Cirurgia videolaparoscópica

Como funciona uma cirurgia videolaparoscópica

A cirurgia videolaparoscópica é feita com pequenos furos, sendo uma técnica minimamente invasiva ao corpo humano, que permite realizar vários tipos de operações que antes eram realizadas apenas por cirurgia aberta. Tal procedimento diminui bastante o tempo e a dor da recuperação no hospital e em casa.

Com a evolução da tecnologia, é possível acessar praticamente todos os órgãos do corpo humano com aparelhos contendo uma minicâmera na extremidade que é introduzida na parte a ser operada.

Esta câmera transmite imagens em alta resolução para monitores de vídeo e que podem ser gravadas para estudos posteriores, por isso se dá o nome de cirurgia videolaparoscópica a este procedimento.

No sistema hepático, por exemplo, a cirurgia é utilizada para retirada de cistos e nódulos do fígado (benignos e câncer do fígado – primário ou metástases), além de realização de cirurgia bariátrica, como o bypass gástrico e da retirada da vesícula biliar (colecistectomia).

Em alguns centros mundiais, até 70% das cirurgias abdominais são realizadas por videolaparoscopia.

Como é feita a cirurgia videolaparoscópica

Para realizar o procedimento, é necessário o uso de anestesia geral. Se a cirurgia for no abdome, uma certa quantidade de gás (dióxido de carbono) é introduzida dentro da cavidade abdominal a fim de expandi-lo e criar um campo de trabalho para se realizar as manobras cirúrgicas

Em cirurgias videolaparoscópicas são realizados de 3 a 6 furinhos na região a ser operada, por onde entra uma microcâmera com uma fonte de luz para observar o interior do organismo e os instrumentos necessários para cortar e remover o órgão ou alguma parte afetada, deixando cicatrizes muito pequenas com cerca de 1,5 cm.

A microcâmera mostra através de um monitor toda a parte de dentro do abdômen e o médico pode também realizar cortes e soltar aderências que estejam presentes, com muito mais precisão e segurança.

O uso da microcâmera de alta resolução faz com que o médico observe os órgãos do paciente de maneira nítida e aumentada (a imagem gerada poderá ser ampliada em até 20 vezes), sendo capaz de identificar alguma anormalidade e ter maior precisão para efetuar as intervenções.

Vantagens

Em comparação com a técnica aberta, a videolaparoscopia apresenta as seguintes vantagens:

  • menor tempo da cirurgia;
  • a dor também é muito menor porque os cortes são muito pequenos, devido a isso o paciente volta a andar, trabalhar, dirigir e fazer exercícios mais precocemente.
  • a internação hospitalar é mais curta, o que leva há menos risco de infecção;
  • o sangramento praticamente não existe;
  • o resultado estético acaba sendo muito melhor, praticamente não ficando cicatrizes.

Riscos

Como quase todo procedimento cirúrgico, a laparoscopia envolve riscos. Porém, desde que seja feita por um profissional experiente eles são de muito baixa incidência e altamente compensados em comparação com as cirurgias abertas.

O risco de maior gravidade da cirurgia videolaparoscópica é a perfuração de órgãos como o intestino, estômago, aorta, entre outros, ou a ocorrência de hemorragias abdominais ou de peritonites (inflamação da membrana que recobre as paredes do abdome e a superfície dos órgãos digestivos).

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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