colecistectomia

Colecistectomia – O que é e quando é indicada?

A vesícula biliar é um órgão do sistema digestivo que tem a função de auxiliar o fígado: ela armazena a bile que é utilizada para facilitar a digestão de gorduras. Quando a vesícula apresenta alterações como inflamação, cálculo e tumores, é necessária a sua retirada. A cirurgia para remoção da vesícula biliar é conhecida como colecistectomia.

Tipos de colecistectomia

Existem duas maneiras de fazer o procedimento. Em ambos casos, é necessária a anestesia geral. Saiba quais são as técnicas como são realizadas:

Cirurgia convencional

Conhecida também como cirurgia aberta, trata-se da maneira em que muitas operações são realizadas: por meio de corte. É feita uma grande incisão na parte superior direita do abdômen, em que, por meio da abertura, a vesícula é retirada. Esse tipo de procedimento é indicado para mulheres que estão em estágio final de gestação e para pessoas com contraindicação para cirurgia videolaparoscópica. Como pontos negativos, estão a cicatriz visível e uma recuperação mais vagarosa.

Cirurgia por laparoscopia

Diferente do método convencional, a cirurgia por vídeo é iniciada  por uma pequena incisão no umbigo. Por esse corte é introduzido gás carbônico com o objetivo de abrir espaço no abdômen do paciente para realização do procedimento.

Depois disso, é inserido um tubo metálico com uma pequena câmera para que haja menor manipulação possível. As imagens coletadas são transmitidas para um monitor para a orientação do médico. As demais incisões servem para a introdução das pinças que vão ser utilizadas na cirurgia.

Para ser retirada, a vesícula deve ser deslocada para que seja feita a ligação da a artéria cística e o canal da vesícula. Após esse passo, a vesícula é removida por uma das incisões feitas.

Quando a cirurgia para retirar a vesícula é indicada?

A remoção da vesícula é indicada para pessoas que possuem cálculo biliar e que apresentem sintomas ou já tiveram complicações devido ao fato das pedras poderem obstruir o canal da vesícula, causando inflamação, ou descerem para ducto biliar principal. Com isso, se a doença não for tratada, ela pode evoluir para casos de:

  • colecistite gangrenosa: quando as pedras causam inflamação e chegam a bloquear o fluxo de sangue para o órgão, levando seu tecido à necrose.
  • Pancreatite: há casos em que as pedras na vesícula estão localizadas na parte terminal dos ductos excretores, podendo impedir a passagem da bile, fazendo com que enzimas pancreáticas de digestão sejam ativadas, causando, dessa maneira a pancreatite.
  • Peritonite: essa complicação acontece quando, por causa da necrose, a parede da vesícula é perfurada e a inflamação pode se transformar em uma infecção nos tecidos abdominais.

Além dos casos de pedra na vesícula e suas possíveis complicações, a cirurgia para a retirada do órgão é indicada também em casos de câncer de vesícula biliar, ainda que pouco comuns.

Como o organismo vive sem a vesícula?

Após a cirurgia, alguns cuidados devem ser tomados em relação à alimentação, já que ela auxilia na digestão de alimentos gordurosos. Por isso, pessoas que passaram pelo procedimento devem seguir uma dieta pobre em gordura como carne vermelha, embutidos, bacon e frituras.

Com o passar do tempo, o organismo se adapta com a ausência do órgão e, assim, o paciente pode voltar a comer tais tipos de alimentos, porém com muita moderação.

A colecistectomia é um procedimento simples em que o risco de complicação é mínimo. Por isso, qualquer sintoma pós-cirúrgico, deve-se procurar imediatamente ajuda médica.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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