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Hepatectomia: quando a cirurgia é necessária?

Hepatectomia: quando a cirurgia é necessária?

Segundo dados da organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil novos casos de câncer de fígado são diagnosticados a cada ano, no mundo. Uma das opções de tratamento para a doença é a hepatectomia, isto é, uma cirurgia para retirada de parte do órgão.

Neste texto esclarecem-se as principais dúvidas sobre o procedimentos, desde as indicações mais comuns até os cuidados no pós-operatório.

O que é hepatectomia

Trata-se de uma cirurgia para a remoção total do fígado ou parte dele. Normalmente, é indicada para o tratamento de tumor no órgão, mas também é realizada no transplante de fígado, tanto no doador quanto no receptor.

O procedimento dura, em média, quatro horas. Ocorre por via aberta, com uma incisão na parte superior do abdômen. Dependendo da localização e tamanho do tumor, a cirurgia pode ocorrer por videolaparoscopia. Até 75% do fígado pode ser retirado na cirurgia.

Após a cirurgia, o indivíduo deve permanecer na unidade de terapia intensiva entre um ou dois dias. Se tudo correr bem, o fígado começa a se regenerar após 48 horas. Então, dentro de quatro semanas volta ao seu tamanho normal.

A mortalidade da cirurgia gira em torno de 1% a 2,5%.

Quando a hepatectomia é indicada

O procedimento geralmente é indicado para o tratamento de tumores benignos ou malignos no fígado.

No caso dos tumores benignos, os mais tratados por essa cirurgia são o hemangioma hepático e o adenoma hepatocelular. Cálculos biliares intra-hepáticos e doenças císticas de vias biliares também podem ser tratados com o procedimento.

A cirurgia também é recomendada no tratamento de metástase no fígado e de tumores como o carcinoma hepatocelular. Em ambos os casos o indivíduo precisa estar saudável, para que a parte do fígado que não for retirada consiga se regenerar.

No caso de hepatectomia para transplante de fígado, se o doador não estiver vivo, a remoção será completa. Entretanto, se o doador estiver vivo, a cirurgia será parcial.

Possíveis complicações da cirurgia

Toda cirurgia apresenta riscos de complicação e com a hepatectomia não é diferente. Problemas como pneumonia, insuficiência hepática, hemorragia, bem como trombose podem ocorrer após o procedimento.

Pós-operatório

Cerca de 19% dos indivíduos podem desenvolver complicações no pós-operatório, por isso, alguns cuidados são necessários.

Muitos podem sentir dor. Dessa forma, o médico pode prescrever medicamentos para, assim como para evitar cansaço ou fraqueza. Diarreia também é comum.

Em caso de transplante, o indivíduo receptor deve permanecer no hospital por algumas semanas, a fim de acompanhar se o organismo rejeitará o órgão. Os medicamentos prescritos podem causar inchaço, pressão alta e aumento de pêlos no corpo.

O tempo de cura após a hepatectomia varia de acordo com o indivíduo. A equipe médica acompanhará a evolução e determinará os passos seguintes, sempre considerando o quadro clínico e as condições de cada enfermo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos
Conheça 7 doenças que afetam o fígado

Conheça 7 doenças que afetam o fígado

Quando pensamos em doenças que afetam o fígado, normalmente vêm à mente duas principais: hepatite e cirrose. Isso é explicado, visto que dados da Organização Mundial da Saúde estimam que 325 milhões de pessoas no mundo sofrem hepatite B e C, resultando em mais de 1,34 milhão de mortes no ano.

No entanto, muitas outras enfermidades podem acometer o fígado. Algumas são totalmente desconhecidas da população. Este texto trata sobre as principais doenças que podem afetar esse órgão Acompanhe em seguida.

Sintomas clássicos de doenças no fígado

Apesar de as doenças afetarem o fígado de forma diferente, a maioria apresenta sintomas em comum. Os mais habituais são:

  • febre;
  • icterícia;
  • dor no abdômem;
  • náuseas;
  • sangramento;
  • urina escura.

Principais doenças do fígado

Conheça agora as sete principais doenças que acometem o fígado.

Encefalopatia hepática

Trata-se de deterioração da função cerebral, quando substâncias tóxicas que deveriam ser eliminadas pelo fígado se acumulam no sangue e chegam ao cérebro. Normalmente, a doença acomete pessoas que já sofrem hepatite ou cirrose, mas também pode acometer indivíduos com quadros infecciosos ou de desidratação.

Esteatose hepática

A esteatose hepática, também conhecida como doença hepática gordurosa não alcoólica, é o acúmulo de gordura no fígado. Quando a gordura no fígado tem índice maior que 5%, a doença deve ser tratada. Essa condição é causada, na maioria dos casos, por um estilo de vida pouco saudável, decorrente de alimentação rica em gorduras, sedentarismo, bem como níveis altos de glicose e colesterol.

Normalmente não apresenta sintomas e é tratada com a adoção de hábitos saudáveis.

Doenças autoimunes

A colangite biliar primária e colangite esclerosante primária são doenças autoimunes que atingem o fígado. Ambas causam destruição progressiva dos canais biliares e são de difícil diagnóstico, pois os sintomas não são atribuídos a males do órgão, como coceira, fadiga e dor nas articulações.

Hemocromatose

A hemocromatose é uma doença rara, que produz excesso de ferro em diversos órgãos, principalmente o fígado, pâncreas e coração. A doença pode gerar complicações como, por exemplo, intoxicação, cirrose e câncer.

Existem dois tipos de hemocromatose: a hereditária e a causada por fatores como anemia e alcoolismo.

Câncer de fígado

O câncer de fígado é causa de quase 10 mil mortes por ano no Brasil, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). São dois tipos de câncer: o primário, que começa no próprio órgão, e o secundário, que é fruto de uma metástase, normalmente decorrente de tumores no intestino grosso ou no reto.

Doença de Wilson

Trata-se de um distúrbio genético que gera o acúmulo de cobre no organismo, principalmente no fígado, cérebro e olhos. Os sintomas mais comuns são inchaço, fadiga e dor abdominal.

Síndrome de Gilbert

A síndrome de Gilbert é uma doença hereditária, que acomete mais de 150 mil pessoas no Brasil, por ano. Ela é causada por uma redução nas enzimas de processamento de bilirrubina no fígado.

Visto que é assintomática, muitos casos só são diagnosticados por acaso, durante a realização de exame de sangue. Normalmente não acarreta consequências nem gera complicações, por isso, não precisa de tratamento.

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O que é doença hepática gordurosa não alcoólica?

O que é doença hepática gordurosa não alcoólica?

De acordo com dados do Ministério da Saúde, uma a cada cinco pessoas com sobrepeso no Brasil desenvolvem a doença hepática gordurosa não alcoólica, também conhecida como esteatose hepática ou simplesmente gordura no fígado. A alimentação e o estilo de vida inadequados são fatores determinantes para o desenvolvimento dessa doença.

O que é a doença

A doença hepática gordurosa não alcoólica é o acúmulo de gordura no fígado em pessoas que consomem pouca ou nenhuma bebida alcoólica. Também conhecida como esteatose hepática, pode ser mais frequente do que se imagina e acomete, principalmente, pessoas com sobrepeso.

Se a gordura no fígado chegar ao índice de 4%, é considerada uma condição normal. Quando, entretanto, essa marca aumenta, deve ser tratada. Do contrário, pode gerar complicações como, por exemplo, inflamação, cicatrizes e, em casos mais graves, hepatite gordurosa, cirrose hepática e câncer.

O fator principal para a esteatose hepática é um estilo de vida inadequado, aliado ao sedentarismo, má alimentação, bem como obesidade.

Fatores de risco

Os fatores de risco mais comum são:

  • idade avançada;
  • diabetes;
  • colesterol alto;
  • perda ou ganho de muito peso;
  • uso de medicamentos;
  • exposição a substâncias químicas;
  • inflamações crônicas no fígado;
  • acúmulo de gordura abdominal;
  • síndrome metabólica;
  • hipotireoidismo;
  • apneia do sono.

Sintomas

Normalmente, nos estágios iniciais, a doença não apresenta sintomas. Assim, é diagnosticada caso o indivíduo realize exames de imagem, como ultrassom abdominal. Em estágios intermediários e avançados, a gordura no fígado apresenta os seguintes sinais:

  • dor no abdômen;
  • cansaço;
  • barriga inchada;
  • dor de cabeça constante;
  • acúmulo de líquido no abdômen;
  • fadiga;
  • hemorragia;
  • icterícia;
  • alterações no sono.

Tratamentos

Não existe um protocolo definido para o tratamento da esteatose hepática, visto que ele varia, de acordo com o estágio e causas da doença. Entretanto, a recomendação geral segue três pilares: mudança de estilo de vida, alimentação saudável e prática de atividades físicas.

Em casos específicos, contudo, o uso de medicamentos pode ser indicado para complementar o tratamento. Os mais comuns são vitamina E, ômega 3 e drogas para o controle da obesidade e do diabetes.

Prevenção

A prevenção e o tratamento da doença hepática gordurosa não alcoólica passam pelo mesmo caminho, ou seja, alimentação saudável, prática de atividade física e controle do peso.

Portanto, é importante, aos poucos, fazer mudanças simples na rotina, ao acrescentar mais verduras e legumes no prato e separar cerca de 30 minutos diários para praticar uma atividade aeróbica.

Além disso, existem alguns alimentos que ajudam a proteger o fígado, favorecendo a manutenção de suas funções. Esses alimentos são:

  • abacaxi;
  • maçã;
  • gengibre;
  • rabanete;
  • frutas vermelhas;
  • salmão;
  • azeite.

O consumo de água também é fundamental para a saúde do fígado. Dessa forma, beba, ao menos, dois litros por dia.

Fique atento aos sinais da doença hepática gordurosa não alcoólica. Tente seguir as recomendações médicas e mantenha sob controle as medidas da circunferência abdominal (até 88 cm nas mulheres e 102 cm nos homens).

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Insuficiência Hepática Aguda: como tratar?

Insuficiência Hepática Aguda: como tratar?

O fígado é o segundo maior órgão do corpo. Qualquer alteração na sua função deve ser prontamente analisada e tratada. Em se tratando da Insuficiência Hepática Aguda (IHA) o assunto se torna ainda grave, pois a doença pode causar uma deterioração muito rápida do fígado e o indivíduo pode precisar de um transplante.

Este texto apresenta detalhes do diagnóstico e tratamento da IHA e o que se deve fazer caso ocorram os sintomas da doença.

O que é Insuficiência Hepática Aguda?

Insuficiência hepática aguda é uma grave condição que acomete o fígado, causando sua rápida deterioração. Ela pode ser causada por hepatite viral; uso excessivo de paracetamol; consumo de drogas; envenenamento por ingestão de cogumelos não comestíveis; doença de Wilson e síndrome de Budd-Chiari; trombose da veia porta bem como outros inúmeros fatores.

De acordo com várias pesquisas, em cerca de 20% dos casos a equipe médica não consegue determinar as razões para o surgimento da doença.

Caso a condição não seja diagnosticada rapidamente, a IHA  pode levar a complicações como lesões no cérebro, alterações na coagulação do sangue e até mesmo a morte. Em muitos casos um transplante de fígado pode ser indicado.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas da doença incluem hemorragia, alteração do estado mental, icterícia, púrpura, disfunção motora, taquicardia e hipotensão. Além disso, outras manifestações podem ocorrer, como:

  • hálito com odor adocicado;
  • taquipneia;
  • edema cerebral;
  • bradicardia;
  • hipertensão;
  • infecções.

O diagnóstico é feito com avaliação física e exames de sangue para verificação da função hepática. Também é feito um histórico da ingestão de drogas, exposição a toxinas, uso de medicamentos e até mesmo suplementos naturais.

Exames de urina e de imagens, como radiografia do tórax também podem ser solicitados, para avaliar se a doença causou algum dano a outros órgãos.

Como tratar a Insuficiência Hepática Aguda?

O primeiro passo do tratamento é identificar a causa da doença, a fim de determinar o curso da terapia. Na sequência, serão necessários cuidados intensivos para evitar o avanço da IHA e possíveis complicações.

Também é bastante comum inserir o indivíduo em uma dieta com restrição de proteína animal. Isso porque o consumo de carne vermelha, queijo e ovos pode contribuir para a disfunção cerebral. O consumo de álcool também é totalmente proibido.

Transplante de fígado

Em casos mais graves, o transplante de fígado pode ser uma opção. A equipe médica deve avaliar se o indivíduo é candidato ou não ao procedimento. Pessoas com danos cerebrais, doenças cardiovasculares, infecções ou sepse, no entanto, não podem se submeter ao transplante.

Cerca de 65% dos transplantados sobrevivem após o primeiro ano da cirurgia.

Não espere o quadro agravar para procurar ajuda, caso haja manifestação dos sintomas. A doença é séria e pode levar à morte, por isso, a ajuda médica nos primeiros momentos pode ser crucial para o sucesso do tratamento.

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Causas e sintomas da pancreatite

Causas e sintomas da pancreatite

Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), são registrados cerca de 25 casos de pancreatite a cada 100 mil habitantes, no Brasil. Existem dois tipos da doença: a crônica e a aguda. A primeira é mais constante e pode gerar danos permanentes ao órgão. A segunda, no entanto, é repentina e dura poucos dias.

Para entender melhor os sintomas e causas dos dois tipos de pancreatite, ao longo do texto as principais dúvidas sobre a doença são esclarecidas. Então, acompanhe.

Causas da pancreatite

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas causada pela obstrução de canais que conduzem as secreções para o duodeno. Visto que o órgão não consegue eliminar os fluidos produzidos, ele inflama, devido à ação das enzimas digestivas. Em seguida, conheça as principais causas da doença.

Cálculos biliares

Em alguns casos, a pedra na vesícula pode se mover, gerando oclusão do canal de secreção do pâncreas, causando a doença. A causa dessa movimentação, entretanto, ainda não é completamente esclarecida.

Abuso de álcool

Cerca de 30% dos casos de pancreatite aguda são causados pelo consumo abusivo de bebidas alcoólicas. De acordo com pesquisas, quanto maior o nível de uso de álcool, maior a chance de se desenvolver a doença.

A comunidade médica ainda não entende completamente a relação entre alcoolismo e pancreatite, mas existem algumas teorias. Uma delas é que o álcool causa obstrução dos ductos do pâncreas, dificultando a liberação dos fluidos.

Doenças genéticas

A pancreatite também está relacionada a doenças genéticas. Algumas mutações geram predisposição para pancreatite aguda. Indivíduos acometidos de fibrose cística ou que carreguem os genes da doença podem desenvolver tanto a pancreatite aguda quanto a crônica.

Tabagismo

As substâncias tóxicas contidas no cigarro causam prejuízos diretos ao pâncreas. Por isso, fumar é uma das principais causas da doença. Segundo estudos, pessoas que fumam mais de 20 maços de cigarro por ano têm maior risco de sofrer doenças do pâncreas.

Outras causas para a pancreatite

  • Hipercalcemia (cálcio em excesso no sangue);
  • cirurgia abdominal;
  • hiperparatiroidismo;
  • lesão no abdômen;
  • nível alto de triglicérides;
  • câncer de pâncreas
  • medicamentos;
  • venenos;
  • infecções.

Principais sintomas da pancreatite

A maioria dos sintomas são os mesmos, tanto para a forma crônica quanto para a aguda da doença. Normalmente o sinal mais forte é a dor abdominal intensa. Ela pode irradiar para as costas e piorar após a ingestão de alimentos, principalmente os gordurosos.

Também é comum a incidência de abdômen distendido, inchado e sensível. Além disso, nessas situações, o indivíduo costuma apresentar febre, mal-estar, queda de pressão e desidratação.

Outros sintomas da pancreatite

  • Náuseas;
  • vômitos;
  • perda de peso;
  • diarreia;
  • fezes gordurosas e com cheiro forte;
  • ritmo cardíaco acelerado;
  • icterícia;
  • desnutrição;
  • diabetes.

Seja aguda ou crônica, a pancreatite é uma doença que precisa ser tratada rapidamente, a fim de não comprometer a função do órgão. Dessa forma, caso sinta dor abdominal persistente ou algum dos sintomas descritos, procure o médico imediatamente. Quanto antes a situação for diagnostica, maior será o sucesso do tratamento.

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Quais são as indicações do exame de pHmetria?

Quais são as indicações do exame de pHmetria?

Você foi ao médico, ele solicitou um exame chamado pHmetria esofágica e você não faz ideia do que se trata? Não se preocupe. Essa solicitação é muito comum a fim de avaliar se o indivíduo tem doença do refluxo gastroesofágico.

Para entender melhor como funciona o exame e o que você deve esperar, este texto explica todos os aspectos que envolvem o assunto. Então, acompanhe,

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)

A DRGE é uma doença causada por muitos episódios de retorno de suco gástrico do estômago para o esôfago, ao longo do dia. Visto que o suco gástrico é muito ácido, no momento que entra em contato com a mucosa esofágica, causa sintomas desconfortáveis e, até mesmo, erosões e úlceras.

A maioria dos indivíduos acometidos apresentam sintomas como, por exemplo, azia, regurgitação, disfasia (dificuldade para engolir), dor torácica e náusea.

A pHmetria esofágica

O exame é simples, normalmente realizado em ambulatório, com o indivíduo acordado, mas anestesiado localmente. Não há necessidade de um preparo complicado. As únicas recomendações são jejum de seis horas, seguir dieta prescrita nas 24 horas após o exame e não fumar no dia do procedimento.

Muitas pessoas evitam esse exame porque ele pode causar certo incômodo. Uma sonda nasogástrica é inserida no nariz e levada até cinco centímetros acima do esfíncter esofagiano interior (EEI). A sonda é, então, ligada a um aparelho e deve permanecer no corpo por 24 horas.

Durante esse período, o aparelho detectará os episódios de refluxo gastroesofágico. O indivíduo também deverá responder a um questionário, informando os momentos de alimentação, quando apresentou algum sintoma, sono, bem como outras atividades ao longo do dia. Com o resultado do exame e o questionário em mãos, o médico fará uma análise e diagnosticará a DRGE, se for o caso.

Após as 24 horas, o indivíduo deverá retornar à clínica para a retirada da sonda. O procedimento é simples, entretanto pode ocasionar incômodo, devido à passagem da sonda.

Indicações para o exame

O exame é comumente realizado para diagnosticar a DRGE. Por isso, os médicos o recomendam quando o indivíduo se encaixa em algum dos seguintes casos:

  • sintomas como azia ou regurgitação sem incidência de esofagite;
  • antes da cirurgia para tratamento antirrefluxo;
  • indivíduos em tratamento de DRGE, mas que não apresentaram o resultado esperado;
  • incidência de dor torácica não cardíaca;
  • documentar a DRGE em adultos, em que o refluxo esteja associado a sintomas respiratórios;
  • outros casos em que o médico, após avaliar o quadro geral, julgue importante a realização do exame.

A pHmetria esofágica tem um papel muito importante no diagnóstico e tratamento da doença do refluxo gastroesofágico. Dessa forma, o pedido médico não deve ser negligenciado por medo do procedimento. Ele é essencial para se obter uma melhor qualidade de vida.

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7 sintomas de doenças gastrointestinais

7 sintomas de doenças gastrointestinais

As doenças gastrointestinais são as enfermidades que afetam os órgãos do sistema digestivo, incluindo esôfago, estômago, intestino grosso, intestino delgado, reto, cólon e anus, bem como os chamados órgãos anexos que participam do processo de digestão. É o caso do pâncreas, fígado e vesícula biliar.

Os distúrbios gastrointestinais são bastante comuns e podem ter relação com alterações anatômicas, hábitos alimentares, predisposição genética, obesidade, sedentarismo, entre outros fatores. Estes, então, impactam direta ou indiretamente o sistema digestivo.

As doenças gastrointestinais mais conhecidas são a gastrite, úlcera, refluxo gastroesofágico, cálculos biliares, pancreatite, apendicite, esteatose hepática e síndrome do intestino irritável. Essa categoria de doenças pode apresentar, portanto, variados sintomas.

Confira em seguida as principais manifestações dos distúrbios do aparelho digestivo.

Dores variadas

Boa parte das doenças gastrointestinais pode causar dor no abdômen. Dependendo da doença, a dor pode apresentar localização e intensidade variadas. No caso de cálculos na vesícula, por exemplo, ocorre no quadrante superior direito do abdomen, podendo irradiar para as costas. Não raro, as doenças digestivas provocam dor torácica ou no baixo ventre, com sensação de pontadas ou pressão.

Azia e queimação

Condições como o refluxo gastroesofágico, úlcera e gastrite costumam vir acompanhadas de azia e queimação. Essas sensações atingem o peito e a garganta, aumentando quando a pessoa está deitada. Embora a azia nem sempre esteja ligada a distúrbios gastrointestinais, é importante investigar as causas desse sintoma.

Náuseas e vômitos

Outros sintomas comuns de enfermidades digestivas são as náuseas e vômitos. Em condições como colecistite, apendicite, refluxo, alergias alimentares e úlcera péptica é esperado que o paciente apresente episódios de enjoo, mal-estar e chegue a vomitar, embora não seja uma regra. Cada caso é um caso.

Alterações no trânsito intestinal

Dificilmente alguém com doenças gastrointestinais permanece com o trânsito intestinal normal. Assim, a pessoa pode ter diarreia (aumento da frequência evacuatória e fezes aquosas) ou prisão de ventre (dificuldade para evacuar). Essas mudanças podem resultar em ganho ou perda de peso, desidratação, entre outras consequências.

Inchaço e empachamento

Fique alerta a sinais como acúmulo de gases, distensão abdominal, indigestão, saciedade precoce e sensação de empachamento, mesmo após ingerir pequenas porções. Esses também são sintomas tradicionais de doenças do sistema digestivo.

Mau hálito

O mau hálito, tecnicamente chamado de halitose, pode ser causado por má higiene oral, desidratação ou ingestão de alimentos com cheiro forte. O que muita gente não sabe é que também pode ser um indício de doenças gastrointestinais, como refluxo ou tumores no sistema digestivo.

Soluços

Os soluços são espasmos involuntários e repetidos, no diafragma. Podem não ter nenhum caráter patológico, mas, em alguns casos, são indícios de doenças gastrointestinais.

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6 causas possíveis para sua azia

6 causas possíveis para sua azia

A azia é um sintoma caracterizado pela sensação de queimação na parte média ou superior do peito. Ela pode envolver o pescoço ou a garganta e tende a intensificar na posição deitada.

Tal sintoma é resultado do retorno do suco gástrico para o esôfago. O alto teor de acidez pode, assim, lesionar as células esofagianas, a ponto de gerar desconforto ou dor.

Essa condição tão incômoda pode ser provocada por múltiplos fatores, como por exemplo, a má digestão de determinados alimentos, gestação, tabagismo, excesso de peso, refluxo gastroesofágico, entre outras causas.

Conheça, em seguida, detalhes de seis causas prováveis da azia.

Possíveis causas da azia

1- Excesso de peso

O sobrepeso e a obesidade são possíveis causas de azia, especialmente quando a pessoa já tem histórico de problemas digestivos, como gastrite ou má digestão. Isso ocorre porque o acúmulo de gordura abdominal pressiona o estômago e aumenta as chances de o conteúdo gástrico retornar ao esôfago. Tal condição é o que provoca a indesejável queimação.

2- Tabagismo

O hábito de fumar também pode causar azia. As substâncias químicas inaladas pelo fumante podem desencadear a má digestão e promover o relaxamento do esfíncter esofágico. Além disso, podem alterar o funcionamento desse músculo localizado entre o esôfago e o estômago. Dessa forma, essa musculatura fica enfraquecida e o suco gástrico retorna, causando a azia.

3- Alimentação

A azia está diretamente relacionada à alimentação. O exagero na ingestão de alimentos como café, chá preto, chá verde, chá mate, bebidas à base de cola, cebola crua, chocolate, pimenta, frutas cítricas e tomate também podem ocasionar a sensação de queimação. Não significa que esses alimentos devam ser excluídos do cardápio, mas é ideal o consumo moderado.

Deve-se, também, evitar comer grandes porções, tomar líquido durante as refeições e deitar-se logo depois de comer. Ao se comer e/ou beber em demasia, o estômago fica muito cheio, se expande, o que dificulta o trabalho do esfíncter esofágico.

4- Gestação

A azia é um sintoma típico da gravidez, ocorrendo, principalmente, no segundo e no terceiro trimestre da gestação. O sintoma ocorre devido à falta de espaço para os órgãos abdominais juntamente com o aumento da progesterona, o que dificulta o fechamento do esfíncter esofágico.

5- Efeito colateral de medicamentos

O uso contínuo de certos medicamentos anti-inflamatórios, quimioterápicos, antidepressivos e anti-hipertensivos pode irritar o esôfago, pois eles aumentam os riscos de relaxamento do esfíncter  esofágico, o que amplia potencialmente as chances de refluxo e azia.

6- Alcoolismo

O consumo abusivo de bebidas alcoólicas pode causar azia também. Entre outros efeitos negativos, o álcool em excesso relaxa a musculatura esofágica, promovendo o retorno do suco gástrico para o esôfago. Além disso, aumenta a produção desse ácido, elevando os riscos de gastrite, problema que tem como um dos sintomas principais a azia.

Quer saber um pouco mais sobre azia? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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Diarreia: quando devo procurar um especialista?

Diarreia: quando devo procurar um especialista?

A diarreia é um problema relativamente comum. A maioria das pessoas já passou por essa condição. É caracterizada pelo aumento do trânsito intestinal e ocorrência de fezes líquidas. Considera-se a condição quando a pessoa evacua mais de três vezes em um período de 24 horas, eliminando fezes aquosas.

Não há apenas um tipo de diarreia. Além disso, essa condição clínica pode ser classificada conforme a duração. Existe a diarreia aguda, que é autolimitada e dura, no máximo, duas semanas. Costuma ser provocada por bactérias e vírus. Há também a diarreia persistente, que permanece de duas a quatro semanas. Por fim, existe a diarreia crônica, que é mais rara e grave, uma vez que excede quatro semanas. Esse tipo atinge de 3 a 5% da população mundial.

Estima-se que pessoas adultas saudáveis tenham, pelo menos, um episódio de diarreia aguda a cada 18 meses. Em boa parte dos casos, o sintoma não é preocupante. Ainda assim, é fundamental ficar atento à evolução do quadro, para identificar o momento de buscar ajuda, caso seja necessário.

Leia o texto a seguir e então conheça as circunstâncias que requerem uma consulta ao especialista para investigar e tratar a diarreia.

Quando a diarreia não passa ou é recorrente

Busque ajuda médica se o problema durar muito tempo ou for muito recorrente. A diarreia crônica pode ser consequência da ingestão de substâncias não absorvíveis, disfunções enzimáticas, crescimento bacteriano, má absorção de sais biliares.

Além disso, infecções não invasivas, tumores, problemas hepáticos e pancreáticos, inflamações, desordens de motilidade e síndrome do intestino irritável são condições de saúde que demandam análise especializada e aprofundada. Dessa forma, justifica-se a necessidade de consultar um especialista.

Quando vem acompanhada de outros sintomas

Nem sempre a diarreia acontece isolada. Redobre a atenção e busque ajuda se a ocorrência de fezes aquosas vier seguida de outras manifestações físicas como, por exemplo, sangue, pus ou muco na evacuação, febre, dor abdominal e vômito. Esses sinais podem incidir por condições variadas, como infecção, intoxicação, inflamação e alguns tipos de câncer. Por isso, é fundamental obter diagnóstico específico.

Quando afeta a rotina e qualidade de vida

Se a frequência evacuatória é tão grande, a ponto de atrapalhar a pessoa em suas atividades rotineiras, é preciso descobrir as causas. Assim, pode-se tratar o quadro adequadamente, para que a qualidade de vida não seja afetada. Se o problema não for tratada apropriadamente, pode resultar em desidratação e irritação da mucosa intestinal. O quadro tende a ser mais grave em crianças, idosos e indivíduos imunossuprimidos.

A fim de diminuir os riscos de complicações, o ideal é procurar auxílio médico se a diarreia não passar, se apresentar sinais suspeitos e se ela chegar  atrapalhar a vida do indivíduo.

Quer saber mais sobre diarreia? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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Refluxo pode causar câncer de esôfago?

Refluxo pode causar câncer de esôfago?

O esôfago é uma espécie de tubo, que liga a garganta ao estômago. O câncer de esôfago é a 6ª neoplasia mais incidente em homens e a 15ª mais comum em mulheres. Embora seja tratável, a taxa de mortalidade dessa enfermidade é bem elevada.

Em estágio inicial, geralmente o câncer de esôfago não apresenta sinais, por isso o tratamento é dificultado. Com a evolução da doença, podem aparecer sintomas como dificuldade de deglutição, dor torácica, náusea, vômito, bem como alterações no apetite.

Estudos revelam que o câncer de esôfago pode ter relação com o refluxo. Isso porque o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago é justamente uma das principais manifestações de câncer no órgão.

A questão é se, além de sintoma, o refluxo pode ser considerado uma possível causa ou fator de risco para o desenvolvimento de tumores malignos. Leia, então, o artigo e tire suas próprias conclusões.

O que é refluxo gastroesofágico?

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição que consiste no retorno do conteúdo do estômago para o esôfago. Gera sensações desconfortáveis como, por exemplo, azia, dor abdominal, queimação, salivação excessiva, tosse, náusea e vômito.

Essa enfermidade pode ser provocada por obesidade, sedentarismo e maus hábitos alimentares. Esses são fatores que enfraquecem o esfíncter esofágico, impedindo, assim, que esse músculo trabalhe corretamente.

O refluxo gastroesofágico pode resultar em câncer?

Originalmente, o refluxo gastroesofágico não apresenta malignidade. Entretanto, o dano crônico que pode gerar na porção final do órgão predispõe o esôfago à formação do adenocarcinoma, um tipo comum de câncer esofagiano. Em outras palavras, o refluxo, de fato, pode aumentar a propensão ao desenvolvimento de tumor no esôfago.

Quais são os outros fatores de risco?

Além de portar doença do refluxo gastroesofágico, outros fatores de risco são idade superior a 55 anos, ser do gênero masculino, incidência de esôfago de Barret, tabagimo, alcoolismo, acalasia, tilose, síndrome de Plummer-Vinson, Síndrome de Paterson Kelly, lesões no esôfago, exposição ocupacional a substâncias químicas, histórico pessoal de câncer, infecção por HPV e obesidade. A obesidade, inclusive, também pode ter associação com DRGE, uma vez que pessoas obesas apresentam maiores chances de ter refluxo.

Tratar o refluxo ajuda a evitar o câncer de esôfago?

Uma das formas de prevenir o câncer de esôfago é, justamente, identificar e tratar a doença do refluxo gastroesofágico de maneira adequada. Outras medidas preventivas, no entanto, incluem não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, ingerir mais vegetais, reduzir o consumo de carne vermelha e gorduras, manter o peso corporal saudável, tomar cuidado com bebidas muito quentes e adotar a prática regular de exercícios.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos