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7 sintomas de doenças gastrointestinais

7 sintomas de doenças gastrointestinais

As doenças gastrointestinais são as enfermidades que afetam os órgãos do sistema digestivo, incluindo esôfago, estômago, intestino grosso, intestino delgado, reto, cólon e anus, bem como os chamados órgãos anexos que participam do processo de digestão. É o caso do pâncreas, fígado e vesícula biliar.

Os distúrbios gastrointestinais são bastante comuns e podem ter relação com alterações anatômicas, hábitos alimentares, predisposição genética, obesidade, sedentarismo, entre outros fatores. Estes, então, impactam direta ou indiretamente o sistema digestivo.

As doenças gastrointestinais mais conhecidas são a gastrite, úlcera, refluxo gastroesofágico, cálculos biliares, pancreatite, apendicite, esteatose hepática e síndrome do intestino irritável. Essa categoria de doenças pode apresentar, portanto, variados sintomas.

Confira em seguida as principais manifestações dos distúrbios do aparelho digestivo.

Dores variadas

Boa parte das doenças gastrointestinais pode causar dor no abdômen. Dependendo da doença, a dor pode apresentar localização e intensidade variadas. No caso de cálculos na vesícula, por exemplo, ocorre no quadrante superior direito do abdomen, podendo irradiar para as costas. Não raro, as doenças digestivas provocam dor torácica ou no baixo ventre, com sensação de pontadas ou pressão.

Azia e queimação

Condições como o refluxo gastroesofágico, úlcera e gastrite costumam vir acompanhadas de azia e queimação. Essas sensações atingem o peito e a garganta, aumentando quando a pessoa está deitada. Embora a azia nem sempre esteja ligada a distúrbios gastrointestinais, é importante investigar as causas desse sintoma.

Náuseas e vômitos

Outros sintomas comuns de enfermidades digestivas são as náuseas e vômitos. Em condições como colecistite, apendicite, refluxo, alergias alimentares e úlcera péptica é esperado que o paciente apresente episódios de enjoo, mal-estar e chegue a vomitar, embora não seja uma regra. Cada caso é um caso.

Alterações no trânsito intestinal

Dificilmente alguém com doenças gastrointestinais permanece com o trânsito intestinal normal. Assim, a pessoa pode ter diarreia (aumento da frequência evacuatória e fezes aquosas) ou prisão de ventre (dificuldade para evacuar). Essas mudanças podem resultar em ganho ou perda de peso, desidratação, entre outras consequências.

Inchaço e empachamento

Fique alerta a sinais como acúmulo de gases, distensão abdominal, indigestão, saciedade precoce e sensação de empachamento, mesmo após ingerir pequenas porções. Esses também são sintomas tradicionais de doenças do sistema digestivo.

Mau hálito

O mau hálito, tecnicamente chamado de halitose, pode ser causado por má higiene oral, desidratação ou ingestão de alimentos com cheiro forte. O que muita gente não sabe é que também pode ser um indício de doenças gastrointestinais, como refluxo ou tumores no sistema digestivo.

Soluços

Os soluços são espasmos involuntários e repetidos, no diafragma. Podem não ter nenhum caráter patológico, mas, em alguns casos, são indícios de doenças gastrointestinais.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos
6 causas possíveis para sua azia

6 causas possíveis para sua azia

A azia é um sintoma caracterizado pela sensação de queimação na parte média ou superior do peito. Ela pode envolver o pescoço ou a garganta e tende a intensificar na posição deitada.

Tal sintoma é resultado do retorno do suco gástrico para o esôfago. O alto teor de acidez pode, assim, lesionar as células esofagianas, a ponto de gerar desconforto ou dor.

Essa condição tão incômoda pode ser provocada por múltiplos fatores, como por exemplo, a má digestão de determinados alimentos, gestação, tabagismo, excesso de peso, refluxo gastroesofágico, entre outras causas.

Conheça, em seguida, detalhes de seis causas prováveis da azia.

Possíveis causas da azia

1- Excesso de peso

O sobrepeso e a obesidade são possíveis causas de azia, especialmente quando a pessoa já tem histórico de problemas digestivos, como gastrite ou má digestão. Isso ocorre porque o acúmulo de gordura abdominal pressiona o estômago e aumenta as chances de o conteúdo gástrico retornar ao esôfago. Tal condição é o que provoca a indesejável queimação.

2- Tabagismo

O hábito de fumar também pode causar azia. As substâncias químicas inaladas pelo fumante podem desencadear a má digestão e promover o relaxamento do esfíncter esofágico. Além disso, podem alterar o funcionamento desse músculo localizado entre o esôfago e o estômago. Dessa forma, essa musculatura fica enfraquecida e o suco gástrico retorna, causando a azia.

3- Alimentação

A azia está diretamente relacionada à alimentação. O exagero na ingestão de alimentos como café, chá preto, chá verde, chá mate, bebidas à base de cola, cebola crua, chocolate, pimenta, frutas cítricas e tomate também podem ocasionar a sensação de queimação. Não significa que esses alimentos devam ser excluídos do cardápio, mas é ideal o consumo moderado.

Deve-se, também, evitar comer grandes porções, tomar líquido durante as refeições e deitar-se logo depois de comer. Ao se comer e/ou beber em demasia, o estômago fica muito cheio, se expande, o que dificulta o trabalho do esfíncter esofágico.

4- Gestação

A azia é um sintoma típico da gravidez, ocorrendo, principalmente, no segundo e no terceiro trimestre da gestação. O sintoma ocorre devido à falta de espaço para os órgãos abdominais juntamente com o aumento da progesterona, o que dificulta o fechamento do esfíncter esofágico.

5- Efeito colateral de medicamentos

O uso contínuo de certos medicamentos anti-inflamatórios, quimioterápicos, antidepressivos e anti-hipertensivos pode irritar o esôfago, pois eles aumentam os riscos de relaxamento do esfíncter  esofágico, o que amplia potencialmente as chances de refluxo e azia.

6- Alcoolismo

O consumo abusivo de bebidas alcoólicas pode causar azia também. Entre outros efeitos negativos, o álcool em excesso relaxa a musculatura esofágica, promovendo o retorno do suco gástrico para o esôfago. Além disso, aumenta a produção desse ácido, elevando os riscos de gastrite, problema que tem como um dos sintomas principais a azia.

Quer saber um pouco mais sobre azia? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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Diarreia: quando devo procurar um especialista?

Diarreia: quando devo procurar um especialista?

A diarreia é um problema relativamente comum. A maioria das pessoas já passou por essa condição. É caracterizada pelo aumento do trânsito intestinal e ocorrência de fezes líquidas. Considera-se a condição quando a pessoa evacua mais de três vezes em um período de 24 horas, eliminando fezes aquosas.

Não há apenas um tipo de diarreia. Além disso, essa condição clínica pode ser classificada conforme a duração. Existe a diarreia aguda, que é autolimitada e dura, no máximo, duas semanas. Costuma ser provocada por bactérias e vírus. Há também a diarreia persistente, que permanece de duas a quatro semanas. Por fim, existe a diarreia crônica, que é mais rara e grave, uma vez que excede quatro semanas. Esse tipo atinge de 3 a 5% da população mundial.

Estima-se que pessoas adultas saudáveis tenham, pelo menos, um episódio de diarreia aguda a cada 18 meses. Em boa parte dos casos, o sintoma não é preocupante. Ainda assim, é fundamental ficar atento à evolução do quadro, para identificar o momento de buscar ajuda, caso seja necessário.

Leia o texto a seguir e então conheça as circunstâncias que requerem uma consulta ao especialista para investigar e tratar a diarreia.

Quando a diarreia não passa ou é recorrente

Busque ajuda médica se o problema durar muito tempo ou for muito recorrente. A diarreia crônica pode ser consequência da ingestão de substâncias não absorvíveis, disfunções enzimáticas, crescimento bacteriano, má absorção de sais biliares.

Além disso, infecções não invasivas, tumores, problemas hepáticos e pancreáticos, inflamações, desordens de motilidade e síndrome do intestino irritável são condições de saúde que demandam análise especializada e aprofundada. Dessa forma, justifica-se a necessidade de consultar um especialista.

Quando vem acompanhada de outros sintomas

Nem sempre a diarreia acontece isolada. Redobre a atenção e busque ajuda se a ocorrência de fezes aquosas vier seguida de outras manifestações físicas como, por exemplo, sangue, pus ou muco na evacuação, febre, dor abdominal e vômito. Esses sinais podem incidir por condições variadas, como infecção, intoxicação, inflamação e alguns tipos de câncer. Por isso, é fundamental obter diagnóstico específico.

Quando afeta a rotina e qualidade de vida

Se a frequência evacuatória é tão grande, a ponto de atrapalhar a pessoa em suas atividades rotineiras, é preciso descobrir as causas. Assim, pode-se tratar o quadro adequadamente, para que a qualidade de vida não seja afetada. Se o problema não for tratada apropriadamente, pode resultar em desidratação e irritação da mucosa intestinal. O quadro tende a ser mais grave em crianças, idosos e indivíduos imunossuprimidos.

A fim de diminuir os riscos de complicações, o ideal é procurar auxílio médico se a diarreia não passar, se apresentar sinais suspeitos e se ela chegar  atrapalhar a vida do indivíduo.

Quer saber mais sobre diarreia? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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Refluxo pode causar câncer de esôfago?

Refluxo pode causar câncer de esôfago?

O esôfago é uma espécie de tubo, que liga a garganta ao estômago. O câncer de esôfago é a 6ª neoplasia mais incidente em homens e a 15ª mais comum em mulheres. Embora seja tratável, a taxa de mortalidade dessa enfermidade é bem elevada.

Em estágio inicial, geralmente o câncer de esôfago não apresenta sinais, por isso o tratamento é dificultado. Com a evolução da doença, podem aparecer sintomas como dificuldade de deglutição, dor torácica, náusea, vômito, bem como alterações no apetite.

Estudos revelam que o câncer de esôfago pode ter relação com o refluxo. Isso porque o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago é justamente uma das principais manifestações de câncer no órgão.

A questão é se, além de sintoma, o refluxo pode ser considerado uma possível causa ou fator de risco para o desenvolvimento de tumores malignos. Leia, então, o artigo e tire suas próprias conclusões.

O que é refluxo gastroesofágico?

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição que consiste no retorno do conteúdo do estômago para o esôfago. Gera sensações desconfortáveis como, por exemplo, azia, dor abdominal, queimação, salivação excessiva, tosse, náusea e vômito.

Essa enfermidade pode ser provocada por obesidade, sedentarismo e maus hábitos alimentares. Esses são fatores que enfraquecem o esfíncter esofágico, impedindo, assim, que esse músculo trabalhe corretamente.

O refluxo gastroesofágico pode resultar em câncer?

Originalmente, o refluxo gastroesofágico não apresenta malignidade. Entretanto, o dano crônico que pode gerar na porção final do órgão predispõe o esôfago à formação do adenocarcinoma, um tipo comum de câncer esofagiano. Em outras palavras, o refluxo, de fato, pode aumentar a propensão ao desenvolvimento de tumor no esôfago.

Quais são os outros fatores de risco?

Além de portar doença do refluxo gastroesofágico, outros fatores de risco são idade superior a 55 anos, ser do gênero masculino, incidência de esôfago de Barret, tabagimo, alcoolismo, acalasia, tilose, síndrome de Plummer-Vinson, Síndrome de Paterson Kelly, lesões no esôfago, exposição ocupacional a substâncias químicas, histórico pessoal de câncer, infecção por HPV e obesidade. A obesidade, inclusive, também pode ter associação com DRGE, uma vez que pessoas obesas apresentam maiores chances de ter refluxo.

Tratar o refluxo ajuda a evitar o câncer de esôfago?

Uma das formas de prevenir o câncer de esôfago é, justamente, identificar e tratar a doença do refluxo gastroesofágico de maneira adequada. Outras medidas preventivas, no entanto, incluem não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, ingerir mais vegetais, reduzir o consumo de carne vermelha e gorduras, manter o peso corporal saudável, tomar cuidado com bebidas muito quentes e adotar a prática regular de exercícios.

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5 dicas para prevenir o surgimento da hérnia inguinal

5 dicas para prevenir o surgimento da hérnia inguinal

A hérnia inguinal é uma protusão na área da virilha. Ocorre quando o conteúdo da cavidade abdominal, geralmente do intestino, invade o canal inguinal. Esse tipo de hérnia corresponde a 75% de todas as hérnias abdominais e são 25 vezes mais incidentes em homens do que em mulheres.

Os principais sintomas de hérnia inguinal são a incidência de protuberância no escroto ou na virilha, além de dor local. Caso a hérnia esteja estrangulada na parede do abdômen, podem ocorrer sinais que indicam maior gravidade como, por exemplo, febre, inflamação abdominal, náuseas, vômito e alterações no apetite.

No entanto, apesar dos sintomas incômodos e das possíveis complicações, a hérnia  inguinal pode ser evitada. Para saber como prevenir essa condição, leia o artigo completo.

Prática regular de exercícios

Uma boa maneira de evitar hérnia inguinal consiste em praticar exercícios físicos, no mínimo, três vezes por semana. Isso porque esse hábito ajuda a manter os músculos abdominais fortalecidos, o que diminui significativamente o risco de hérnia na virilha.

Alimentação saudável

Uma alimentação balanceada, rica em verduras, legumes, frutas, bem como outros alimentos que são fontes de fibra, pode ajudar no combate à prisão de ventre e redução da pressão abdominal, contribuindo na prevenção da hérnia inguinal.

Controle do peso

As medidas anteriores compõem um estilo de vida saudável. Elas ajudam na prevenção de várias condições clínicas, incluindo obesidade e a hérnia inguinal. A obesidade e o sobrepeso são fatores de risco para o desenvolvimento de herniações.

Evitar sobrecargas

Para prevenir hérnial inguinal, é importante evitar pegar objetos excessivamente pesados, principalmente sem ajuda. Esforços demasiados e repetitivos, inclusive nos treinos, aumentam o risco  de hérnia na região da virilha.

Cuidar da saúde geral

Doenças pulmonares, problemas cardíacos e distúrbios intestinais também aumentam o risco de hérnia inguinal. Não espere a herniação acontecer para buscar ajuda especializada. Consulte o médico para tratar essas enfermidades, caso você tenha alguma delas, e evite, assim, as complicações. Mantenha a boa saúde e faça consultas preventivas.

Apesar de a hérnia inguinal poder ser prevenida, em alguns casos não há como evitar totalmente a protusão, uma vez que a herniação pode ser resultado de defeitos congênitos. Pode, também, ter relação com fatores de risco como, por exemplo, histórico familiar do problema. Pessoas obesas, crianças e idosos compõem o grupo de risco. Devem, então, ter cuidado redobrado, pois apresentam maior fragilidade da parede abdominal.

Se, mesmo seguindo essas dicas, a hérnia acontecer, há como tratá-la de forma segura e eficaz, por meio de técnicas cirúrgicas modernas. A cirurgia de hérnia inguinal é feita com o objetivo de reposicionar o intestino no local de origem, bem como fortalecer os músculos abdominais para que não haja reincidência.

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7 tipos de doenças associadas à obesidade

7 tipos de doenças associadas à obesidade

Você sabia que o Brasil é considerado um dos países mais obesos do mundo? E o número de pessoas acima do peso não para de aumentar no país. Entre 2006 e 2018, houve um crescimento de 67% na taxa de obesidade. Esse aumento é decorrente de fatores como sedentarismo, alta ingestão calórica sem valor nutricional, bem como o elevado consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras.

De fato, como é de se imaginar, a obesidade não é uma condição exclusiva dos brasileiros. Trata-se de um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. A projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que até 2025 aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas adultas estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões estejam obesas.

A obesidade em si, é uma doença crônica, ou seja, não tem cura, mas tem controle. Ela pode – e deve – ser tratada para que a pessoa alcance mais saúde, bem-estar e qualidade de vida. Além de ser uma enfermidade, ela pode vir acompanhada de muitas outras doenças. Confira a seguir a série de problemas de saúde que podem estar relacionados à obesidade.

Principais doenças associadas à obesidade

1- Síndrome metabólica

A síndrome metabólica é uma das comorbidades possíveis da obesidade. Essa síndrome aumenta consideravelmente o risco de doenças cardíacas, diabetes e acidente vascular cerebral. Tal condição pode incluir hipertensão, intolerância à glicose, glicemia alterada, HDL baixo, alterações hepáticas, etc.

2- Cardiopatias variadas

O coração sofre com o excesso de peso, tanto que a obesidade pode desencadear problemas como, por exemplo, cardiopatia isquêmica, cor pulmonale, insuficiência cardíaca, síndrome da hipoventilação pulmonar, entre outras cardiopatias.

3- Câncer

Um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de tumores malignos é a obesidade. O excesso de peso aumenta as chances de câncer colorretal, câncer no endométrio, câncer de esôfago, câncer de pâncreas, câncer de mama, câncer nos rins e câncer de vesícula.

4- Doenças reprodutivas

A obesidade tem impacto negativo na saúde reprodutiva. Assim, mulheres com excesso de peso corporal e gordura abdominal apresentam risco aumentado de síndrome dos ovários policísticos, gravidez de risco e anormalidades menstruais.  No caso das mulheres obesas, comprovadamente, a fertilidade pode ser prejudicada.

5- Alterações ósseas, circulatórias e funcionais

Obesos também apresentam maiores chances de sofrer com artropatia, alterações ósseas e posturais, doenças circulatórias como trombose e, consequentemente, maiores dificuldades de locomoção. Essas comorbidades têm ligação direta com o aumento da carga sobre a estrutura do corpo. Essa sobrecarga de peso pode resultar, ainda, em problemas como hérnia, incontinência urinária de esforço, dor no joelho, entre outros.

6- Problemas digestivos

O peso excessivo provoca danos em vários sistemas do corpo, inclusive no sistema digestivo. Não raro, pessoas obesas apresentam problemas como refluxo gastroesofágico, pedra na vesícula, hérnia abdominal, úlcera, gastrite, esteatose hepática, etc.

7- Depressão

A obesidade também pode estar associada a problemas emocionais, como por exemplo a compulsão alimentar e a depressão. Pesquisas revelam que pessoas obesas apresentam maior risco de se tornarem depressivas.

A relação entre o excesso de peso e o quadro depressivo é tão íntima que cerca de 30% dos indivíduos que buscam tratamento para emagrecer apresentam algum grau de depressão. Por vezes, a tristeza profunda é causada justamente pelo ganho de peso e insatisfação com a aparência.

Em contrapartida, quem tem depressão está sujeito a alterações no apetite e na disposição, o que pode fazer com que a pessoa coma mais, se exercite menos e, com isso, ganhe peso em demasia. Em outras palavras, a obesidade pode ser causa ou consequência da depressão.

Quer saber mais sobre obesidade? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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Refluxo gastroesofágico: possíveis complicações

Refluxo gastroesofágico: possíveis complicações

O refluxo gastroesofágico é uma condição clínica relativamente comum. Essa doença ocorre quando há mau funcionamento do esfíncter esofágico, um músculo anelar que atua como válvula que abre e fecha para a passagem do conteúdo estomacal. Assim sendo, defeitos nesse mecanismo causam retorno de ácido e bile para o esôfago.

O refluxo patológico acomete de 10 a 20% dos adultos. Há também o refluxo fisiológico, que atinge a maioria dos bebês e costuma desaparecer naturalmente, até o primeiro ano de vida. Com esse tipo de refluxo geralmente não é necessário se preocupar, pois não necessariamente tem relação com a doença do refluxo gastroesofágico.

Ele acontece porque o sistema digestivo da criança ainda é imaturo, a musculatura esofagiana ainda é frágil, a alimentação é predominantemente líquida e o bebê passa a maior parte do tempo na posição deitada.

O sintoma mais comum do quadro de doença do refluxo gastroesofágico é a incômoda azia. Entretanto, a doença também pode se manifestar com mal-estar, náusea, vômito, tosse, rouquidão, dor de garganta e dificuldade para engolir. Se não for adequadamente tratado, o problema pode trazer sérias consequências para a saúde. Conheça, em seguida, algumas delas.

Esofagite

A exposição prolongada da porção inferior do esôfago ao retorno repetido do conteúdo estomacal pode provocar esofagite. É uma inflamação que danifica o órgão. Por isso, ocorre dor no peito ou abdômen, problemas para engolir os alimentos, azia, eructação (arroto), enjoo, regurgitação, irritação na garganta e tosse.

Úlcera

A formação de úlceras também é uma complicação possível da doença do refluxo gastroesofágico. Feridas abertas no esôfago acontecem como consequência da esofagite erosiva, que é decorrente do quadro de refluxo. Nos casos mais graves, a inflamação erosiva pode desencadear sangramento nas fezes e anemia.

Estenose esofágica

A doença do refluxo gastroesofágico pode causar estenose esofágica, uma condição clínica menos conhecida. A estenose esofágica consiste no estreitamento do esôfago, o que prejudica o processo de deglutição, uma vez que o indivíduo apresenta grande dificuldade para engolir alimentos sólidos.

Câncer

A complicação mais séria do refluxo patológico é o câncer. A irritação prolongada provocada pelo refluxo vulnerabiliza as células responsáveis por revestir o esôfago. Estas sofrem, então, alterações malignas, resultando no quadro de esôfago de Barrett, uma condição pré-cancerosa que pode evoluir para câncer.

Com o intuito de evitar consequências danosas do refluxo gastroesofágico, é importante tratá-lo. O tratamento conservador inclui a adoção de medidas simples como, por exemplo, a abstenção de bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos, apimentados, ultraprocessados ou excessivamente cítricos.

O médico pode prescrever o uso de medicação específica para controlar a produção de ácido gástrico. Caso essas ações não sejam suficientes, será necessário recorrer à abordagem cirúrgica, a fim de impedir a ocorrência de complicações.

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Queimação no estômago: o que pode ser?

Queimação no estômago: o que pode ser?

A maioria das pessoas já sentiu o estômago queimar. A queimação no estômago é um dos sintomas digestivos mais comuns, mas nem sempre está associada a problemas graves. Em muitos casos, essa manifestação está relacionada a hábitos alimentares. Em outros, no entanto, pode ser consequência de distúrbios gastrointestinais mais sérios, que demandam tratamento especializado.

Para saber quais as possíveis causas de queimação no estômago, leia o artigo, em seguida.

Resultado de alimentação desregrada

É comum que as pessoas vão a uma festa ou churrasco e comam e bebam demais. O consumo excessivo de alimentos gordurosos, açucarados, ácidos, gasosos, bem como ricos em cafeína pode pesar no estômago. Provoca, então, sintomas digestivos como queimação, gases, dor abdominal, enjoo, diarreia e vômito.

Alimentos saudáveis, inclusive, se consumidos em excesso, podem provocar azia e má digestão. É o caso, por exemplo, do tomate, pimentão, alho, cebola, pimenta, chá mate, chá preto, chá verde, carnes vermelhas, derivados de leite e ovos. Alguns desses alimentos retardam o esvaziamento do estômago e outros promovem o relaxamento do esfíncter esofágico, o que favorece o retorno do suco gástrico, gerando sintomas desagradáveis como a queimação.

Gastrite

A incômoda sensação de queimação no estômago pode ser sinal de gastrite, principalmente se houver também enjoo, desconforto no abdômen e dor torácica.

Os sintomas de gastrite normalmente são resultado de inflamação na mucosa que reveste o estômago. O processo inflamatório pode ser decorrente de infecção bacteriana por H. Pylori, maus hábitos alimentares e estresse.

A fim de confirmar o diagnóstico, é recomendável passar por exame clínico detalhado, além de realizar endoscopia.

Dispepsia

Também chamada de indigestão, a dispepsia é uma sensação de desconforto na parte superior do abdômen. Ela geralmente envolve sintomas como azia, queimação, gases, empachamento e saciedade precoce.

A pessoa com dispepsia costuma sentir uma espécie de corrosão interna e incômodo no peito e garganta. A dispepsia pode ser desencadeada por hábitos alimentares como ingerir grandes porções, comer alimentos pesados, se alimentar muito tarde e comer compulsivamente sem intervalos.

Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico é uma doença digestiva caracterizada pelo retorno do suco gástrico do estômago para o esôfago. Entre os principais sintomas dessa condição estão a queimação no peito e a azia, que tendem a piorar depois de comer ou ao deitar. Mudanças no estilo de vida e uso de medicação prescrita pelo medico podem contribuir na melhora do quadro.

Câncer no estômago

O câncer de estômago ou câncer gástrico pode gerar vários sintomas, incluindo alterações no apetite, perda de peso, fadiga, sensação de estômago cheio e desconforto abdominal, como dor e queimação, por exemplo. Esses sinais podem ser consequência de alterações benignas, como gastrite e úlcera, portanto, é fundamental obter diagnóstico diferencial.

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Refluxo gastroesofágico e inflamação no ouvido: entenda a relação

Refluxo gastroesofágico e inflamação no ouvido: entenda a relação

Dificilmente encontraremos alguém que nunca tenha sofrido com dor de ouvido em um momento ou outro. Dentre as causas mais comuns desse problema, estão infecção no canal auditivo, tímpano perfurado e acúmulo de fluidos dentro do canal, por exemplo de água e cosméticos. Porém, o que poucas pessoas sabem é que o refluxo gastroesofágico também pode ter relação com a ocorrência desse problema.

Há alguns anos, um estudo publicado no periódico médico JAMA Otolaryngology – Head Neck Surgery verificou que a aspiração do conteúdo gástrico para a nasofaringe pode constituir um causador de inflamações na região dos ouvidos.

Para o estudo, foram selecionados 129 pacientes, dos quais se originaram 199 amostras de estudo do ouvido. Após as análises finais, chegou-se ao resultado de que 50% dos pacientes mostraram conclusões positivas para a pepsina. E aqui é que se começa a entender a relação entre o refluxo gastroesofágico e as dores de ouvido.

A presença da pepsina A, indicativa de refluxo nos resultados, é que comprova a influência dessa condição clínica nas inflamações auditivas. Segundo o estudo, essa alteração pode estar profundamente ligada ao início da inflamação da otite média e, em determinadas situações, pode até provocar a piora da condição em crianças e adultos.

A otite, chamada até alguns anos atrás de dor de ouvido médio, é caracterizada por uma dor intensa provocada pelo acúmulo de fluidos no interior do canal da orelha média, assim como no tímpano.

Relação do refluxo gastroesofágico com os ouvidos e outras partes do corpo

O refluxo gastroesofágico já é um claro sinal indicador de que algo não está bem tanto quanto deveria no estômago e no esôfago. Também já se sabe que esse problema pode afetar outras partes do organismo.

O que ocorre é que o ácido produzido no interior do estômago, ao refluir, afeta a mucosa da laringe e da faringe, ocasionando sinais diversos, doenças secundárias e sintomas adicionais.

Na realidade, não chega a ser uma surpresa a relação entre o refluxo e as dores de ouvido. O que há, na maior parte dos casos, é um pouco de desconhecimento por parte da população sobre essa possibilidade.

Aliás, é por isso que um médico gastroenterologista deve ser sempre consultado na ocorrência do refluxo acompanhado de condições secundárias, como pigarro, cisto de pregas vocais, nódulos, tosse, faringite crônica, rinite e, claro, dores de ouvido.

Ao avaliar a situação do paciente, o médico poderá orientá-lo melhor sobre quais medidas devem ser tomadas e se um problema, de fato, está provocando o outro.

As inflamações ou infecções nos ouvidos com origem no refluxo raramente cedem se o paciente não se submeter ao tratamento adequado da alteração gastroesofágica. Aliás, esse é um dos motivos pelos quais muitas pessoas continuam com as dores, afinal, estão tratando apenas o sintoma, e não a causa do problema.

Por fim, é importante ressaltar que qualquer refluxo gastroesofágico crônico deve ser avaliado sob a perícia de um médico. Além disso, um acompanhamento regular também deverá ser feito, pois o objetivo não é apenas tratar os sintomas, mas também prevenir que outras partes do corpo sejam afetadas e que complicações surjam.

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Refluxo gastroesofágico: como é feito o diagnóstico?

Refluxo gastroesofágico: como é feito o diagnóstico?

O refluxo gastroesofágico (RGE) envolve uma condição clínica do aparelho digestivo na qual os ácidos presentes no interior do estômago retornam pelo caminho do esôfago, fazendo o percurso contrário ao fluxo normal da digestão.

É a esse movimento oposto que se dá o nome de refluxo, o qual causa irritações nos tecidos que revestem as paredes do esôfago, dando origem aos sintomas característicos do RGE.

Como é feito o diagnóstico da doença do refluxo gástrico?

O diagnóstico dessa doença é realizado de forma clínica, porém não existe um padrão ou apenas um único exame para a identificação e a análise do problema. Acompanhe.

Os exames clínicos normalmente são direcionados para os pacientes e situações em que o diagnóstico por meio dos sintomas ainda gera dúvidas. Mas também é recomendado quando os sintomas persistem por muito tempo ou quando o tratamento inicial aplicado não surtiu efeitos.

O primeiro exame realizado para o diagnóstico clínico do refluxo gastroesofágico é o de esôfago, por meio da endoscopia, na qual se utiliza um tubo flexível para a visualização da região. Durante a realização do procedimento, o médico pode fazer a retirada de parte do tecido para um exame microscópico mais detalhado (biópsia).

Caso os resultados obtidos na endoscopia e na biópsia sejam considerados normais em pacientes em que os sintomas de RGE persistem, o médico poderá realizar outro exame chamado de pHmetria esofágica.

Aqui, o profissional insere um tubo flexível e muito fino, com um sensor em uma das pontas, pelo nariz do paciente até a base do esôfago.

Esse equipamento permanece dentro do paciente por um período de 24 horas, o objetivo é registrar os níveis de ácido do local e determinar a relação entre os sintomas e o refluxo, assim como o volume de refluxo.

Um 3º método usado para o diagnóstico do RGE é a manometria. Por meio dessa técnica, são feitas análises da pressão do esfíncter esofágico inferior. Esse exame consegue avaliar, identificar e diferenciar o funcionamento do esfíncter, determinando se tudo está normal ou se existe algum problema.

Por meio dos detalhes levantados na manometria, o médico poderá ponderar e saber se a realização de uma cirurgia é a melhor alternativa de tratamento para o paciente.

Tratamentos para o refluxo gastroesofágico

Há 2 linhas para o tratamento do RGE: a clínica e a cirúrgica. Na 1ª situação, são ministrados medicamentos que atuam na redução da produção de ácido pelo estômago. Além disso, o paciente recebe uma série de recomendações que devem ser seguidas conforme o caso: perder peso, não se deitar após as refeições, evitar bebidas alcoólicas e cigarros, por exemplo.

No 2º caso, a cirurgia é feita em situações específicas, como quando o paciente não está respondendo ao tratamento clínico ou quando há hérnia de hiato.

A intervenção pode ser feita do jeito convencional ou por laparoscopia. Este procedimento é recomendado em situações em que o refluxo gastroesofágico leva à esofagite grave. Como as células que revestem o esôfago podem sofrer alterações devido ao ácido do suco gástrico, a condição pode ser o motivo causador de tumores malignos, por isso é preciso acompanhamento médico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos