Dr. Rodrigo Gui Queiroz

Entenda as diferenças entre gastrite e úlcera

Entenda as diferenças entre gastrite e úlcera

A indigestão, a queimação e as dores abdominais corriqueiras são alguns dos sintomas que demonstram que alguma coisa no trato digestivo não vai bem.

Normalmente essas manifestações são associadas à gastrite e úlcera, uma vez que os indícios são parecidos. Entretanto devemos olhar esses sinais atentamente, uma vez que esses problemas distintos.

Por exemplo, a úlcera é uma ferida situada na parede do estômago, enquanto que a gastrite é uma inflamação localizada na parede que reveste o lado interno do estômago. Percebeu a diferença?

No primeiro caso lidamos com um problema mais complexo, pois trata-se de um ferimento profundo. Ou seja, embora ele gere sintomas parecidos com os da gastrite, os cuidados que devemos ter com um e outro são diferentes, dependendo da gravidade. Neste artigo falamos mais sobre essas diferenças. Acompanhe!

Quais são as causas e os sintomas da gastrite?

Essa infecção no revestimento interno do estômago geralmente é causada pela má alimentação e pelo consumo excessivo de antibióticos, álcool e drogas.

Mas, no que tange aos fatores de risco, também incluímos o estresse, as doenças autoimunes, o HIV e a idade. No último caso, as pessoas idosas são mais propensas a desenvolver esse tipo de erosão.

A inflamação geralmente ocorre devido à fraqueza na barreira da mucosa que protege a parede do estômago. Normalmente essa fragilidade é provocada pela bactéria Helicobacter pylori, que habita justamente nessa região.

E quando isso acontece os sucos digestivos danificam os tecidos do órgão. É claro que outros vírus e bactérias provocam a infecção, por isso é fundamental contactar um especialista para averiguar a situação.

Em via de regra, os sinais aparecem como indigestão, perda de apetite, náuseas, vômitos, azia, queimação e dores abdominais.

Quais são os sintomas e as causas da úlcera?

Por outro lado, a úlcera pode surgir quando a gastrite não é tratada adequadamente. Mas outros fatores como estresse, determinados medicamentos, infecção da Helicobacter pylori, tabagismo, fatores genéticos, também integram a lista.

Nesse sentido ainda destacamos o consumo de álcool, drogas e alimentos industrializados, sobretudo, os gordurosos, açucarados, apimentados, cafeinados.

Em geral, nessa situação os pacientes apresentam forte dor abdominal, distensão abdominal, queimação na boca do estômago, além de enjoos, vômitos e fezes com sangue, devido ao sangramento da parede estomacal.

Como é feito o tratamento?

Em ambos os casos indicamos medicamentos que reduzem a acidez do estômago, portanto a aplicação de analgésicos e antibióticos são necessários.

Mas também prescrevemos os inibidores da bomba de prótons (IBP) — mais conhecidos como lansoprazol, pantoprazol, omeprazol, rabeprazol, esomeprazol.

No entanto, dependendo da gravidade, recomendamos a intervenção cirúrgica no caso da úlcera. Sobre isso, frisamos que raramente a operação é necessária, salvo em situações envolvendo perfurações, suspeita de câncer, hemorragia, recorrências graves, falta de resposta à terapia feita com medicamentos.

Mesmo que os sintomas de gastrite e úlcera se assemelhem, as condições de tratamento dependem dessa identificação, que é feita por meio de exames clínicos e endoscopia.

Além do mais, a automedicação não é recomendada. Por isso é fundamental que você procure o seu médico para obter uma avaliação pontual.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

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Pancreatite: sintomas, causas e tratamentos

Pancreatite: sintomas, causas e tratamentos

Em resumo, a pancreatite é uma inflamação que ocorre no pâncreas, que é uma glândula situada na região posterior do estômago, próximo ao duodeno. Normalmente ela é desencadeada pelo abuso de álcool. Porém, obviamente, outros fatores estão correlacionados.

Só para que você entenda melhor, o pâncreas é responsável pela produção de enzimas e hormônios. Ou seja, é ele que produz o suco pancreático com enzimas, que ajuda a quebrar gordura, carboidrato e proteína absorvidos pelo organismo.

Além disso, sua missão também inclui o controle de glicose no sangue. Portanto qualquer alteração nessa região provoca um grande desarranjo no nosso corpo. Neste artigo falamos mais a respeito. Leia até o final e fique por dentro!

Quais são os tipos de pancreatite?

Antes de adentramos nos sinais, é fundamental que você compreenda os tipos de pancreatite. Normalmente ela é aguda ou crônica e, em ambos os casos, a situação é grave, uma vez que quadros como esses podem culminar em complicações.

A pancreatite aguda, por exemplo, se manifestar gradualmente ou subitamente na parte superior do abdômen e se espalha para o dorso. Nesse caso, o paciente sente dores frequentes e acentuadas durante alguns dias.

O problema é agravado, na maioria dos casos após às refeições, por isso é uma condição que implica atenção médica imediata.

Em se tratando da crônica, a inflamação não apresenta melhora, tampouco cura. Ao contrário, as lesões se tornam permanentes e pioram com o passar do tempo. Normalmente os homens, entre 30 e 40 anos, são os mais afetados.

Quais são os sintomas?

A pancreatite aguda se manifesta a partir de febre, náuseas, vômitos, pulso acelerado, abdômen sensível e distendido. Nos casos mais graves, os pacientes ainda apresentam pressão baixa e desidratação.

Dependendo do caso, os pulmões, os rins e o coração podem falhar. Ou seja, isso aumenta o risco de morte, principalmente, se houver hemorragia no pâncreas.

Os indícios de uma inflamação crônica incluem diarreia, fezes gordurosas, náuseas, vômito e perda de peso. Nessa situação o emagrecimento ocorre porque as enzimas pancreáticas não são secretadas suficientemente para digerir os alimentos.

Quais são as possíveis causas?

Além do abuso de álcool, outros motivos contribuem nesse tipo de inflamação. Nesse caso destacamos algumas condições autoimune, desordens de cunho hereditário, determinados medicamentos, quantidade elevada de gordura e cálcio no sangue, fibrose cística, tabagismo, cálculos biliares, lesão no abdômen, cirurgia abdominal, câncer no pâncreas.

Como devemos tratar o problema?

A inflamação aguda, depois de diagnosticada, é tratada com soro intravenoso, medicamentos específicos e antibióticos, ou seja, é uma terapia que implica internação. Nesse momento a pessoa não pode ingerir nenhum alimento, seja ele sólido ou líquido, pois o pâncreas precisa descansar por alguns dias.

Agora, o recurso terapêutico da crônica envolve tratamento da dor, além de suporte nutricional e hidratação. Como o paciente perde muito peso, o uso de sonda nasoenteral é feito por alguns dias ou mesmo algumas semanas, dependendo do quadro.

Mas independentemente do tipo, recomendamos que os pacientes com pancreatite adquiram hábitos saudáveis e evitem o tabagismo e álcool.

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4 formas de prevenir o câncer de estômago

4 formas de prevenir o câncer de estômago

No Brasil, o câncer de estômago acomete 65% dos pacientes com mais de 50 anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Ele costuma ser o terceiro tipo mais comum entre os homens e o quinto entre as mulheres.

E as estimativas do INCA apontam que, neste ano, surgirão mais de 20 mil casos, sendo as maiores ocorrências entre os homens — quase 13.400 casos, contra 7.870 entre as mulheres.

O câncer de estômago, que também é chamado de câncer gástrico, normalmente não apresenta sintomas específicos, embora algumas características demonstrem sinais de alerta.

Por exemplo, sensação de estômago cheio, fadiga, perda de peso, vômito, falta de apetite, desconforto abdominal contínuo, além de vômitos com sangue — que ocorrem em apenas 15% dos casos. Quer descobrir como evita-lo? Confira o artigo até o final!

Mantenha o peso equilibrado

O excesso de gordura acumulada no corpo traz riscos à saúde, pois juntamente com o sobrepeso e a obesidade, outros problemas surgem. Inclusive essa condição aumenta consideravelmente o risco de tumores na vesícula e intestino. Portanto o melhor jeito de se manter longe dessa zona de perigo é também cuidando do peso.

Normalmente, a gordura é medida pelo Índice de Massa Corporal (IMC), no qual dividimos o peso do indivíduo pela altura dele ao quadrado.

Essa metodologia é um padrão usado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera os limites entre 18,5 e 24,9 kg/m2 normais. Acima disso a pessoa entra na categoria de sobrepeso (30 a 34,9 kg/m2) e obesidade mórbida (≥ 40 kg/m2).

Evite os maus hábitos

O consumo frequente de comidas industrializadas e bebidas alcóolicas favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer. Ou seja, os alimentos defumados, salgados, embutidos e em conserva deixam a saúde das pessoas vulneráveis.

Além disso, substâncias como nitritos e nitratos —muito usados em carnes curadas e também presentes em água de poço — elevam a possibilidade de manifestação da doença.

Ressaltamos ainda que o tabagismo, responsável pelo surgimento de diversos tipos de câncer, também deve ser evitado. Em contrapartida, a adoção de um estilo de vida mais saudável favorece à saúde e ajuda você na prevenção dessa neoplasia.

Conheça o histórico familiar

Os fatores genéticos também precisam ser observados com mais atenção pelo indivíduo, principalmente quando falamos de parentes de primeiro grau.

Mas, para além disso, você também deve se atentar para as doenças pré-existentes como infecções pela bactéria Helicobacter pylori, anemia perniciosa, metaplasia intestinal, gastrite atrófica.

Evite a exposição a determinados compostos químicos

Os agrotóxicos, assim como à exposição à radiação ionizante, óleos minerais, benzeno, hulha, alcatrão, entre outros também devem ser evitados.

No entanto, em caso de a exposição ser de cunho ocupacional, é fundamental que os trabalhadores utilizem os equipamentos de proteção, a fim de evitar o desenvolvimento do tumor.

O câncer de estômago, normalmente não apresenta sintomas, mas, apesar disso, É possível prevenir o aparecimento dele com algumas medidas preventivas.

Dentre as soluções de prevenção apresentadas, sugerimos ainda que você mantenha consultas regulares com o seu médico, pois dessa forma é possível obter a proteção a partir de um olhar treinado.

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Tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia videolaparoscópica

Tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia videolaparoscópica

A cirurgia videolaparoscópica é uma técnica minimamente invasiva que permite o acesso aos órgãos internos, a partir de pequenos cortes. Nesse procedimento utilizamos uma microcâmera ligada a um equipamento. Assim conseguimos ter uma visão mais ampla, profunda e detalhada da pélvica e cavidade abdominal.

Esse modelo de operação cumpre o objetivo de observar as estruturas existentes nessas regiões, a fim de remover ou corrigir as alterações. Nas mulheres essa técnica, normalmente, é usada para diagnosticar e tratar a endrometriose.

Contudo esse não é o único exame, visto que o diagnóstico também pode ser obtido por outros testes como ressonância magnética e ultrassonografia transvaginal. Quer saber mais? Continue lendo e fique por dentro!

Para que serve a cirurgia videolaparoscópica?

Como ressaltamos, essa operação pode ser utilizada tanto no diagnóstico quanto no tratamento. Então, frequentemente, no primeiro caso, a utilizamos para investigar tumor abdominal, gravidez ectópica, endometriose, doenças ginecológicas, biópsia ovariana, dor abdominal crônica sem causa aparente; problemas na vesícula e no apêndice, síndrome aderencial, doença peritoneal.

Agora, no que tange ao tratamento, a prática é indicada para histerectomia total, retirada de aderências, tratamento de hidrossalpingite, correção de hérnia, cirurgia ginecológica, retirada de lesões ovariana, tratamento de distopias genitais, laqueadura das trompas, retirada de mioma, retirada da vesícula e do apêndice.

Como o procedimento é realizado?

Embora a cirurgia videolaparoscópica seja um procedimento minimamente invasivo, a operação é realizada sob anestesia geral, uma vez que realizamos um pequeno corte na área próxima do umbigo. Ou seja, local por onde introduzimos um tubo com a microcâmera.

Além dessa abertura, ainda realizamos pequenas incisões na parte abdominal para passarmos outros pequenos instrumentos, que fazem a exploração das regiões abdominal e pélvica. No caso, a microcâmera é usada no intuito de avaliarmos e monitorarmos todo o interior da área abdominal.

Quais são os cuidados necessários durante a recuperação?

Em comparação com a cirurgia convencional, esse modelo de operação é melhor porque cortamos menos e o sangramento também é mínimo. Então, o prazo de recuperação é curto, entre 7 e 30 dias.

Dependendo do tipo de tratamento aplicado. Isso permite que o paciente retome as suas atividades gradativamente, desde que as recomendações médicas sejam seguidas.

Destacamos que depois da intervenção cirúrgica é habitual que o paciente se sinta enjoado, inchado e com vontade de vomitar. Também é normal a sensação de intestino preso e as dores no abdômen e nos ombros.

Por isso recomendamos descanso absoluto durante esse período. Ou seja, os pacientes devem evitar esforços como atividades físicas, dirigir, arrumar a casa, subir e descer escadas, relações sexuais, entre outros, por pelo menos 30 dias.

Nesse momento indicamos apenas alterar o descanso com caminhadas leves e curtas, uma vez que elas ajudam a eliminar os gases que ficam acumulados na parte abdominal.

Além disso, essa prática é excelente para melhorar a circulação sanguínea e garantir o bom funcionamento dos tecidos que foram afetados durante a operação.

De modo geral, a cirurgia videolaparoscópica traz resultados satisfatórios e oferece menos riscos aos pacientes. No entanto por haver necessidade de aderência e extração de tecidos — em alguns casos — o repouso é fundamental durante o processo de cicatrização.

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Tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia metabólica

Tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia metabólica

Quase 20% dos brasileiros adultos estão obesos, conforme relatou a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

E, para agravar a situação, 12,5 milhões de pessoas aqui também estão diabéticas, de acordo com o Ministério da Saúde. Mas o que isso tem a ver com a cirurgia metabólica?

Adiantamos que a cirurgia metabólica ajuda os pacientes a obterem mais saúde, uma vez que ela é usada com o objetivo de controlar doenças como hipertensão, colesterol, esteose hepática, além de diabetes e obesidade. Quer saber como essa técnica funciona? Leia tudo para descobrir!

O que é cirurgia metabólica?

Basicamente é uma técnica de cirurgia bariátrica, cujo objetivo principal é o controle de doenças. Ou seja, nesse caso tratamos patologias como refluxo gastroesofágico, apneia, gordura no fígado, triglicérides alterado , em vez de focarmos na redução de peso corporal.

Tal método é regulado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) há mais de 10 anos e já ajudou milhares de pessoas ao longo do tempo. E, nos dias atuais, essa técnica é oportuna, visto que o contexto da saúde no Brasil apresenta vulnerabilidades nos aspectos em que ela se aplica.

Para quem ela é indicada?

Em via de regra, essa cirurgia é indicada para os pacientes que apresentam Índice de Massa Corpórea (IMC) superior a 30, cujo tratamento medicamentoso não apresenta o resultado esperado.

Ou seja, quando eles já estão obesos e não conseguem controlar o índice glicêmico, dentre outras síndromes metabólicas associadas, apenas usando remédios.

Apesar de essa recomendação parecer geral, outros critérios também precisam ser avaliados pelo especialista, uma vez que há exceções e elas merecem ser observadas atentamente.

Por exemplo, para que o candidato seja aprovado é fundamental que ele já tenha a doença por cerca de 2 anos ou mais. E, além do IMC recomendado, a idade dele precisa estar entre 30 e 70 anos.

Outro ponto importante tem a ver com o prazo máximo da patologia, já que o processo de remissão também depende disso. Nesse caso, o limite para que o candidato seja considerado adequado é de no máximo 10 anos com a enfermidade.

Quais são os benefícios?

Quando falamos de vantagens, esse procedimento é bem significativo à saúde do paciente, porque ele ajuda a controlar as doenças relacionadas à obesidade.

Portanto a técnica minimiza consideravelmente os impactos da diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, por exemplo. Dessa forma conseguimos prevenir possíveis complicações nos pacientes diabéticos, sobretudo quando falamos do risco de eles desenvolverem outras doenças ligadas.

A cirurgia metabólica, embora promova benefícios relevantes como o controle e a remissão de doenças, não deve ser tratada como uma terapia isolada.

Ou seja, depois da intervenção cirúrgica é muito importante que os pacientes adotem um estilo de vida saudável, uma vez que esse é um trabalho multidisciplinar, que depende de outros cuidados para apresentar resultados satisfatórios.

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A importância do acompanhamento psicológico após a realização da cirurgia bariátrica

A importância do acompanhamento psicológico após a realização da cirurgia bariátrica

Entre 2011 e 2018 foram realizadas quase 64 mil operações de redução de estômago no Brasil. Isso quer dizer que a procura pela cirurgia bariátrica cresceu 84,73%, segundo informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Vale ressaltar que a última Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apontou que 41,6 milhões de brasileiros estão acima do peso e que 13,6 milhões estão obesos.

Logo, esse cenário contribui para que mais pessoas busquem a intervenção cirúrgica como forma de perder peso rapidamente.

Apesar de as metodologias atuais mostrarem resultados significativos, ressaltamos que esse procedimento não mexe apenas com o corpo, mas também com a mente do paciente.

Por isso é fundamental que os interessados nesse tipo de intervenção busquem ajuda psicológica, sobretudo no pós-operatório. Neste artigo explicamos o porquê disso. Confira!

Qual é o papel do psicólogo nesse processo de readequação?

O processo que envolve uma cirurgia bariátrica é multidisciplinar, então, além do cirurgião, o paciente contará com uma equipe diversificada, sendo o psicólogo um dos integrantes.

Portanto a missão desse profissional é minimizar ao máximo as adversidades, facilitando a adaptação da pessoa operada. Por exemplo, em alguns casos, o paciente precisará de ajuda para recompor sua nova imagem corporal e é exatamente aí que o acompanhamento psicológico entra em cena para auxiliá-lo.

Isso quer dizer que o psicólogo o ajudará a lidar com as vantagens, desvantagens e consequências desse tipo de mudança, uma vez que as transformações também implicam medo, angústia, estresse e expectativa.

Por que o acompanhamento psicológico é importante?

Primeiramente, na maioria dos casos, o emagrecimento não está apenas relacionado à perda de peso. Para o paciente, isso também representa uma mudança no estilo de vida, que implica estética, mas vai além disso. Afinal a mudança exige uma ressignificação da própria pessoa.

Por isso, mesmo que o emagrecimento solucione a maior parte dos problemas, destacamos que alguns pacientes podem ter dificuldades de reorganização de imagem durante a transformação do corpo.

Além disso, eles também terão que lidar com outros desafios, que o pós operatório apresentam, como, o excesso de pele que acaba ficando após a realização do procedimento.

Isso quer dizer que quanto mais peso eles perderem, consequentemente, maior também será a quantidade de pele que tomará conta do corpo deles. Ou seja, eles poderão sair de um transtorno estético para cair em outro, por exemplo.

Como a família pode ajudar?

Assim como o suporte psicológico é importante, o auxílio da família contribui potencialmente na fase de reorganização de imagem, visto que o apoio prestado pelos familiares contribui no sentido de deixá-los menos ansiosos, estressados, preocupados, insatisfeitos.

Mas não para por aí, porque os membros da família também desempenham o papel de encorajá-los a cumprir toda a prescrição médica no pós-operatório da cirurgia bariátrica.

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Mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica

Mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica se tornou um dos procedimentos mais procurados no Brasil nos últimos anos, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCBM), que comprovou o aumento de quase 85%. Complementar a isso, destacamos também o crescimento de obesos por aqui, sobretudo entre crianças e adolescentes.

Evidentemente, esse procedimento muda a vida das pessoas em diversos aspectos, mas também é preciso cuidado antes de implementá-lo, já que ele também mexe com a cabeça dos pacientes. Nesse caso, a fim de esclarecer alguns mitos e verdade sobre o tema, escrevo este artigo. Leia até o final e fique por dentro!

Qualquer pessoa acima do peso pode se submeter a ela?

Mito. Dependendo do tipo de cirurgia bariátrica e do resultado esperado, a técnica pode ser invasiva. Ou seja, ela pode trazer alguns riscos e complicações aos pacientes.

Por isso, antes de o médico orientá-los sobre o método mais adequado, eles são submetidos a vários procedimentos preliminares.

Por exemplo, os candidatos que apresentam algum tipo de alergia, relacionado às substâncias dos medicamentos usados durante e depois do processo, são invalidados.

Da mesma forma aqueles que demonstram instabilidade emocional, depressão, doenças cardíacas, entre outras patologias que podem complicar a operação.

Isso também se estende às pessoas que são viciadas em substâncias, já que essas condições, de certa forma, comprometem o sucesso do tratamento.

Além disso, o procedimento não é recomendado às crianças e aos adolescentes, uma vez que esse grupo passa por um período de grandes transformações ligadas ao crescimento.

É claro que havendo risco para a vida do paciente, a técnica pode ser realizada, depois de uma avaliação médica criteriosa.

O processo não é multidisciplinar

Mito. Embora o cirurgião seja o profissional que, de fato, realize a operação. O processo de uma cirurgia bariátrica envolve um corpo de profissionais multidisciplinares.

Portanto, trata-se de um trabalho em equipe que inclui uma equipe com gastroenterologista, nutricionista, psicólogo, psiquiatra, entre outros.

Alguns pacientes podem desenvolver anemia

Verdade. Essa predisposição atinge mais as mulheres, em virtude da menstruação, que leva à perda de ferro. Mas os pacientes, cuja dieta é pobre em carne vermelha também estão sujeitos. Nesse a solução consiste no consumo de alimentos ricos em ferro, além de suplementos vitamínicos.

O procedimento força o paciente a comer menos

Verdade. Dependendo do formato da operação, o percentual de redução do estômago é maior. O método Bypass gástrico é um exemplo disso, porque o paciente elimina 40% a 45% de seu peso inicial.

Logo essa é uma mudança estrutural invasiva muito eficiente nesse sentido. Além disso, outras mudanças fisiológicas, hormonais acontecem depois que a cirurgia é implementada.

Isso sem falamos da nova sinalização do sistema digestivo para o cérebro, na qual é entendido que certas alterações ocorridas ali.

De certo modo, a cirurgia bariátrica promove mais saúde e bem estar para o paciente. E, de certo modo, isso acaba se tornando a solução para quem precisa perder peso rápido.

Em contrapartida, é fundamental que os candidatos a esse tipo de procedimento busquem esclarecimentos, a fim de eliminar qualquer dúvida a respeito.

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Quais as diferenças entre sobrepeso e obesidade?

Quais as diferenças entre sobrepeso e obesidade?

De uns tempos para cá, uma parcela significativa de brasileiros adotou hábitos mais saudáveis como forma de melhorar a qualidade de vida deles.

Inclusive, a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) constatou que 24,1% da população passou a se exercitar mais nos últimos anos.

Ou seja, essas mudanças no comportamento das pessoas têm impactado positivamente quando falamos de sobrepeso e obesidade.

No entanto, mesmo que esses resultados favoreçam à saúde de muita gente, ressaltamos que há muito a ser feito. Pois, o número de brasileiros com sobrepeso ainda é relevante e preocupante. Conforme a Vigitel, cerca de 55,7% estão acima do peso e a quantidade de obesos chega a quase 20%.

Isso quer dizer que se esses registros não forem revertidos, em pouco tempo teremos uma população mais doente. Então, no intuito de ajudar você a se prevenir, neste artigo, contamos como diferenciar essas categorias. Fique por dentro!

O que é sobrepeso?

Trata-se da quantidade de peso considerada excessiva quando observamos a idade, o peso e a altura do indivíduo. Essa classificação, normalmente, é obtida por meio do Índice de Massa Corporal (IMC).

O cálculo é feito com base na divisão do peso e da altura elevada ao quadrado. Ou seja, se pegarmos uma pessoa com 1.70m, pesando 70 kg, por exemplo, o resultado final, para ser considerado ideal, deve ser de 24.22, uma vez que 70 dividido por (1.70)² resulta nesse valor.

Isso quer dizer que qualquer valor abaixo ou acima disso precisa ser analisado por um especialista, a fim de que ele possa implementar as medidas mais adequadas para o paciente. Entretanto, ressaltamos que valores entre 25 e 29,9 são considerados sobrepeso.

O que é obesidade?

A obesidade, por sua vez, é um distúrbio mais grave, já que ela aumenta o risco de problemas à saúde. Em mais palavras, isso também tem a ver com o excesso de peso.

Porém nesse contexto, o acúmulo de gordura corporal abre precedentes no que tange ao desenvolvimento de doenças do coração, diabetes, derrame, artrite, doenças crônicas, pressão alta, apneia. Enfim, nesse quadro, a saúde do paciente se torna mais vulnerável.

Na tabela do IMC, a obesidade grau 1 fica entre 30 e 34,9; ao passo que a grau 2 é medida entre 35 e 39,9. Enquanto que a grau 3 acima de 40. No último caso, tratamos como obesidade mórbida, que é aquela que aumenta consideravelmente o risco de morte.

Como podemos prevenir?

A adoção de hábitos saudáveis conta muita nesse processo de perda de peso, então a prática de atividade físicas, combinada com um cardápio saudável, rico dos nutrientes necessários para o nosso corpo é fundamental.

Afinal, o sedentarismo aliado ao consumo de alimentos industrializados, gordurosos e potentes em carboidratos prejudicam sobremaneira o nível de IMC ideal.

Aliás, a diferença entre sobrepeso e obesidade é sutil. Contudo, em ambos os casos os riscos são iminentes. Portanto cada pormenor merece atenção, visto que, na maioria das vezes, o ganho de peso está relacionado aos hábitos que prejudicam à saúde.

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Quais as contraindicações da cirurgia bariátrica?

Quais as contraindicações da cirurgia bariátrica?

Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou que mais da metade da população brasileira está acima do peso e os adultos representam 20% desse montante. Talvez, esse seja um dos motivos que fez o número de cirurgias bariátricas aumentarem quase 85%. Ou seja, mais pessoas estão buscando esse recurso para conseguirem acelerar a perda de peso.

Embora, os impactos gerados por técnica sejam promissores para muitos pacientes, é fundamental dizer que nem todas as pessoas estão habilitadas para esse processo. Afinal, vários fatores devem ser considerados antes de alguém se submeter a ela. Então, pensando nisso, ressalto a contraindicações para quem está pensando em realizar esse tipo de operação.

Instabilidade emocional

Antes de qualquer coisa é importante que você saiba que emagrecer também mexe com a cabeça das pessoas. Dessa forma, mesmo que esse método seja a solução para muita gente emagrecer satisfatoriamente, cada caso precisa ser avaliado criteriosamente.

Por exemplo, algumas pessoas, por conta da instabilidade emocional, podem apresentar dificuldades seguir as orientações dietéticas pós-operatórias e essa atitude pode dificultar o acompanhamento médico adequado. Da mesma forma, os indivíduos que fazem uso de drogas e álcool também não estão habilitados, até que consigam superar a dependência química.

Nessa categoria incluo os pacientes com depressão endógena, que é a condição que não apresenta princípios externos, aparentemente, mas é caracterizada por fatores hereditários e biológicos.

Manifestação alérgica

Os pacientes sensíveis a qualquer tipo de substância medicamentosa utilizada nesse processo, também entra no rol das contraindicações. Por isso todos os testes ou exames devem ser implementados para que eles tenham a segurança necessária antes, durante e depois da operação.

Problemas de saúde

Obviamente, os problemas de saúde também podem impedir a realização da cirurgia bariátrica, sobretudo os cardíacos e ainda aqueles com doenças cardiopulmonares severas, pois essas características representam risco.

Mas isso não é tudo, uma vez que pacientes com varizes esofágicas, inflamações no trato digestivo superior, hérnia hiatal volumosa, doenças imunológicas, entre outros, estão desqualificados para essa intervenção. O motivo sobre isso é porque existe uma predisposição de riscos e sangramento digestivo.

Faixa etária

O número de crianças e adolescentes acima do peso no Brasil é preocupante, pois, somados eles representam cerca de 62,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo que essa quantidade seja significativa, ressaltamos que a cirurgia bariátrica não é recomendada para crianças e adolescentes por uma série de motivos.

Primeiro porque essa é uma fase repleta de transformações e o desenvolvimento ósseo deles ainda está em pleno vapor. Dessa forma a operação não é recomendada para os pacientes que estão na fase de crescimento.

Mas, apesar de todos os contras, algumas cirurgias nesse sentido vêm sendo implementadas devido ao aumento considerável de crianças e adolescentes obesos. Pois 9,2% já apresentam obesidade grave, que compromete a saúde deles.

Quando se trata de cirurgia bariátrica, recomendamos ajuda profissional especializada, pois somente os profissionais qualificados têm condição de avaliar o quadro de cada paciente. Então, é fundamental pesquisar antes de bater o martelo.

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Quando a Cirurgia do Refluxo Gastroesofágico é indicada?

Quando a Cirurgia do Refluxo Gastroesofágico é indicada?

Popularmente conhecida como azia, o refluxo gastroesofágico, é caracterizado quando o conteúdo gástrico — formado por bile e ácido —, retorna para o esôfago. É importante destacar que a mucosa do esôfago não é apta para receber essa substância irritante, que, consequentemente, também alcança a boca e provoca outras alterações pontuais nos dentes.

Além disso, esse transtorno pode atingir os pulmões, a laringe, inclusive, provocar tosse seca e dor torácica acentuada.

Geralmente cerca de 20% dos adultos sofrem com esse distúrbio, que, inclusive, é comum entre as crianças pequenas, uma vez que elas ainda apresentam fragilidade de tecidos entre esôfago e estômago.

Mas, isso não chega a ser algo grave, porque esse problema desaparece espontaneamente na maioria dos casos. Porém, neste artigo, explico quando a situação é motivo de preocupação e passível de cirurgia. Leia e fique por dentro!

Quais são as causas?

Os motivos mais comuns, certamente, estão relacionados à vulnerabilidade das estruturas existentes no local, bem como algumas alterações ocorridas no esfíncter, que é o elemento que separa estômago e esôfago. Afinal de contas, o esfíncter funciona como uma espécie de válvula que ajuda a evitar o retorno dos alimentos.

A hérnia de hiato, também está relacionada a isso, uma vez que ela provoca o deslocamento do estômago e esôfago.

Nesse rol de incidências, também incluímos os maus hábitos (consumo de bebidas alcóolicas, cigarros e drogas), o excesso de peso e o uso de alguns medicamentos como antidepressivos, anti-histamínicos, progesterona, nitratos. Em acréscimo também vale evidenciar a lentidão digestiva provocada por diabetes.

Quais são os sintomas?

Um sinal bastante comum é a sensação de queimação. Contudo, a azia, em alguns casos, também pode vir acompanhada de dor e sensação de nó na garganta, náusea, tosse, otite, dificuldade para engolir, dor torácica acentuada, erosão dentária, afta, pigarro, sinusite, doenças pulmonares (asma, pneumonia, bronquite), além de outros sinais já citados.

Como é feito o diagnóstico?

Depois de avaliar a condição do paciente, o especialista poderá solicitar ou não um exame de endoscopia digestiva alta, já que ele não é necessário em alguns casos. Por exemplo, na falta de evidências alarmantes, o médico pode optar por uma terapia de medicamentos e ajustes pontuais na dieta, a fim de que a doença recue.

No entanto, se essas intervenções não forem suficientes, outros exames complementares poderão ser prescritos para averiguar alterações graves, o que inclui endoscopia digestiva alta, impedanciometria esofágica, esofagomanometria.

Quando a cirurgia é necessária?

O refluxo gastroesofágico pode trazer complicações quando não tratado adequadamente. Por exemplo, em alguns casos recorrentes, os pacientes podem apresentar inflamação e estreitamento do esôfago, úlceras, anemia ferropriva, hemorragia, alterações anormais nas células do esôfago e, consequentemente, câncer de esôfago.

Então, dependendo do caso e da gravidade, o uso de medicação, apenas, não é o suficiente, sendo necessária a intervenção cirúrgica. Ou seja, a operação é recomendada quando as demais terapias não surtem o efeito esperado, após 3 meses, por exemplo.

Os sintomas de refluxo gastroesofágico precisam ser observados com atenção e havendo persistência, é fundamental que o paciente busque ajuda especializada para que a situação seja analisada da forma mais apropriada. Pois, na medida que os indícios sem serem examinados, o risco de complicações aumenta.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos