cirurgia bariátrica

Quais exames devo fazer no pré-operatório da cirurgia bariátrica?

Quais exames devo fazer no pré-operatório da cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é uma operação que tem como objetivo a diminuição do peso do paciente por meio da redução do estômago. No Brasil são realizados, por ano, mais de 100 mil procedimentos bariátricos, número que vem crescendo a cada ano. Esse dado é um reflexo do atual cenário do país, que possui 19% de sua população obesa. Apesar de a cirurgia ter bastante adeptos, é preciso saber que o pré-operatório requer uma série de exames e cuidados antes do procedimento, que devem ser seguidos à risca.

Indicações

A cirurgia de redução de estômago é indicada para pessoas que possuem o índice de massa corpórea (IMC) maior ou igual a 40. Quando o indivíduo possui duas ou mais complicações relacionadas à obesidade, o procedimento já é recomendado quando o índice de massa corporal for entre 35 e 40. O Ministério da Saúde orienta que a cirurgia não seja feita em adolescentes. No entanto, a idade mínima para passar pelo procedimento é de 16 anos. Para isso, é necessário também que o paciente esteja com a saúde comprometida devido à obesidade.

Pacientes que sofrem de doenças relacionadas ao excesso de peso como diabetes, hipertensão, hérnias de disco, refluxo com indicação cirúrgica, pancreatites agudas de repetição, também devem passar pelo procedimento. Além disso, a cirurgia bariátrica é um complemento na redução de peso, já que a alimentação e a prática de atividade física são fatores fundamentais para que o objetivo seja atingido.

Exames exigidos no pré-operatório

O pré-operatório para a cirurgia bariátrica é bastante detalhado e engloba diversos profissionais da área da saúde. Essa equipe multidisciplinar irá avaliar o paciente tanto nos aspectos físicos e biológicos quanto no psicológico.

A anamnese do paciente deve conter todo seu histórico em relação ao ganho de peso: evolução, quais doenças estão associadas, histórico de obesidade, doenças pregressas, distúrbios nutricionais e psicológicos, e fatores que contribuem com o ganho de peso. O médico responsável irá solicitar uma série de exames, que incluem:

  • Coagulograma
  • Ultrassom do abdome
  • Eletrocardiograma
  • Endoscopia digestiva alta
  • Espirometria
  • Função hepática
  • Glicemia
  • Hemograma
  • Perfil lipídico completo
  • Radiografia de tórax

Além de checar os riscos da cirurgia, os exames visam verificar como está a saúde nutricional do paciente. É necessário identificar déficits nutricionais para que sejam regularizados até a cirurgia, já que, na bariátrica, a carência de nutrição pode ficar ainda mais grave após o procedimento. Por isso, em muitos casos, é recomendável que o paciente passe por uma reeducação alimentar antes da cirurgia.

O pré-operatório da cirurgia bariátrica exige disciplina do paciente, além da reeducação alimentar, deve-se evitar o uso de cigarros por pelo menos um mês e meio antes da cirurgia, com o objetivo de evitar complicações tromboembólicas.

O paciente é submetido também ao teste antropométrico, em que serão aferidos altura, peso, índice de massa corporal, relação cintura-quadril e porcentagem de gordura corporal. Um psicólogo também é envolvido no pré-operatório da cirurgia bariátrica para avaliar a saúde mental do paciente.

Assim como todo procedimento cirúrgico, a bariátrica possui riscos. Por isso, o paciente deve seguir as recomendações médicas, realizar todos os exames e estar consciente que a redução do estômago é apenas um facilitador no processo de emagrecimento. É preciso que ele tenha consciência de que uma alimentação saudável e atividade física devem tornar-se rotina em sua nova vida.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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Entenda por que há perda de cabelo após a cirurgia bariátrica

Entenda por que há perda de cabelo após a cirurgia bariátrica

Pessoas que passam pela cirurgia bariátrica entram no período pós-operatório com uma angústia muito grande: a temida queda de cabelo, quadro que recebe o nome de alopecia. Existem razões que desencadeiam esse problema. Continue a leitura e entenda.

Dieta restritiva

A alopecia acontece por causa de fatores endócrinos, infecciosos, medicamentosos, traumáticos e, principalmente, nutricionais. O problema não é a dieta ser restritiva, é ela ser restritiva e não garantir o aporte necessário de vitaminas e minerais.

Quando a má nutrição vem acompanhada de estresse, não há cabelo que resista! Por isso, o acompanhamento multidisciplinar é tão importante, de modo a garantir crescimento, estrutura e coloração adequados dos fios.

Suplementação e cirurgia bariátrica

As substâncias que mais sofrem para serem absorvidas após a cirurgia de redução de estômago são cálcio, zinco, ácido fólico, vitamina B12 e ferro.

Isso se explica pelas características da parte do intestino desviada. Essa deficiência é esperada, por isso, os pacientes devem ser orientados a fazer ajustes alimentares e/ou suplementação antes e depois da operação.

Sem eles, o cabelo padece

Quase 90% do cabelo é formado por proteína — o nutriente é essencial para crescimento e regeneração de tecidos.

O colágeno, que pode ser encontrado na estrutura de tecidos conjuntivos, cartilaginosos e fibrosos como cabelo, unhas, pele, osso, é melhor sintetizado associado à vitamina C.

E por falar em vitamina C, além de ajudar a sintetizar o colágeno, ela também ajuda o corpo a absorver o ferro, mineral necessário para o crescimento do cabelo. Sua deficiência contribui para a alopecia.

Se os fios estão finos, quebradiços, sem brilho e avermelhados, certamente uma substância muito importante está em níveis baixos. Trata-se do zinco, que, além disso, é fundamental para imunidade, função reprodutiva, cicatrização, etc.

De modo igual, se o estoque de ferro é precário, o cabelo despenca. Literalmente. Mesmo que os exames não apontem anemia.

Das vitaminas do complexo B, duas são estratégicas: a B12 (cobalamina) e a B7 (biotina). Elas atuam no desenvolvimento do folículo piloso, na síntese de queratina e na formação do caroteno (responsável pelo crescimento, resistência e fortalecimento dos fios de cabelos e das unhas). A deficiência dessas substâncias causa alopecia difusa e despigmentação dos cabelos.

A raiz do problema

Como vimos, o principal fator que provoca queda de cabelo após a cirurgia bariátrica é a deficiência de substâncias importantes para o crescimento e a manutenção dos fios.

No período em que o paciente regula os nutrientes que estão em falta, é indicado não fazer nenhum procedimento químico/estético, como pinturas e uso de produtos “pesados”.

Tingir o cabelo pode até deixar os fios com aspecto grosso e aparentemente “forte”, mas não quer dizer, necessariamente, que o problema se resolveu — a tinta pode, na verdade, “roubar” o pouco de nutriente que ainda existe, o que fará o cabelo cair ainda mais após a cirurgia bariátrica.

 

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4 hábitos que devem ser adotados após a realização da cirurgia bariátrica

4 hábitos que devem ser adotados após a realização da cirurgia bariátrica

A obesidade é uma epidemia séria, que atinge 20% da população brasileira. Para muitos, a saída para resolver o problema acaba sendo a cirurgia bariátrica. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) apontam que a realização desse procedimento no país cresceu quase 47% entre os anos 2012 e 2017.

Desse contingente, um percentual significativo precisa retornar à mesa de cirurgia, porque, entre outras coisas, não adotou hábitos essenciais após a primeira operação. Sem seguir à risca todas as recomendações pós-cirúrgicas, a possibilidade de complicações aumenta.

Neste post, veremos 4 hábitos que devem ser incluídos após a cirurgia. Confira!

1. Ter acompanhamento multidisciplinar

Nutricionista, fisioterapeuta, educador físico, cardiologista, psicólogo e endócrino são alguns profissionais que compõem o time que acompanha os pacientes após a cirurgia bariátrica.

Eles trabalham de maneira multidisciplinar. Enquanto um estabelece a melhor dieta, outro estipula um plano de atividade física, ao passo que o próximo acompanha a saúde psicológica, ajudando o paciente a elaborar a nova fase da vida e, assim, sucessivamente.

2. Ficar parado? Nem pensar!

Os pacientes precisam começar a se mexer ainda no hospital. Nas primeiras semanas, é indicado caminhar meia hora, sendo que, à medida que o corpo se fortalece, a intensidade e a força aumentam. Inatividade pode desencadear, principalmente, trombose venosa.

3. Fazer uso de suplementação

É comum a necessidade de suplementação para a reposição de nutrientes, principalmente, ferro, vitaminas do complexo B, D3 e ácido fólico. Portanto, é necessário que o médico indique quais serão ideais em cada caso.

4. Ser paciente ao introduzir alimentação correta

Uma coisa que é indispensável após o procedimento é, sem dúvida, paciência, sobretudo no que diz respeito à alimentação.

A dieta é dividida em várias etapas: na primeira fase, é líquida e restrita; depois, conforme adaptação, passa a ser apenas líquida. Na terceira semana, é pastosa, passando pela dieta branda até, enfim, chegar ao consumo “normal” de alimentos.

Nesse processo, a falta de paciência é natural, já que o indivíduo está em um momento de transição, adaptando-se a um novo estilo de vida. É difícil, principalmente, quando a pessoa, antes do procedimento, não seguia hábitos de vida saudáveis. Portanto, se antes o consumo de salada era “opcional”, agora é obrigatório!

E por falar em paciência…

A figura do psicólogo é estratégica e crucial na fase de adaptação (antes e depois) do paciente. Muitas pessoas, ao se verem em um novo corpo, passam por crises de identidade, outras sofrem com recaídas e acabam voltando a abraçar hábitos antigos, como o consumo de bebida alcoólica. Tudo passa pelo estado psicológico.

Um dos fatores que levam à obesidade é justamente a saúde mental. Quem tem depressão, compulsão alimentar e/ou ansiedade, por exemplo, está mais suscetível ao ganho de peso, consequentemente, a passar por uma cirurgia bariátrica. Logo, o novo corpo, que abriga um estômago menor, precisa estar em sincronia com uma nova mentalidade.

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Principais riscos após a cirurgia bariátrica

Principais riscos após a cirurgia bariátrica

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), os mais de 4 milhões de brasileiros que recebem indicação de cirurgia bariátrica geralmente sofrem de diabetes mellitus tipo 2, com um Índice de Massa Corporal (IMC) já elevado, entre 35 e 40.

Pacientes com obesidade mórbida, acima de 40, também podem receber a indicação para cirurgia bariátrica; isso vai depender da avaliação profissional.

Neste artigo, trazemos mais informações sobre essa cirurgia. Confira!

Motivo da cirurgia

De acordo com dados da SBCBM, 18,9% dos brasileiros são obesos, sendo que o sobrepeso também afeta cerca de 54% da população. Um número tão alarmante, é possível entender o porquê de o Brasil estar em segundo lugar entre os países de todo o mundo que mais realiza cirurgias bariátricas.

Mesmo sendo um procedimento realizado de forma ampla e reconhecida no país, existem ainda muitos mitos envolvidos quando se trata do pós-operatório.

Riscos da cirurgia bariátrica

Primeiramente, é importante esclarecer que a cirurgia bariátrica realizada na atualidade é bastante evoluída, sendo bem menos invasiva e, portanto, de recuperação cada vez mais breve.

No primeiro dia, o paciente realmente sente dor, como em todos os casos cirúrgicos, porém, no segundo e nos próximos dias, essa dor quase desaparece, isso, claro, quando todo o procedimento corre bem.

Se após a cirurgia, o paciente sentir fortes dores, que não desaparecem mesmo com a administração de analgésicos, tiver frequência cardíaca aumentada, dores no ombro e também vômitos regulares, estes seriam sintomas de algum problema.

Depois da bariátrica, há ainda o risco de fístulas, definidas como conexões irregulares, decorrentes de complicações cirúrgicas (vazamentos nas linhas de grampeamento do estômago) ou ainda a trombose venosa e embolia pulmonar. As fístulas são resolvidas com uma intervenção médica, e a trombose pode ser prevenida com alguns métodos de movimentação do paciente.

Uma recomendação relacionada a esse caso é de que o paciente deve se exercitar. Então, assim que receber alta, ele deve buscar atividades físicas dentro do recomendado pela equipe médica, aumentando a frequência gradativamente.

A qualidade de vida pós-cirúrgica também depende em grande parte do próprio paciente, que, ao seguir as recomendações, aumenta as chances de resultados positivos, cumprindo o propósito da cirurgia.

Como a Medicina, as cirurgias bariátricas evoluíram muito com a tecnologia e, atualmente, os riscos são muito menores e mais raros. Além disso, contar com profissionais preparados e qualificados é sempre importante para prevenir e cuidar de problemas que possam ocorrer.

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