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Esofagite: sintomas, causas e tratamentos

Esofagite: sintomas, causas e tratamentos

A esofagite é caracterizada pela inflamação do esôfago — tubo que conecta a boca ao estômago. Normalmente o diagnóstico é feito com base em exames de imagem, clínicos, laboratoriais, além de endoscopia e PHmetria.

Nesse caso, a endoscopia é essencial para verificamos a possibilidade de algum dano na mucosa do esôfago, nas regiões do intestino delgado e no estômago.

Já na PHmetria usamos para mensurar a quantidade de ácido que vai do estômago para o esôfago. Quer saber mais sobre essa condição? Acompanhe!

Quais são as causas?

Para que você compreenda os fatores de risco da esofagite, primeiramente precisamos classificar os diferentes tipos dessa inflamação, uma vez que essas particularidades são importantes nesse contexto.

Esofagite medicamentosa

Alguns medicamentos via oral são prejudiciais nesse sentido e podem provocar danos nos tecidos, sobretudo aqueles que ficam por muito tempo na região do esôfago.

Dessa maneira, recomendamos que os pacientes, quando forem tomar os seus remédios via oral, utilizam bastante água. Isso é importante porque o líquido favorece o transporte do medicamento, até à sua chegada ao estômago.

 Nessa categoria, algumas condições favorecem à inflamação. Por exemplo, tabagismo, obesidade, doenças imunossupressoras, hérnia de hiato, alergias alimentares, hereditariedade, gravidez.

Esofagite de refluxo

Esse tipo é mais comum e, normalmente, ele está relacionado com a ingestão de determinados alimentos como chocolate, café, álcool, pimenta, frutas cítricas, alho, cebola, hortelã, enfim, alimentos que aumentam a probabilidade de irritação.

Afinal, nesse caso, especificamente, os ácidos estomacais retornam para o esôfago na forma de refluxo, gerando danos e inflamação. Os fatores de risco aumentam no caso de gravidez, tabagismo, obesidade e hérnia de hiato.

Esofagite infecciosa

A baixa imunidade é uma das características que favorece esse tipo de inflamação, uma vez que, geralmente, ela é por infecção bacteriana, viral, fúngica ou parasita alojado na região do esôfago.

Ressaltamos que esse formato é mais raro, pois, normalmente, ele acomete pessoas com alguns tipos de câncer e AIDS, por exemplo.

Esofagite de eosinófilos

Os eosinófilos são as células responsáveis pela defesa do nosso organismo e eles ficam concentrados na área do esôfago. Isso significa que as pessoas com algum tipo de alergia alimentar podem ser acometidas por essa infecção.

Uma vez que essas células sanguíneas reagem prontamente aos agentes alérgicos. Na maior parte dos casos, os fatores genéticos costumam ser os mais relevantes nesse tipo de manifestação.

Quais são os sintomas?

O principal indício é manifestado por meio da dificuldade de engolir. No entanto outros sinais precisam ser observados como tosse, sensação de náusea, vômito, dor no peito, perda de apetite, além de dor abdominal.

Como tratar a esofagite?

Depois do diagnóstico, o médico prescreve a solução levando em consideração o tipo de inflamação revelado nos exames do paciente. Então, no caso de refluxo, o tratamento é feito por meio de medicamentos ou intervenção cirúrgica.

Agora, se o problema for nos eosinófilos, o paciente é submetido a uma dieta restrita, na qual o nutricionista indica os alimentos recomendados. Porém, o uso de remédio não é descartado, já que também é preciso tratar a reação alérgica.

Em se tratando da infecciosa, a medida terapêutica ocorre por meio de medicamentos específicos, que combatem diretamente parasitas, bactérias, vírus ou fungos na região do esôfago.

Por fim, a esofagite medicamentosa é tratada trocando a textura do remédio (líquido) ou utilizando mais água na ingestão de pílulas ou comprimidos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos
Esofagite: sintomas, causas e tratamentos

Esofagite: sintomas, causas e tratamentos

O esôfago é o tubo que comunica a faringe com o estômago. Quando acontece uma inflamação nessa região, denomina-se esofagite. 

São quatro tipos, sendo cada um ocasionado por uma causa diferente. São elas: esofagite de refluxo, de eosinófilos, em decorrência de medicamentos e a infecciosa. 

Quais os sintomas?

Dores no peito geralmente são associadas a problemas cardíacos. Porém, quem sofre de esofagite sente um incômodo intenso nessa região. 

Independente do tipo, os sintomas desse problema são semelhantes, sendo os mais comuns: refluxo gastroesofágico, dores na hora de engolir, sensação de queimação e azia, gosto amargo na boca, mau hálito, dor de garganta, tosse, náuseas e vômitos, perda de apetite.

Causas da esofagite

Cada tipo de esofagite tem a sua causa particular, embora cada uma desenvolva um desconforto semelhante.

A esofagite de refluxo é o caso mais comum. Ela acontece pelo mau funcionamento de uma estrutura parecida como uma válvula, localizada entre o estômago e o esôfago, e que impede os ácidos estomacais de voltarem nesta região. 

Quando essa estrutura está irregular, os ácidos tendem a voltar frequentemente. Neste caso, o paciente é diagnosticado com “refluxo gastroesofágico”, pois a mucosa do órgão se torna lesionada pela ação ácida.

A esofagite de eosinófilos está intimamente ligada às reações alérgicas. Quando isso ocorre, as células eosinófilas, responsáveis pela defesa no organismo, acabam se concentrando no esôfago para combater o agente alérgico, ocasionando, dessa forma,  a esofagite.

A esofagite em decorrência de medicamentos acontece pela presença prolongada de medicamentos no esôfago, local que acaba tendo a sua mucosa progressivamente prejudicada. Nesse caso, recomenda-se preventivamente a ingestão de medicamentos com água, já que o líquido auxilia a passagem do remédio até o estômago.

Embora seja a mais rara, a causa infecciosa surge em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, comumente em idosos e portadores do vírus do HIV. Essa infecção é possibilitada pelo aparecimento de vírus, fungos ou bactérias nas regiões esofágicas e também na boca. 

Outros fatores também podem auxiliar na complicação dessas causas, como a hérnia de hiato, gravidez, cigarros, obesidade e alergia por herança genética.

Tratamentos

A esofagite é uma doença curável, mas o tratamento deve se adequar conforme a sua causa específica.

Para tratar a esofagite de refluxo é preciso que a “válvula” tenha seu funcionamento regulado. Para isso, existe duas possibilidades de tratamento: medicamentos via oral e cirurgia. 

Esses métodos têm como intuito cessar a produção do ácido estomacal, deixando a válvula livre para sua recuperação e consequente funcionamento. Contudo, a cirurgia é indicada em casos mais graves.

Na causa eosinófila, o médico identifica quais sãos os elementos que causam reação alérgica no paciente, por isso é importante saber quais são suas predisposições. A partir disso, será delineado uma dieta livre de alimentos que contribuam para o aparecimento dessa causa, além de medicamentos.

No caso da esofagite decorrente por medicamentos é recomendado que o paciente os engula sempre com água, pois a seco existe a possibilidade da pílula ficar parada no esôfago. Pode ser optado também uso oral com versão líquida.

Por sua vez, quando o médico detecta se foi vírus, bactéria ou fungo que ocasionou a esofagite infecciosa, é feita a prescrição de medicação específica para cada agente, levando sempre em conta a situação de vulnerabilidade do paciente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos