Refluxo gastroesofágico

Refluxo gastroesofágico: como é feito o diagnóstico?

O refluxo gastroesofágico (RGE) envolve uma condição clínica do aparelho digestivo na qual os ácidos presentes no interior do estômago retornam pelo caminho do esôfago, fazendo o percurso contrário ao fluxo normal da digestão. É a esse movimento oposto que se dá o nome de refluxo, o qual causa irritações nos tecidos que revestem as paredes do esôfago, dando origem aos sintomas característicos do RGE.

Como é feito o diagnóstico da doença do refluxo gástrico?

O diagnóstico dessa doença é realizado de forma clínica, porém não existe um padrão ou apenas um único exame para a identificação e a análise do problema. Acompanhe. Os exames clínicos normalmente são direcionados para os pacientes e situações em que o diagnóstico por meio dos sintomas ainda gera dúvidas. Mas também é recomendado quando os sintomas persistem por muito tempo ou quando o tratamento inicial aplicado não surtiu efeitos. O primeiro exame realizado para o diagnóstico clínico do refluxo gastroesofágico é o de esôfago, por meio da endoscopia, na qual se utiliza um tubo flexível para a visualização da região. Durante a realização do procedimento, o médico pode fazer a retirada de parte do tecido para um exame microscópico mais detalhado (biópsia). Caso os resultados obtidos na endoscopia e na biópsia sejam considerados normais em pacientes em que os sintomas de RGE persistem, o médico poderá realizar outro exame chamado de pHmetria esofágica. Aqui, o profissional insere um tubo flexível e muito fino, com um sensor em uma das pontas, pelo nariz do paciente até a base do esôfago. Esse equipamento permanece dentro do paciente por um período de 24 horas, o objetivo é registrar os níveis de ácido do local e determinar a relação entre os sintomas e o refluxo, assim como o volume de refluxo. Um 3º método usado para o diagnóstico do RGE é a manometria. Por meio dessa técnica, são feitas análises da pressão do esfíncter esofágico inferior. Esse exame consegue avaliar, identificar e diferenciar o funcionamento do esfíncter, determinando se tudo está normal ou se existe algum problema. Por meio dos detalhes levantados na manometria, o médico poderá ponderar e saber se a realização de uma cirurgia é a melhor alternativa de tratamento para o paciente.

Tratamentos para o refluxo gastroesofágico

Há 2 linhas para o tratamento do RGE: a clínica e a cirúrgica. Na 1ª situação, são ministrados medicamentos que atuam na redução da produção de ácido pelo estômago. Além disso, o paciente recebe uma série de recomendações que devem ser seguidas conforme o caso: perder peso, não se deitar após as refeições, evitar bebidas alcoólicas e cigarros, por exemplo. No 2º caso, a cirurgia é feita em situações específicas, como quando o paciente não está respondendo ao tratamento clínico ou quando há hérnia de hiato. A intervenção pode ser feita do jeito convencional ou por laparoscopia. Este procedimento é recomendado em situações em que o refluxo gastroesofágico leva à esofagite grave. Como as células que revestem o esôfago podem sofrer alterações devido ao ácido do suco gástrico, a condição pode ser o motivo causador de tumores malignos, por isso é preciso acompanhamento médico. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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