colelitiase

O que é colelitíase?

A colelitíase é mais conhecida como cálculo biliar ou pedra na vesícula. É uma doença relativamente comum em adultos e a grande maioria dos pacientes são assintomáticos.

O fígado é responsável por produzir e lançar no organismo uma mistura de substâncias: a bile. Em geral, os cálculos são formados pelo desequilíbrio entre os sais biliares, lecitina e colesterol, sendo este último o responsável por mais da metade dos casos de formação dos cálculos biliares.

A vesícula biliar é um órgão localizado na parte inferior do lobo direito do fígado. Quando esse desequilíbrio ocorre, pode ocorrer a formação de cristais, que juntos, formam os cálculos.

Sintomas e fatores de risco da colelitíase

Na maioria dos casos, a presença de pedras dentro da vesícula é assintomática. Estima-se que, em países desenvolvidos, 10% a 20% da população acima de 65 anos conviva com algum cálculo biliar. 

Quando sintomático, o quadro costuma ser manifestado por cólica na região (cólica biliar), causada pelo bloqueio do fluxo da bile para o intestino. Normalmente, a cólica aparece na região abdominal superior direita, mas pode surgir em outros lugares e irradiar para o braço e para as costas. Em alguns casos, essa dor pode vir acompanhada de náuseas, vômitos e até febre.

Em casos mais sérios, os sintomas podem incluir colecistite, coledocolitíase – obstrução do trato biliar -, pancreatite biliar e até colangite grave (infecção).

Entre os fatores de risco da colelitíase estão o sobrepeso, dieta rica em gorduras e carboidratos, hipertensão, uso prolongado de anticoncepcionais, diabetes, fumo, ser do sexo feminino, predisposição genética, entre outros.

Diagnóstico

Na presença de sintomas como a cólica biliar, deve-se suspeitar de um quadro de colelitíase. O exame indicado para o diagnóstico é a ultrassonografia. Como é grande o número de casos assintomáticos, geralmente o diagnóstico ocorre durante exames de imagem realizados por outros motivos.

 

Tratando a colelitíase (pedra na vesícula)

O primeiro fator a ser observado no direcionamento do tratamento é a presença ou não de sintomas.

Pacientes assintomáticos costumam optar pela não remoção do órgão, que pode vir ou não a causar complicações graves. Entre as complicações graves estão a colecistite aguda, peritonite, fístulas, sangramentos, infecções, coledocolitíase, colangite e papilites e até pancreatite. Tendo em vista essas complicações, quadros assintomáticos devem considerar outras variáveis e serem analisados para definir a necessidade de cirurgia ou não.

Em geral, a remoção cirúrgica da vesícula biliar (colecistectomia) é mais indicada. A cirurgia é feita por videolaparoscopia, com anestesia geral, e requer poucos dias de internação hospitalar. Apresenta baixos riscos, se comparada a possíveis complicações da presença de pedras na vesícula. 

De todo modo, o tratamento da colelitíase deve levar em conta o caso específico do paciente. Suas queixas, necessidades e quadro clínico deverão ser avaliados juntamente a um profissional capacitado. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

 

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