idade, as estruturas ósseas passam por processos de degradação, sendo que a obesidade pode acelerar esse desgaste.

Transtornos mentais

A depressão encabeça a lista. Estudos científicos demonstram cada vez mais a conexão entre obesidade e doenças depressivas. Quando se está acima do peso, a microbiota (flora) intestinal tende a estar desregulada, o que impacta diretamente na produção de serotonina, um dos hormônios do bem-estar.

Uma tese desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN-UFSC) investigou a associação entre obesidade, mudanças antropométricas e sintomas depressivos em idosos da cidade de Florianópolis, Santa Catarina.

Uma das constatações foi que os idosos com obesidade severa, em sua grande maioria, eram acometidos por sintomas depressivos. Já aqueles que apresentavam sobrepeso e valores intermediários de circunferência da cintura tiveram menor risco de desenvolverem sintomas depressivos durante os quatro anos.

Prevenção é a palavra-chave

Todos os problemas desencadeados pela obesidade surgem a partir de fatores genéticos e relacionados ao estilo de vida. Na maioria dos casos, o segundo pesa mais. E é aí que entra a importância de seguir hábitos saudáveis: alimentação nutritiva e balanceada, atividade física, controle do stress, sono de qualidade e, não menos importante, manter o cérebro ativo e sempre conhecendo algo novo todo dia.

 

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Impactos da obesidade no desenvolvimento de doenças

Impactos da obesidade no desenvolvimento de doenças

A preocupação com o excesso de peso, na maioria das vezes, está associada a questões estéticas. As pessoas têm tentado melhorar a qualidade da alimentação e praticar atividades físicas, mesmo em meio à rotina agitada, para se sentirem em paz com a balança. Não há problema nenhum nisso, mas é fundamental entender que a questão é mais ampla: a obesidade traz consigo diversas doenças graves, por isso, combatê-la é, antes de mais nada, uma questão de saúde.

Como se identifica a obesidade?

Estar simplesmente acima do peso ou com acúmulo de gordura localizada em algumas regiões do corpo não significa que um indivíduo sofre de obesidade. O diagnóstico da doença tem como base o Índice de Massa Corpórea (IMC), cálculo que divide o peso da pessoa (em quilos) pela altura elevada ao quadrado (em metros).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, considera-se sobrepeso o indivíduo cujo resultado do IMC seja igual ou maior que 25. Quando o número chega ou ultrapassa os 30, trata-se de obesidade  e acima de 40 obesidade mórbida.

Obesidade e concentração de gordura no fígado

Pessoas obesas ou até mesmo com sobrepeso são mais propensas a acumularem gordura no fígado, condição conhecida como esteatose hepática. Ao longo do tempo, essa gordura desencadeia um processo inflamatório no órgão, podendo levar até à cirrose.

Doenças cardiovasculares

A hipertensão arterial é uma das principais doenças relacionadas ao excesso de peso. O acúmulo de gordura no organismo induz o coração a maior esforço  e isso eleva a pressão. Além disso, com o excesso de peso, também há um aumento nos níveis de LDL (o famoso “colesterol ruim”) e de triglicerídeos, condição que aumenta as chances de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).

Apneia do sono

O excesso de peso, especialmente na região do abdômen, do tronco e do pescoço, ajuda a obstruir a passagem de ar, por isso, é uma das causas da apneia do sono, distúrbio em que a pessoa para de respirar por alguns períodos durante a noite.

Obesidade também é uma doença

Durante muito tempo, a condição obesa era atrelada apenas aos hábitos de vida. Assim, o senso comum dizia que o que faltava a uma pessoa com esse quadro era “força de vontade” para mudar e, assim, conseguir emagrecer. No entanto, hoje em dia, com os avanços nas pesquisas e na medicina, já se sabe que esse quadro não apenas provoca doenças, ele, em si, é uma doença.

Embora os hábitos de vida tenham uma boa parcela de culpa nessa condição, existem muitos fatores envolvidos na situação, como a genética, o metabolismo, o funcionamento do sistema endócrino e até elementos psicológicos e sociais.

É por isso que o combate à obesidade também exige uma equipe multidisciplinar de profissionais. O paciente precisa ter acompanhamento do cirurgião, mas também de nutricionista, psicólogo, educador físico. Se o indivíduo fizer uma cirurgia bariátrica, por exemplo, precisa estar preparado para as mudanças que virão depois dela, para manter a qualidade de vida e a saúde acima de tudo.

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Obesidade é fator de risco para o desenvolvimento do câncer

Obesidade é fator de risco para o desenvolvimento do câncer

Você sabia que a obesidade pode estar direta ou indiretamente ligada a casos de câncer? Leia o artigo para saber mais.

Obesidade e câncer: uma ligação perigosa

O excesso de peso ou a obesidade estão claramente ligados a um risco global aumentado de câncer. O excesso de peso ou a obesidade estão associados ao risco dos seguintes tipos de câncer:

  • mama (na menopausa feminina)

  • cólon e reto

  • endométrio (revestimento do útero)

  • esôfago

  • rim

  • pâncreas

  • vesícula biliar

  • fígado

  • linfoma não-Hodgkin

  • mieloma múltiplo

  • colo uterino
  • ovário

Além disso, ter muita gordura abdominal, independentemente do peso corporal, está associado a um risco aumentado de câncer de cólon e reto e provavelmente está ligada a um maior risco de câncer de pâncreas, endométrio e de mama (em mulheres, após a menopausa).

As ligações entre o peso corporal e o câncer são complexas e ainda não são totalmente compreendidas. Por exemplo, enquanto estudos descobriram que o excesso de peso está relacionado com um risco aumentado de câncer de mama em mulheres após a menopausa, não parece aumentar o risco de câncer de mama antes da menopausa. Os motivos para isso não são claros.

Câncer, idade e sobrepeso

A idade com que uma pessoa ganha peso também pode afetar o risco de câncer. O excesso de peso durante a infância e a idade adulta nos jovens podem ser mais um fator de risco, do que ganhar peso mais tarde na vida, ao menos para alguns tipos de câncer.

Por exemplo, algumas pesquisas sugerem que as mulheres com excesso de peso como adolescentes podem estar em maior risco de desenvolver câncer de ovário antes da menopausa.

Claramente, são necessárias mais pesquisas para definir melhor os vínculos entre o peso corporal e o câncer.

Como o peso corporal pode aumentar o risco de câncer?

O excesso de peso corporal pode afetar o risco de câncer através de uma série de mecanismos, alguns dos quais podem ser específicos de certos tipos de câncer. O excesso de gordura corporal pode afetar:

  • Função do sistema imunológico e inflamação

  • Níveis de certos hormônios, como insulina e estrogênio

  • Fatores que regulam o crescimento celular, como fator de crescimento semelhante à insulina-1

  • Proteínas que influenciam a forma como o corpo usa certos hormônios, como globulina, com ligação hormonal sexual

A perda de peso reduz o risco de câncer?

As pesquisas sobre como perder peso para reduzir o risco de desenvolver câncer são limitadas. Ainda assim, há evidências crescentes de que a perda de peso pode reduzir o risco de câncer de mama (após a menopausa), formas mais agressivas de câncer de próstata e possivelmente outros tipos de câncer também.

Algumas mudanças corporais que ocorrem como resultado da perda de peso sugerem que, de fato, pode reduzir o risco de câncer. Por exemplo, pessoas com excesso de peso ou obesas que perdem peso intencionalmente reduziram os níveis de certos hormônios relacionados ao risco de câncer, como insulina, estrogênios e andrógenos.

Embora tenhamos muito a aprender sobre o vínculo entre perda de peso e risco de câncer, as pessoas com excesso de peso ou obesidade devem ser encorajadas e apoiadas a tentar perder peso.

Além de reduzir o risco de câncer, perder peso pode ter muitos outros benefícios para a saúde, como a diminuição do risco de doença cardíaca e diabetes. Perder até uma pequena quantidade de peso tem benefícios para a saúde e autoestima!

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