esôfago de barret

O que é esôfago de Barrett?

O esôfago de Barrett é também denominado metaplasia colunar do esôfago. Trata-se de uma complicação da esofagite crônica, ou seja, uma inflamação do esôfago. A doença é caracterizada por uma mudança nas células do revestimento da porção inferior do esôfago, com transformação do epitélio escamoso normal do esôfago para epitélio colunar. Essa transformação é denominada metaplasia intestinal.

Causas do esôfago de Barrett

Ainda não se conhecem ao certo as causas do esôfago de Barrett, mas é considerado uma complicação da doença de refluxo gastroesofágico. A persistência do refluxo por longo período pode causar uma transformação nas células que revestem o esôfago, tornando-as, dessa forma, parecidas com as do estômago.

Fatores de risco

Entre os principais fatores de risco para acometimento da doença estão:
  • hérnia de hiato;
  • azia crônica;
  • hábitos alimentares pouco saudáveis;
  • ser do sexo masculino
  • ser idoso.

Complicações

A principal complicação gerada pelo esôfago de Barrett é o risco aumentado de desenvolvimento de câncer de esôfago. Por isso, após a doença ser diagnosticada é necessário um acompanhamento médico criterioso. Apenas 1% das pessoas com a doença têm o diagnóstico de câncer e, embora o número não pareça preocupante, representa uma chance 30 vezes maior do que o restante da população.

Sintomas

Visto que o esôfago de Barrett é uma complicação da doença de refluxo gastroesofágico, os sintomas mais comuns são decorrentes do refluxo. Podem incluir azia, queimação, sensação de desconforto no tórax, dor na garganta, sangue nas fezes, falta de ar, tosse crônica, bem como sensação de irritação na garganta.

Diagnóstico e tratamento

Ao serem relatados os sintomas na consulta, o médico deverá solicitar alguns exames como, por exemplo, endoscopia e biópsia. Esses exames deverão mostrar se existem lesões de cor salmão ou vermelho-róseo. Outro exame geralmente solicitado é a análise histológica, que mostrará se há substituição do epitélio estratificado pavimentoso, próprio do esôfago, por células gástricas. Esse exame também confirmará a ocorrência de displasia, que é o principal marcador de risco para o câncer de esôfago. Assim que for confirmado o diagnóstico de esôfago de Barrett, o tratamento com medicamentos deverá ser iniciado para aliviar os sintomas e resolver o refluxo gastroesofágico. Mudanças de estilo de vida também devem ser adotadas, a fim de potencializar os resultados. Caso a doença já esteja em estado avançado, medidas como fotoablação com laser, mucosectomia, terapia fotodinâmica ou cirurgia para correção de hérnia de hiato podem ser tomadas. Não existe cura para o esôfago de Barrett. No entanto, o tratamento adequado pode controlar os sintomas e evitar a progressão da doença para câncer. Dessa forma, a adesão ao tratamento proposto pela equipe médica deve ser total.

Prevenção do esôfago de Barret

Ao longo da vida, é possível prevenir o acometimento do esôfago de Barrett, principalmente por meio de ações que visam minimizar o refluxo gastroesofágico. As medidas mais comuns são:
  • não fumar;
  • perder peso;
  • evitar roupas com cinto ou faixa de cintura muito estreitos;
  • evitar alimentos que causam azia;
  • reduzir consumo de bebida alcoólica;
  • evitar alimentação a partir de 3 horas antes de ir dormir;
  • fazer entre 4 e 6 refeições por dia.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

O que deseja encontrar?

Compartilhe

Share on facebook
Share on linkedin
Share on google
Share on twitter
Share on email
Share on whatsapp