Obesidade infantil

5 maneiras de prevenir a obesidade infantil

5 maneiras de prevenir a obesidade infantil

A obesidade infantil é uma doença que se configura por um grande acúmulo de gordura corporal. Ou seja, é quando a criança está consideravelmente acima do seu peso ideal — que pode ser identificado através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC).

Esse sobrepeso pode causar outras doenças graves, como diabetes, hipertensão, colesterol alto e doenças cardíacas.

No Brasil, estima-se que 15% das crianças de até 12 anos de idade sofram com problemas de peso, e os dados não são nada animadores. Segundo pesquisas realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) — caso nada seja feito —, a tendência é que cada vez mais crianças apresentem esse problema.

Causas

Muitos acham que a obesidade infantil está associada apenas ao consumo exagerado de comida ou culpam os pais por não cuidarem corretamente da alimentação de seus filhos, porém há diversos fatores além desses que podem ocasionar a doença. Veja alguns deles, abaixo.

  • Fatores hormonais;
  • Sedentarismo;
  • Genética;
  • Insônia;
  • Distúrbios psicológicos;
  • Ansiedade;
  • Má alimentação;

Como prevenir

Existem medidas preventivas muito simples para combater a obesidade infantil, podendo ir desde a mudança de hábitos à adição de novas atividades na rotina. Dentre essas formas de prevenção, estão:

1. Praticar atividades físicas

Com o avanço tecnológico dos dias atuais, é cada vez mais comum ver crianças se divertindo apenas com jogos eletrônicos em videogames, celulares e computadores, deixando assim as atividades físicas de lado.

Portanto, é fundamental que os familiares e a escola incentivem a criança a praticar esportes ou estimulem brincadeiras que exijam da parte física, para que assim a diversão aconteça aliada a uma vida mais saudável.

2. Alimentação saudável

Os hábitos alimentares das crianças são gerados antes do momento do nascimento e se estendem nos primeiros anos de vida, por isso é muito importante que a mãe — enquanto grávida — contribua, optando por alimentos saudáveis e evitando alimentos processados e com taxas altas de calorias.

Assim, no decorrer do crescimento e do desenvolvimento da criança, ela já terá uma boa e prévia educação alimentar.

3. Amamentação

A OMS aconselha que a criança seja amamentada até completar 2 anos de idade, além de também recomendar que esse seja o único alimento dado a ela em seus primeiros 6 meses de vida, pois o leite materno é completo para o bebê e auxilia na prevenção diversas doenças, entre elas, a obesidade.

4. Sono e descanso

A falta de sono pode colaborar para a obesidade, pois noites mal dormidas desregulam o relógio biológico da criança e podem afetar os hormônios que controlam o apetite. Portanto, é fundamental que a criança tenha um sono regulado e durma pelo menos 8 horas por noite.

5. Atenção ao usar medicamentos

Estudos apontam que o uso de alguns antibióticos pode modificar o metabolismo da criança e, com isso, contribuir para o aumento de peso. Por esse motivo, não utilize antibióticos sem prescrição médica.

Mesmo que hajam diversas medidas de conscientização e de combate para a obesidade infantil, esse ainda é um problema que vem crescendo bastante e, por essa razão, é necessário analisar sua rotina e seus hábitos e mudá-los no que for preciso.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos
Obesidade infantil: quais medidas tomar junto ao gastrocirurgião

Obesidade infantil: quais medidas tomar junto ao gastrocirurgião

A prevalência de obesidade infantil aumentou bastante nas últimas décadas. Afetou meninos e meninas em todos os grupos raciais e étnico. Assim, trouxe comorbidades que, no passado, só eram observadas em adultos.

A obesidade pediátrica é a questão de saúde pública mais alarmante que o mundo enfrenta atualmente. Modificações no estilo de vida para reverter a obesidade são consideradas a pedra angular do tratamento. Entretanto, a adesão é geralmente fraca e os resultados podem ser mínimos. Assim, as crianças estão recorrendo à cirurgia bariátrica como tratamento para a obesidade e suas complicações.

A taxa de sucesso a longo prazo, as consequências e os riscos para crianças e adolescentes ainda são desconhecidos. Da mesma forma, o é a taxa de conformidade com as modificações dietéticas necessárias após os procedimentos. No entanto, é preciso consultar um gastrocirurgião para discutir quais medidas tomar.

Quando uma criança é examinada pela primeira vez pelo pediatra ou médico de cuidados primários, a família pode esperar uma avaliação completa. Detalha-se a ingestão de alimentos, o nível de atividade física, o sangue e outros fatores. Após coletar essas informações, o médico poderá começar a discutir as opções de tratamento.

Medidas como alterações comportamentais e de estilo de vida funcionam para a maioria das crianças acometidas pela obesidade e ajudam a melhorar sua saúde. No entanto, há crianças afetadas pela obesidade grave que precisam de um tratamento mais agressivo, como a cirurgia bariátrica.

Cirurgia

A cirurgia comumente realizada em adultos com obesidade grave, geralmente produz perda de peso duradoura. Como resultado, também melhora muitas comorbidades como diabetes tipo 2, pressão alta, apneia do sono bem como outras doenças.

O objetivo da cirurgia bariátrica é proporcionar o maior benefício possível com o menor risco. Com isso em mente, muitos estudos foram realizados para avaliar os resultados após a cirurgia bariátrica infantil e há outros em andamento.

Nos Estados Unidos, a Academia Americana de Pediatria agora recomenda que a cirurgia metabólica e bariátrica deve ser considerada uma opção de tratamento seguro para crianças e adolescentes com obesidade grave. Além disso, deve ser coberta por planos de saúde.

Compulsão alimentar e distúrbios como a bulimia têm sido observados em alguns adolescentes obesos que desejam realizar a cirurgia bariátrica. Os distúrbios alimentares são bastante graves. Entretanto, os resultados após a cirurgia bariátrica em adolescentes nessa condição não foram estudados. Por isso, a cirurgia bariátrica em adolescentes com esses distúrbios geralmente é desencorajada. A menos que o problema tenha sido tratado adequadamente e esteja bem controlado.

Acompanhamento multidisciplinar

Dependendo das necessidades do adolescente, uma equipe multidisciplinar pode ser útil para desenvolver um plano de tratamento específico. É importante que seja composta por um médico, um nutricionista, um profissional de saúde mental, um gastroenterologista e um especialista em exercícios. As ações podem incluir:

– aconselhamento nutricional e modificação da qualidade da dieta e conteúdo calórico;

– aumento da atividade física;

– alteração de comportamento para abordar a autoestima e atitudes em relação à comida;

– terapia individual ou em grupo focada na mudança de comportamentos e no enfrentamento de sentimentos relacionados ao peso e a problemas normais de desenvolvimento;

– aconselhamento familiar com o intuito de ajudar a apoiar mudanças em casa.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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