câncer de esôfago

Refluxo pode causar câncer de esôfago?

O esôfago é uma espécie de tubo, que liga a garganta ao estômago. O câncer de esôfago é a 6ª neoplasia mais incidente em homens e a 15ª mais comum em mulheres. Embora seja tratável, a taxa de mortalidade dessa enfermidade é bem elevada.

Em estágio inicial, geralmente o câncer de esôfago não apresenta sinais, por isso o tratamento é dificultado. Com a evolução da doença, podem aparecer sintomas como dificuldade de deglutição, dor torácica, náusea, vômito, bem como alterações no apetite.

Estudos revelam que o câncer de esôfago pode ter relação com o refluxo. Isso porque o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago é justamente uma das principais manifestações de câncer no órgão.

A questão é se, além de sintoma, o refluxo pode ser considerado uma possível causa ou fator de risco para o desenvolvimento de tumores malignos. Leia, então, o artigo e tire suas próprias conclusões.

O que é refluxo gastroesofágico?

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição que consiste no retorno do conteúdo do estômago para o esôfago. Gera sensações desconfortáveis como, por exemplo, azia, dor abdominal, queimação, salivação excessiva, tosse, náusea e vômito.

Essa enfermidade pode ser provocada por obesidade, sedentarismo e maus hábitos alimentares. Esses são fatores que enfraquecem o esfíncter esofágico, impedindo, assim, que esse músculo trabalhe corretamente.

O refluxo gastroesofágico pode resultar em câncer?

Originalmente, o refluxo gastroesofágico não apresenta malignidade. Entretanto, o dano crônico que pode gerar na porção final do órgão predispõe o esôfago à formação do adenocarcinoma, um tipo comum de câncer esofagiano. Em outras palavras, o refluxo, de fato, pode aumentar a propensão ao desenvolvimento de tumor no esôfago.

Quais são os outros fatores de risco?

Além de portar doença do refluxo gastroesofágico, outros fatores de risco são idade superior a 55 anos, ser do gênero masculino, incidência de esôfago de Barret, tabagimo, alcoolismo, acalasia, tilose, síndrome de Plummer-Vinson, Síndrome de Paterson Kelly, lesões no esôfago, exposição ocupacional a substâncias químicas, histórico pessoal de câncer, infecção por HPV e obesidade. A obesidade, inclusive, também pode ter associação com DRGE, uma vez que pessoas obesas apresentam maiores chances de ter refluxo.

Tratar o refluxo ajuda a evitar o câncer de esôfago?

Uma das formas de prevenir o câncer de esôfago é, justamente, identificar e tratar a doença do refluxo gastroesofágico de maneira adequada. Outras medidas preventivas, no entanto, incluem não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, ingerir mais vegetais, reduzir o consumo de carne vermelha e gorduras, manter o peso corporal saudável, tomar cuidado com bebidas muito quentes e adotar a prática regular de exercícios.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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Dr. Rodrigo Gui Queiroz

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz