Woman with stomach problems on toilet

Diarreia pode ser sinal de um problema mais grave?

A diarreia é um dos distúrbios digestivos mais comuns, tanto que é bem difícil encontrar alguém que nunca tenha se deparado com ela. A maioria das pessoas tem, no entanto, a percepção de que se trata de algo sem muita importância.

De fato, o quadro mais comum, principalmente para pessoas que vivem em ambientes com boas condições de higiene e saneamento, é de um desconforto passageiro, que pode durar algumas horas ou alguns dias. Muitas vezes, quando a causa é viral, os sintomas são autolimitados. O próprio organismo se encarrega de eliminar a infecção e eles desaparecem em no máximo 14 dias.

Mesmo assim, a recomendação é que o paciente cuide de ingerir líquido após cada evacuação e que evite alguns tipos de alimentos que sobrecarregam o intestino, como aqueles mais gordurosos e condimentados, frutas com casca e vegetais não cozidos, que aceleram o trânsito intestinal, ou ainda carnes malpassadas e frutos do mar, que podem aumentar a presença de parasitas no aparelho digestivo.

Suspender hábitos nocivos à saúde, como o tabagismo e a ingestão de álcool, é algo, também fundamental para o tratamento, assim como o uso do soro caseiro ou isotônicos.

Diarreia pode ser sinal de doença grave

As causas da diarreia são muitas, razão pela qual é preciso, caso os sintomas persistam, procurar o médico imediatamente, inclusive levando em conta o risco de desidratação.

A melhor forma de lidar com esse distúrbio do aparelho digestivo é investigar as causas, que podem ser infecciosas, causadas por vírus, bactérias, parasitas ou fungos. Dependendo do caso pode ser preciso tratar até com antibióticos.

Doenças inflamatórias, como a retocolite e a doença de Crohn, que atacam o trato intestinal, bem como doenças autoimunes, como a doença celíaca, problemas metabólicos, como o hipertireoidismo e a diabete descompensada, podem ter entre seus sintomas a diarreia.

Em todos esses casos, o tratamento deve ser direcionado à causa, o que implica dizer que a terapia dependerá do diagnóstico. O problema é que há estudos comportamentais que mostram que a população brasileira costuma esperar que os sintomas cessem ou fazer automedicação, mesmo que o problema se apresente de forma crônica ou com sinais graves, como a presença de sangue nas fezes.

Falamos, por exemplo, da doença de Crohn e da retocolite ulcerativa, que são pouco conhecidas do público, mas que podem levar os órgãos a uma situação grave, passível até mesmo de tratamento cirúrgico.

Evacuação frequente, com mudança na consistência das fezes, e dores abdominais, principalmente se acompanhadas de outros sintomas, podem indicar condições ainda mais graves, como neoplasias, com destaque para o câncer de cólon e o linfoma do intestino delgado.

Por outro lado, a diarreia pode ser consequência de problemas menos graves, como a intolerância à lactose ou ao glúten, além do uso contínuo de determinados medicamentos. O fato é que só será possível saber a causa e tratá-la com a investigação médica, seja uma condição mais grave, seja uma simples intolerância a determinada substância.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

O que deseja encontrar?

Compartilhe

Share on facebook
Share on linkedin
Share on google
Share on twitter
Share on email
Share on whatsapp