Colecistectomia

Colecistectomia: como funciona esse procedimento?

A colecistectomia é um procedimento indicado quando a vesícula biliar já não consegue cumprir suas funções adequadamente. Isso acontece quando o órgão apresenta sinais de infecção ou do desenvolvimento de um câncer, por exemplo.

A vesícula biliar é um órgão localizado abaixo do fígado responsável pelo armazenamento da bile, que é um fluido produzido no fígado. 

Sua função é emulsificar as gorduras para auxiliar na atuação de uma enzima produzida no pâncreas chamada lipase pancreática. Porém, essa vesícula pode juntar cálculos, pequenas pedras formadas pela concentração de bile que não é expelida ou criar pólipos, que são pedaços de tecido que crescem de forma anormal no órgão. 

Quais os sintomas de problemas na vesícula biliar?

Sintomas comuns para problemas na vesícula são: cólica na região do órgão (lado direito da barriga), inchaço na região do abdômen, icterícia, que é quando o corpo assume uma coloração amarelada, especialmente nos olhos, inflamação no pâncreas, febre, náuseas, vômito, diarreia, fezes esbranquiçadas e urina escura.

Aproximadamente 12% dos adultos nos países ocidentais têm pedras na vesícula, mas apenas uma fração dessas pessoas buscam aconselhamento médico. Por isso é importante realizar exames de rotina e não negligenciar esses sintomas, que podem evoluir para problemas muito mais graves.

O que é e como funciona a colecistectomia?

 Em linhas gerais, é a extração da vesícula biliar por meio cirúrgico. Isso pode se dar por meio de dois procedimentos distintos: a colecistectomia laparoscópica e a aberta. 

A laparoscópica também é conhecida como videolaparoscopia, pois é realizada com o auxílio de vídeo. Nela o cirurgião faz pequenas incisões, de 0,5 a 1cm, na região do abdômen, por onde introduz finos tubos flexíveis contendo uma câmera com lanterna e os instrumentos cirúrgicos. Com esses instrumentos o cirurgião pode colocar clipes de titânio capazes de isolar a vesícula da circulação sanguínea para retirá-la sem o risco de uma hemorragia. 

Já a cirurgia aberta é realizada em casos raros, quando não é possível a laparoscopia, geralmente devido a alguma variação anatômica do paciente que impossibilite a localização das áreas afetadas pelo procedimento. Nesse caso é realizada apenas uma incisão no abdômen, porém bem maior, de até 18cm, por onde serão inseridos os instrumentos para a retirada do órgão.

Pré e pós-operatório

Antes da cirurgia o paciente deve estar em jejum por 8 horas. Ele deverá receber uma sedação pré-anestésica para acalmá-lo, seguida de uma anestesia geral para colocá-lo em sono profundo e dar início aos procedimentos cirúrgicos. 

Após a cirurgia é comum que o paciente sinta dores no abdômen, costas, pescoço e em outras áreas do corpo, por isso são receitados remédios anti-inflamatórios e analgésicos. 

Para uma recuperação satisfatória é extremamente aconselhável que haja repouso total nos primeiros dias após a cirurgia com uma alimentação leve e sem gorduras e preferencialmente com comidas mais pastosas e de fácil deglutição.

A recuperação, no caso da colecistectomia laparoscópica, é de aproximadamente 10 dias. No caso da cirurgia aberta esse tempo tende a ser maior, por isso é recomendável seguir à risca as orientações do seu médico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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