Obesidade

7 tipos de doenças associadas à obesidade

7 tipos de doenças associadas à obesidade

Você sabia que o Brasil é considerado um dos países mais obesos do mundo? E o número de pessoas acima do peso não para de aumentar no país. Entre 2006 e 2018, houve um crescimento de 67% na taxa de obesidade. Esse aumento é decorrente de fatores como sedentarismo, alta ingestão calórica sem valor nutricional, bem como o elevado consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras.

De fato, como é de se imaginar, a obesidade não é uma condição exclusiva dos brasileiros. Trata-se de um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. A projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que até 2025 aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas adultas estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões estejam obesas.

A obesidade em si, é uma doença crônica, ou seja, não tem cura, mas tem controle. Ela pode – e deve – ser tratada para que a pessoa alcance mais saúde, bem-estar e qualidade de vida. Além de ser uma enfermidade, ela pode vir acompanhada de muitas outras doenças. Confira a seguir a série de problemas de saúde que podem estar relacionados à obesidade.

Principais doenças associadas à obesidade

1- Síndrome metabólica

A síndrome metabólica é uma das comorbidades possíveis da obesidade. Essa síndrome aumenta consideravelmente o risco de doenças cardíacas, diabetes e acidente vascular cerebral. Tal condição pode incluir hipertensão, intolerância à glicose, glicemia alterada, HDL baixo, alterações hepáticas, etc.

2- Cardiopatias variadas

O coração sofre com o excesso de peso, tanto que a obesidade pode desencadear problemas como, por exemplo, cardiopatia isquêmica, cor pulmonale, insuficiência cardíaca, síndrome da hipoventilação pulmonar, entre outras cardiopatias.

3- Câncer

Um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de tumores malignos é a obesidade. O excesso de peso aumenta as chances de câncer colorretal, câncer no endométrio, câncer de esôfago, câncer de pâncreas, câncer de mama, câncer nos rins e câncer de vesícula.

4- Doenças reprodutivas

A obesidade tem impacto negativo na saúde reprodutiva. Assim, mulheres com excesso de peso corporal e gordura abdominal apresentam risco aumentado de síndrome dos ovários policísticos, gravidez de risco e anormalidades menstruais.  No caso das mulheres obesas, comprovadamente, a fertilidade pode ser prejudicada.

5- Alterações ósseas, circulatórias e funcionais

Obesos também apresentam maiores chances de sofrer com artropatia, alterações ósseas e posturais, doenças circulatórias como trombose e, consequentemente, maiores dificuldades de locomoção. Essas comorbidades têm ligação direta com o aumento da carga sobre a estrutura do corpo. Essa sobrecarga de peso pode resultar, ainda, em problemas como hérnia, incontinência urinária de esforço, dor no joelho, entre outros.

6- Problemas digestivos

O peso excessivo provoca danos em vários sistemas do corpo, inclusive no sistema digestivo. Não raro, pessoas obesas apresentam problemas como refluxo gastroesofágico, pedra na vesícula, hérnia abdominal, úlcera, gastrite, esteatose hepática, etc.

7- Depressão

A obesidade também pode estar associada a problemas emocionais, como por exemplo a compulsão alimentar e a depressão. Pesquisas revelam que pessoas obesas apresentam maior risco de se tornarem depressivas.

A relação entre o excesso de peso e o quadro depressivo é tão íntima que cerca de 30% dos indivíduos que buscam tratamento para emagrecer apresentam algum grau de depressão. Por vezes, a tristeza profunda é causada justamente pelo ganho de peso e insatisfação com a aparência.

Em contrapartida, quem tem depressão está sujeito a alterações no apetite e na disposição, o que pode fazer com que a pessoa coma mais, se exercite menos e, com isso, ganhe peso em demasia. Em outras palavras, a obesidade pode ser causa ou consequência da depressão.

Quer saber mais sobre obesidade? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Obesidade, Todos
Obesidade e autoestima – como lidar?

Obesidade e autoestima – como lidar?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a obesidade como um problema mundial. Acredita-se que mais de 700 milhões de adultos serão obesos em 2025. O excesso de peso também é um problema no Brasil, que, segundo dados do Ministério da Saúde, possui 20% da população nas capitais obesa.

Apesar de estar sempre relacionada ao consumo excessivo de calorias e à falta de exercícios físicos, diversos fatores podem influenciar no grau de gordura de um indivíduo, como alterações hormonais, fatores genéticos, má alimentação, sedentarismo e distúrbios emocionais.

Além de patologias biológicas, como diabetes, doenças cardiovasculares, digestivas e respiratórias e, em alguns, casos câncer, o excesso de gordura corporal pode trazer uma série de problemas emocionais.

Quando se trata de excesso de peso, o fator psicológico ganha muita importância, já que, nesses casos, a pessoa pode entrar em um ciclo vicioso. A gordura pode desencadear transtornos psicológicos, que por sua vez, agrava o nível de obesidade. Contribuindo, assim, na influência e na manutenção do excesso de peso.

A obesidade e a autoestima

Pacientes com excesso de gordura corporal tendem a ter uma autoimagem negativa, que prejudica as relações sociais. Acredita-se que a autoestima e o excesso de gordura corporal possam estar proporcionalmente interligadas: quanto maior o excesso de peso, menor é a autoestima. A baixa autoestima causa uma frustração muito grande e fomenta, também, comportamentos prejudiciais, como:

  • timidez fora do comum
  • medo de rejeição
  • falta de confiança em si
  • tendência à preguiça e procrastinação
  • hábito de se comparar a outras pessoas
  • sensação de incapacidade
  • necessidade de inferiorizar terceiros
  • dificuldade para reconhecer as próprias conquistas

Indivíduos obesos sofrem constante discriminação social, seja na vida profissional, escolar ou familiar. É que, além de serem vistos como desleixados e preguiçosos, são fortemente pressionados a emagrecerem para se encaixar em um padrão social.

O problema é que toda essa pressão pode ter efeitos contrários e, ao invés de incentivar um tratamento saudável, pode provocar um efeito reverso, instigando baixa autoestima, o estresse, a ansiedade e outros problemas psicológicos.

Tratamentos

O excesso de peso pode ser causado por fatores ambientais orgânicos e psicossociais. Por isso, muitas vezes, o tratamento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar. O primeiro passo é investigar a causa, pois, cada uma delas exige um protocolo diferente de tratamento.

Porém, em muitos casos, o excesso de gordura corporal não consegue ser tratado pelos métodos clínicos, que incluem orientação e apoio para mudança de hábitos, realização de dieta, atenção psicológica, prescrição de atividade física e farmacoterapia. Para indivíduos que não conseguem um resultado nesse tipo de tratamento em dois anos, a cirurgia bariátrica torna-se uma alternativa de emagrecimento. É indicado também que a cirurgia de redução de estômago seja realizada em pessoas que possuem o índice de massa corpórea (IMC) maior ou igual a 40.

A vantagem da cirurgia bariátrica é que ela, além de tratar do excesso de peso, age diretamente tratando também a diabetes e doenças cardiovasculares.

Em todo tratamento de obesidade, seja no clínico ou no cirúrgico, é importante que o paciente esteja também acompanhado por um profissional da saúde mental como psicólogos e psiquiatras. Isso porque o lado emocional do paciente exerce um poder muito grande sobre ele, podendo levar a quadros ansiosos e depressivos. Quando a autoestima é trabalhada, o indivíduo aprende a se dar valor e a gostar de si próprio.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Obesidade, Todos
5 riscos da obesidade na terceira idade

5 riscos da obesidade na terceira idade

Engana-se quem pensa que obesidade é um problema prevalente apenas entre crianças e adolescentes. Os mais velhos também fazem parte das estatísticas de uma das epidemias mais sérias em todo o mundo.

O ganho de peso excessivo faz mal para todos os indivíduos, porém, na velhice, pode haver complicações e repercussões bem mais sérias.

Derrame

Quanto mais alto o nível de gordura no organismo, principalmente o de gordura visceral, maior a possibilidade de entupimento das artérias em razão do acúmulo de colesterol ruim na corrente sanguínea. E esse é o cenário perfeito para acontecer um acidente vascular cerebral (AVC).

As consequências do AVC no paciente idoso são mais complicadas, com significativas sequelas motoras e tempo de internação maior, fatores que pioram, e muito, a qualidade de vida do indivíduo.

Doenças cardiovasculares

O coração, que na fase da maturidade se encontra naturalmente envelhecido, pode esbarrar com dificuldades para funcionar corretamente em função da obesidade. O índice de massa corporal (IMC) elevado aumenta o risco de infarto, insuficiência respiratória e angina. Para citar o mínimo…

Diabetes e obesidade

Essa é uma dupla quase inseparável. Se tem obesidade, quer dizer que a insulina, o “hormônio chefe” do metabolismo do corpo humano, está fora de ordem. O paciente pode ter pré-diabetes, diabetes ou resistência insulínica, por exemplo.

Na terceira idade, o diabetes é um mal com que muitas pessoas convivem no Brasil. Do continente de 14 milhões de diabéticos, quase um terço têm 65 anos ou mais.

Osteartrose

Ah, aquela dor no joelho que tira a pessoa do sério e faz mudar toda a rotina. Você sabia que a osteoartrose (nome técnico desse incômodo) tem relação (íntima, por sinal) com a obesidade?

As razões são bem óbvias: o excesso de peso sobrecarrega os membros inferiores, alterando a postura corporal e a marcha (caminhada). Outro motivo são as substâncias pró-inflamatórias presentes no tecido adiposo, que exercem efeitos negativos na cartilagem articular.

Na terceira idade, as estruturas ósseas passam por processos de degradação, sendo que a obesidade pode acelerar esse desgaste.

Transtornos mentais

A depressão encabeça a lista. Estudos científicos demonstram cada vez mais a conexão entre obesidade e doenças depressivas. Quando se está acima do peso, a microbiota (flora) intestinal tende a estar desregulada, o que impacta diretamente na produção de serotonina, um dos hormônios do bem-estar.

Uma tese desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN-UFSC) investigou a associação entre obesidade, mudanças antropométricas e sintomas depressivos em idosos da cidade de Florianópolis, Santa Catarina.

Uma das constatações foi que os idosos com obesidade severa, em sua grande maioria, eram acometidos por sintomas depressivos. Já aqueles que apresentavam sobrepeso e valores intermediários de circunferência da cintura tiveram menor risco de desenvolverem sintomas depressivos durante os quatro anos.

Prevenção é a palavra-chave

Todos os problemas desencadeados pela obesidade surgem a partir de fatores genéticos e relacionados ao estilo de vida. Na maioria dos casos, o segundo pesa mais. E é aí que entra a importância de seguir hábitos saudáveis: alimentação nutritiva e balanceada, atividade física, controle do stress, sono de qualidade e, não menos importante, manter o cérebro ativo e sempre conhecendo algo novo todo dia.

 

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Impactos da obesidade no desenvolvimento de doenças

Impactos da obesidade no desenvolvimento de doenças

A preocupação com o excesso de peso, na maioria das vezes, está associada a questões estéticas. As pessoas têm tentado melhorar a qualidade da alimentação e praticar atividades físicas, mesmo em meio à rotina agitada, para se sentirem em paz com a balança. Não há problema nenhum nisso, mas é fundamental entender que a questão é mais ampla: a obesidade traz consigo diversas doenças graves, por isso, combatê-la é, antes de mais nada, uma questão de saúde.

Como se identifica a obesidade?

Estar simplesmente acima do peso ou com acúmulo de gordura localizada em algumas regiões do corpo não significa que um indivíduo sofre de obesidade. O diagnóstico da doença tem como base o Índice de Massa Corpórea (IMC), cálculo que divide o peso da pessoa (em quilos) pela altura elevada ao quadrado (em metros).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, considera-se sobrepeso o indivíduo cujo resultado do IMC seja igual ou maior que 25. Quando o número chega ou ultrapassa os 30, trata-se de obesidade  e acima de 40 obesidade mórbida.

Obesidade e concentração de gordura no fígado

Pessoas obesas ou até mesmo com sobrepeso são mais propensas a acumularem gordura no fígado, condição conhecida como esteatose hepática. Ao longo do tempo, essa gordura desencadeia um processo inflamatório no órgão, podendo levar até à cirrose.

Doenças cardiovasculares

A hipertensão arterial é uma das principais doenças relacionadas ao excesso de peso. O acúmulo de gordura no organismo induz o coração a maior esforço  e isso eleva a pressão. Além disso, com o excesso de peso, também há um aumento nos níveis de LDL (o famoso “colesterol ruim”) e de triglicerídeos, condição que aumenta as chances de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).

Apneia do sono

O excesso de peso, especialmente na região do abdômen, do tronco e do pescoço, ajuda a obstruir a passagem de ar, por isso, é uma das causas da apneia do sono, distúrbio em que a pessoa para de respirar por alguns períodos durante a noite.

Obesidade também é uma doença

Durante muito tempo, a condição obesa era atrelada apenas aos hábitos de vida. Assim, o senso comum dizia que o que faltava a uma pessoa com esse quadro era “força de vontade” para mudar e, assim, conseguir emagrecer. No entanto, hoje em dia, com os avanços nas pesquisas e na medicina, já se sabe que esse quadro não apenas provoca doenças, ele, em si, é uma doença.

Embora os hábitos de vida tenham uma boa parcela de culpa nessa condição, existem muitos fatores envolvidos na situação, como a genética, o metabolismo, o funcionamento do sistema endócrino e até elementos psicológicos e sociais.

É por isso que o combate à obesidade também exige uma equipe multidisciplinar de profissionais. O paciente precisa ter acompanhamento do cirurgião, mas também de nutricionista, psicólogo, educador físico. Se o indivíduo fizer uma cirurgia bariátrica, por exemplo, precisa estar preparado para as mudanças que virão depois dela, para manter a qualidade de vida e a saúde acima de tudo.

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