Como tratar a diarreia crônica

Quando você acha que ficou livre dela, ela reaparece como uma convidada indesejada, nas mais inoportunas situações. A diarreia crônica é um problema que atinge um número considerável de pessoas.

Esse problema é tão relevante que pode favorecer, entre outras coisas, o surgimento de transtornos mentais, já que fica difícil levar uma rotina normal, pois uma simples saída com os amigos pode se transformar em um pesadelo.

Saiba mais sobre esse problema em nosso artigo. Continue a leitura!

Causas da diarreia crônica

Antes de citar as causas relacionadas à diarreia persistente, vale diferenciá-la da diarreia comum. A diarreia crônica surge quando a quantidade de evacuações é maior que três vezes ao dia ou a consistência das fezes é mais amolecida que o normal, durante um período maior que quatro semanas.

Esse desajuste pode ser explicado em razão de infecções deflagradas por vírus, bactérias, protozoários ou vermes; síndrome do intestino irritável (SII); doenças inflamatórias intestinais (DII); intolerância ou alergias alimentares; tumores;  uso prolongado de remédios, entre outros fatores.

Tratamento

O tratamento dependerá da causa da diarreia. Se, por exemplo, for alergia ou intolerância a algum grupo alimentar, é preciso suspender o consumo do item nocivo para devolver normalidade ao organismo. Em alguns casos, como em pacientes contaminados pela bactéria Clostridium difficile, uma das mais difíceis de se curar, o uso de antibióticos pode ser uma solução.

No entanto, há alguns cuidados que devem ser tomados independentemente da causa do problema.

Reforce a hidratação!

Uma das consequências da evacuação excessiva e desordenada é, como se pode imaginar, a desidratação, o que pode provocar dores de cabeça, fraqueza, tontura, fadiga, sonolência e desmaio.

Por isso, é comum a todos os tratamentos a necessidade de manter o corpo hidratado, seja por meio da ingestão de líquidos ou de soluções de reidratação oral. Jamais se automedique e, ao perceber qualquer alteração no trânsito intestinal, consulte um médico.

Alimentação

O fator alimentação também precisa ser considerado no tratamento. Sopas e purês de vegetais cozidos, que não estimulam o intestino (abóbora, cenoura, abobrinha, chuchu, batata, batata doce), são boas opções. Mingau de arroz ou milho, arroz cozido, carnes brancas cozidas ou grelhadas e banana são, de modo igual, importantes, já que são de fácil digestão e absorção.

Muitas pessoas, quando se deparam com quadros de diarreia (crônica ou não), simplesmente deixam de comer. Mas isso não é bom, pois são justamente os nutrientes da comida que vão evitar as situações mencionadas, como fadiga.

E por falar em alimentação…

Excluindo os casos em que o indivíduo não exerce controle sobre o surgimento de um problema gastrointestinal, é possível, por meio da alimentação, fazer o intestino funcionar igual a um reloginho e administrar a consistência das fezes, de modo que elas fiquem sempre com aspecto normal.

Sinal de alerta

Se a diarreia crônica vem acompanhada de fezes com sangue de coloração preta ou avermelhada e se elas tiverem aspecto volumoso e com traços evidentes de gordura, que são indicativos de má absorção, sobretudo em crianças e idosos, busque ajuda médica imediatamente.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

 

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Dr. Rodrigo Gui Queiroz

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz