vesícula biliar septada

O que é a vesícula biliar septada?

Existem alguns órgãos do corpo humano que só tomamos conhecimento da sua existência quando ocorre algum problema, como é o caso das pedras na vesícula. Embora essa seja a condição mais frequente, o órgão também está sujeito a outras condições, como a vesícula biliar septada.

Você já ouviu falar nela? Provavelmente não, certo? Afinal, esse é um problema raro, de baixa incidência na população. Então, se quiser saber mais sobre o assunto, não deixe de ler este post.

Para que serve a vesícula biliar?

A vesícula biliar é um pequeno órgão em forma de pera, localizado na região próxima ao fígado. Entre as funções que desempenha no organismo, o armazenamento da bile é o mais importante.

Ainda, essa substância é produzida pelo fígado e funciona como um detergente natural do organismo, além de atuar na quebra das moléculas de gordura. Quando nos alimentamos, a bile é fabricada, armazenada na vesícula e liberada no intestino delgado.

Ademais, a formação de pedras na vesícula é causada pela ocorrência de desequilíbrios na composição da bile. O acúmulo desses cálculos pode inflamar o órgão e provocar a tão temida cólica abdominal.

O que é a vesícula biliar septada?

Em anatomia, quando utilizamos o termo septo é para se referir à parede que separa duas massas de tecido mole ou duas cavidades. Assim, a vesícula biliar septada é a divisão do órgão em duas partes.

Ainda, a duplicação da vesícula é uma anomalia rara congênita, ou seja, que está presente desde o nascimento. Para que você tenha uma ideia, essa condição atinge uma em cada quatro mil pessoas.

Ademais, a vesícula biliar septada dificilmente provoca sintomas. Contudo, quando eles existem, são sinais semelhantes ao de colecistite, como, por exemplo, náuseas, vômitos, dor abdominal e mal-estar. 

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico da vesícula biliar septada costuma ocorrer acidentalmente, em função da realização de exames com outros objetivos ou a partir da manifestação de sintomas relatados pelo paciente.

Geralmente, os casos são descobertos através de autópsias ou de procedimentos cirúrgicos. A ultrassonografia é o método de diagnóstico por imagem de escolha para a investigação de alterações na vesícula biliar.

No entanto, essa análise pode evidenciar várias condições que simulam essa duplicação, tais como, cisto de colédoco, vesícula em barrete frígio, vasos aberrantes, adenomiomatose focal, divertículo de vesícula e má rotação intestinal.

É preciso tratar?

Por ser um quadro assintomático e não trazer prejuízos para a saúde do paciente, a vesícula biliar septada não costuma exigir tratamento. Porém, o reconhecimento precoce dessa condição é necessário para reduzir o risco de complicações cirúrgicas.

Ainda, a identificação da vesícula biliar septada evita a ocorrência de lesões durante o procedimento para remoção do órgão (colecistectomia). O diagnóstico dessa anomalia congênita altera o planejamento cirúrgico.

Então, com a leitura deste post, você conheceu as principais informações a respeito deste problema. Embora não seja uma doença, a vesícula biliar septada deve ser diagnosticada para prevenir complicações em uma cirurgia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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