Cirurgia do Refluxo Gastroesofágico

Quando a Cirurgia do Refluxo Gastroesofágico é indicada?

Popularmente conhecida como azia, o refluxo gastroesofágico, é caracterizado quando o conteúdo gástrico — formado por bile e ácido —, retorna para o esôfago. É importante destacar que a mucosa do esôfago não é apta para receber essa substância irritante, que, consequentemente, também alcança a boca e provoca outras alterações pontuais nos dentes.

Além disso, esse transtorno pode atingir os pulmões, a laringe, inclusive, provocar tosse seca e dor torácica acentuada.

Geralmente cerca de 20% dos adultos sofrem com esse distúrbio, que, inclusive, é comum entre as crianças pequenas, uma vez que elas ainda apresentam fragilidade de tecidos entre esôfago e estômago.

Mas, isso não chega a ser algo grave, porque esse problema desaparece espontaneamente na maioria dos casos. Porém, neste artigo, explico quando a situação é motivo de preocupação e passível de cirurgia. Leia e fique por dentro!

Quais são as causas?

Os motivos mais comuns, certamente, estão relacionados à vulnerabilidade das estruturas existentes no local, bem como algumas alterações ocorridas no esfíncter, que é o elemento que separa estômago e esôfago. Afinal de contas, o esfíncter funciona como uma espécie de válvula que ajuda a evitar o retorno dos alimentos.

A hérnia de hiato, também está relacionada a isso, uma vez que ela provoca o deslocamento do estômago e esôfago.

Nesse rol de incidências, também incluímos os maus hábitos (consumo de bebidas alcóolicas, cigarros e drogas), o excesso de peso e o uso de alguns medicamentos como antidepressivos, anti-histamínicos, progesterona, nitratos. Em acréscimo também vale evidenciar a lentidão digestiva provocada por diabetes.

Quais são os sintomas?

Um sinal bastante comum é a sensação de queimação. Contudo, a azia, em alguns casos, também pode vir acompanhada de dor e sensação de nó na garganta, náusea, tosse, otite, dificuldade para engolir, dor torácica acentuada, erosão dentária, afta, pigarro, sinusite, doenças pulmonares (asma, pneumonia, bronquite), além de outros sinais já citados.

Como é feito o diagnóstico?

Depois de avaliar a condição do paciente, o especialista poderá solicitar ou não um exame de endoscopia digestiva alta, já que ele não é necessário em alguns casos. Por exemplo, na falta de evidências alarmantes, o médico pode optar por uma terapia de medicamentos e ajustes pontuais na dieta, a fim de que a doença recue.

No entanto, se essas intervenções não forem suficientes, outros exames complementares poderão ser prescritos para averiguar alterações graves, o que inclui endoscopia digestiva alta, impedanciometria esofágica, esofagomanometria.

Quando a cirurgia é necessária?

O refluxo gastroesofágico pode trazer complicações quando não tratado adequadamente. Por exemplo, em alguns casos recorrentes, os pacientes podem apresentar inflamação e estreitamento do esôfago, úlceras, anemia ferropriva, hemorragia, alterações anormais nas células do esôfago e, consequentemente, câncer de esôfago.

Então, dependendo do caso e da gravidade, o uso de medicação, apenas, não é o suficiente, sendo necessária a intervenção cirúrgica. Ou seja, a operação é recomendada quando as demais terapias não surtem o efeito esperado, após 3 meses, por exemplo.

Os sintomas de refluxo gastroesofágico precisam ser observados com atenção e havendo persistência, é fundamental que o paciente busque ajuda especializada para que a situação seja analisada da forma mais apropriada. Pois, na medida que os indícios sem serem examinados, o risco de complicações aumenta.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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