Esteatose hepática

Esteatose hepática: causas e tratamentos

A esteatose hepática está entre as patologias do fígado mais frequentes entre os brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde. Na verdade, ela ocupa a segunda posição quando falamos de doenças hepáticas no Brasil.

Tal enfermidade é caracterizada pela lesão ou inflamação do físico que, de certa forma, afeta as funções hepáticas. Que saber mais sobre esse tema? Confira outros detalhes neste artigo!

Como a doença é classificada?

Resumidamente, a esteatose hepática — que popularmente é conhecida como gordura no fígado — é ordenada segundo a sua gravidade, portanto, a sua classificação é feita da seguinte maneira:

  • grau 1 (EP simples): o paciente não apresenta sintomas, porque, normalmente, a quantidade de gordura é inofensiva. Por isso ele só descobre por meio de exames de rotina.
  • grau 2 (EP não alcoólica): nesse estágio, alguns sinais como barriga inchada e dor no abdômen (lado direito) surgem, uma vez que o excesso de gordura provoca inflamação no fígado.
  • grau 3 (Fibrose hepática): embora a presença de gordura seja significativa, o fígado ainda funciona sem apresentar problemas. No entanto a inflamação culmina em alterações nos vasos sanguíneos e órgãos próximos.
  • grau 4 (Cirrose hepática): esse tipo de manifestação ocorre depois de um tempo prolongado de inflamação, por isso, nessa fase, o fígado apresenta forma irregular e tamanho reduzido. Portanto há um risco maior de isso evoluir para câncer ou gerar falência do órgão, havendo necessidade de transplante.

Quais são as causas?

Os motivos que levam à formação de gordura no fígado ainda estão em discussão, por isso não há uma determinação sobre tema. Contudo, há uma linha de pensamento que relaciona o acúmulo de gordura no fígado ao desequilíbrio de consumo, síntese, utilização e eliminação desse substâncias. Por isso os pesquisadores consideram os fatores ambientais, genéticos e nutricionais como parte do problema.

Além disso ressaltamos que obesidade, idade (acima de 50 anos), pressão alta, diabetes tipo 2, hipotireoidismo, tabagismo, colesterol alto, estão comumente associados aos fatores de risco.

Como tratar?

O tratamento da esteatose hepática é feito, principalmente, a partir de mudanças de hábitos. Por isso os pacientes são orientados a mudar a dieta, praticar exercícios físicos com regularidade, evitar o abuso de álcool, eliminar o tabagismo e etc.

Em consonância com essas transformações, a terapia também envolve a manutenção do peso corporal e controle de doenças que contribuem para o agravamento do quadro.

Destacamos que o uso de medicamentos específicos não é orientado, justamente porque ainda não existe uma medicação particular para tratá-la. Mas o especialista pode prescrever vacina contra a Hepatite B, como forma de prevenção.

A esteatose hepática é uma doença, cujo diagnóstico se dá a partir de exames laboratoriais, sangue, ultrassom e até biópsia — dependendo da gravidade.

Por isso a melhor forma de tratar a patologia é observando alguns sinais relevantes como falta de energia, cansaço, fezes claras, urina escura, diarreia, náuseas, perda e de apetite, vômitos, dor abdominal, olhos e pele amarelados, alteração no peso sem motivo aparente, enfim, esses e outros detalhes precisam ser observados, bem com a intensidade e persistência deles.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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Dr. Rodrigo Gui Queiroz

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz