Dr. Rodrigo Gui Queiroz

Obesidade infantil: quais medidas tomar junto ao gastrocirurgião

Obesidade infantil: quais medidas tomar junto ao gastrocirurgião

A prevalência de obesidade infantil aumentou bastante nas últimas décadas. Afetou meninos e meninas em todos os grupos raciais e étnico. Assim, trouxe comorbidades que, no passado, só eram observadas em adultos.

A obesidade pediátrica é a questão de saúde pública mais alarmante que o mundo enfrenta atualmente. Modificações no estilo de vida para reverter a obesidade são consideradas a pedra angular do tratamento. Entretanto, a adesão é geralmente fraca e os resultados podem ser mínimos. Assim, as crianças estão recorrendo à cirurgia bariátrica como tratamento para a obesidade e suas complicações.

A taxa de sucesso a longo prazo, as consequências e os riscos para crianças e adolescentes ainda são desconhecidos. Da mesma forma, o é a taxa de conformidade com as modificações dietéticas necessárias após os procedimentos. No entanto, é preciso consultar um gastrocirurgião para discutir quais medidas tomar.

Quando uma criança é examinada pela primeira vez pelo pediatra ou médico de cuidados primários, a família pode esperar uma avaliação completa. Detalha-se a ingestão de alimentos, o nível de atividade física, o sangue e outros fatores. Após coletar essas informações, o médico poderá começar a discutir as opções de tratamento.

Medidas como alterações comportamentais e de estilo de vida funcionam para a maioria das crianças acometidas pela obesidade e ajudam a melhorar sua saúde. No entanto, há crianças afetadas pela obesidade grave que precisam de um tratamento mais agressivo, como a cirurgia bariátrica.

Cirurgia

A cirurgia comumente realizada em adultos com obesidade grave, geralmente produz perda de peso duradoura. Como resultado, também melhora muitas comorbidades como diabetes tipo 2, pressão alta, apneia do sono bem como outras doenças.

O objetivo da cirurgia bariátrica é proporcionar o maior benefício possível com o menor risco. Com isso em mente, muitos estudos foram realizados para avaliar os resultados após a cirurgia bariátrica infantil e há outros em andamento.

Nos Estados Unidos, a Academia Americana de Pediatria agora recomenda que a cirurgia metabólica e bariátrica deve ser considerada uma opção de tratamento seguro para crianças e adolescentes com obesidade grave. Além disso, deve ser coberta por planos de saúde.

Compulsão alimentar e distúrbios como a bulimia têm sido observados em alguns adolescentes obesos que desejam realizar a cirurgia bariátrica. Os distúrbios alimentares são bastante graves. Entretanto, os resultados após a cirurgia bariátrica em adolescentes nessa condição não foram estudados. Por isso, a cirurgia bariátrica em adolescentes com esses distúrbios geralmente é desencorajada. A menos que o problema tenha sido tratado adequadamente e esteja bem controlado.

Acompanhamento multidisciplinar

Dependendo das necessidades do adolescente, uma equipe multidisciplinar pode ser útil para desenvolver um plano de tratamento específico. É importante que seja composta por um médico, um nutricionista, um profissional de saúde mental, um gastroenterologista e um especialista em exercícios. As ações podem incluir:

– aconselhamento nutricional e modificação da qualidade da dieta e conteúdo calórico;

– aumento da atividade física;

– alteração de comportamento para abordar a autoestima e atitudes em relação à comida;

– terapia individual ou em grupo focada na mudança de comportamentos e no enfrentamento de sentimentos relacionados ao peso e a problemas normais de desenvolvimento;

– aconselhamento familiar com o intuito de ajudar a apoiar mudanças em casa.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Obesidade, Todos
Exames pré-operatórios para cirurgia de refluxo gastroesofágico

Exames pré-operatórios para cirurgia de refluxo gastroesofágico

Existem várias indicações para cirurgia antirrefluxo, mas a principal é a doença do refluxo gastroesofágico refratária à terapia médica. Essa cirurgia tem o papel mais forte para os indivíduos acometidos. Certamente não é uma opção de tratamento de primeira linha para a doença do refluxo gastroesofágico e não é eficaz para todos. Como em toda cirurgia, os exames pré-operatórios são de extrema importância.

Em geral, o objetivo específico da avaliação esofágica pré-operatória é verificar a adequação do candidato ao procedimento. Ou seja, averiguar se há evidência objetiva da doença do refluxo gastroesofágico e descartar as contra-indicações ao procedimento, como câncer de esôfago.

Principais exames pré-operatórios

Não há consenso absoluto sobre quais exames são necessários para os candidatos à cirurgia antirrefluxo. De fato, há bastante variação na definição dos testes necessários. Geralmente, são realizados quatro deles para avaliar um indivíduo para o procedimento.

Endoscopia digestiva alta

Norlamente, a endoscopia digestiva alta é o teste mais importante. É realizada para investigar a incidência de esôfago de Barrett, esofagite, câncer de esôfago ou qualquer anormalidade que possa alterar o plano operatório. A endoscopia digestiva alta também oferece informações anatômicas, incluindo a ocorrência e o tamanho de uma hérnia hiatal.

Manometria esofágica

Alguns especialistas consideram a manometria esofágica o único teste absolutamente necessário. Em geral, porque é importante descartar distúrbios graves da motilidade esofágica, particularmente a acalasia, que é uma contra-indicação absoluta à cirurgia anti-refluxo.

Teste de pH

O teste de pH é necessário para se obter evidência objetiva da doença do refluxo gastroesofágico na maioria dos indivíduos. No entanto, se houver confirmação de esofagite por biópsia ou esôfago de Barrett na endoscopia digestiva alta, ela poderá consistir evidência objetiva. Contudo, muitos médicos normalmente solicitam um estudo de pH. O intuito é obter uma linha de base para a exposição ao ácido esofágico antes de realizar a cirurgia. Os cirurgiões preferem realizá-los na ausência de terapia com inibidores da bomba de prótons.

Série gastrointestinal superior (UGI)

Finalmente, a série gastrointestinal superior (UGI) também é útil para prover informações anatômica. Seu papel mais útil é, principalmente, a definição de uma hérnia hiatal. A hérnia hiatal também pode ser identificada na endoscopia digestiva alta ou na manometria esofágica de alta resolução. No entanto, a sua configuração anatômica exata e seu tamanho são mais bem definidos por uma série UGI de bário. Apesar disso, não há acordo universal sobre o uso de uma série UGI nesses indivíduos.

Considerações sobre os testes

Geralmente, os médicos pedem que seja feita a endoscopia digestiva alta em primeiro lugar. A série UGI também seria importante se um houvesse um procedimento antirrefluxo com falha, a fim de definir o mecanismo da falha. A manometria esofágica e o teste de pH geralmente são realizados por último e em conjunto.

No caso de disfagia grave cujos resultados da endoscopia digestiva alta sugerem uma forma de compressão extrínseca no lúmen esofágico, uma tomografia computadorizada (TC) pode ser útil para uma avaliação mais aprofundada.

A intolerância pode ser um fator tanto no teste de pH quanto na manometria esofágica. Embora a manometria esofágica, particularmente a de alta resolução, dure apenas aproximadamente 10 a 15 minutos (o que é uma de suas vantagens), aproximadamente 2% a 3% dos candidatos são intolerantes ao procedimento (que é uma limitação importante). Se um indivíduo não tolerar manometria, provavelmente ele também não tolerará o procedimento de pH da sonda de arame.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos
Obesidade x sobrepeso: você sabe a diferença?

Obesidade x sobrepeso: você sabe a diferença?

O termo obesidade é muito discutido e, às vezes, pode não estar claro o que significa. Refere-se a alguém que está acima do peso ou tem algum excesso de peso a perder? Ou é mais do que isso? Há uma definição médica de obesidade, bem como para o termo excesso de peso.

A definição médica para excesso de peso é baseada no índice de massa corporal (IMC). O IMC é medido em unidades de kg/m2, o que significa que requer altura e peso para o cálculo. Dessa forma, o excesso de peso é definido por um IMC de 25,0 a 29,9 kg/m2. O peso normal é definido por um IMC entre 18,5 e 24,9 kg/m2. Estar abaixo do peso se define por um IMC menor que 18,5 kg/m2.

Assim como no excesso de peso, a definição médica para obesidade depende do cálculo do IMC. Para ser classificado como obeso, o indivíduo deve apresentar IMC igual ou superior a 30,0. O IMC de 40,0 ou superior é classificado como obesidade mórbida. É, então, recomendado pelas diretrizes nacionais como ponto de corte para identificar indivíduos elegíveis à cirurgia bariátrica.

Deve-se notar, no entanto, que certos atletas altamente musculosos podem apresentar IMC alto devido ao seu maior peso muscular e não à gordura corporal. Assim, o IMC deve fazer parte de uma avaliação clínica maior.

Por que isso importa?

Muitos estudos já mostraram que, à medida que o IMC aumenta, piora a saúde, considerando-se doenças como câncer, cardiovasculares, apneia obstrutiva do sono, diabetes, pressão alta e outras, bem como a morte prematura. A definição clínica de obesidade (IMC de 30,0 ou superior) é, ainda, usada em muitos casos para determinar as opções de tratamento apropriadas.

Em 2013, a American Medical Association (AMA) declarou oficialmente a obesidade como uma doença, reconhecendo o “enorme impacto humanitário e econômico da obesidade como requerendo cuidados médicos, pesquisa e atenção educacional de outras importantes doenças médicas globais”.

Também em 2013, a American Heart Association, o American College of Cardiology e a Obesity Society divulgaram novas diretrizes de obesidade há muito esperadas, que foram publicadas como diretrizes para o gerenciamento de sobrepeso e obesidade em adultos.

Espera-se que o impacto do reconhecimento oficial da obesidade como uma doença crônica não apenas aumente a conscientização do problema entre o público em geral, mas também consiga impactar as políticas em todos os níveis.

Obesidade no Brasil

De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em 2019 pelo Ministério da Saúde, a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018.

O estudo mostra que, no período, houve alta do índice de obesidade em duas faixas etárias: pessoas com idade que variam de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos. Nesses grupos, o indicador subiu, respectivamente, 84,2% e 81,1% perante 67,8% de aumento na população em geral. A capital com o menor índice de obesidade foi São Luís, com 15,7%. Na outra ponta, está Manaus, com 23% de prevalência.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Obesidade, Todos
O que são graus de obesidade?

O que são graus de obesidade?

A obesidade é uma doença caracterizada pelo acumulo excessivo de gordura corporal. Dessa forma, aumenta a chance de se desenvolverem problemas de saúde. Os graus de obesidade ajudam a definir os riscos dessa condição e a melhor forma de tratamento.

A prevalência da obesidade voltou a crescer no Brasil, conforme a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, do Ministério da Saúde. De acordo com os dados da pesquisa, houve aumento de 67,8% no número de obesos nos últimos treze anos, saindo de 11,8% em 2006 para 19,8% em 2018. Nos últimos três anos, o Brasil apresentava taxa estáveis da doença. Desde 2015, a prevalência de obesidade se manteve em 18,9%.

Em 2018, os dados também apontaram que o crescimento da obesidade foi maior entre os adultos de 25 a 34 anos e 35 a 44 anos, com 84,2% e 81,1%, respectivamente. Apesar de o excesso de peso ser mais comum entre os homens, em 2018, as mulheres apresentaram obesidade ligeiramente maior (20,7%) do que os homens (18,7%).

Três fatores podem ser consideradas para determinar se a gordura corporal de uma pessoa oferece maior chance de desenvolver doenças relacionadas à obesidade:

  • índice de massa corporal (IMC);
  • tamanho da cintura;
  • outros fatores de risco que a pessoa apresenta (um fator de risco é algo que aumenta a chance de contrair uma doença).

Graus de obesidade

O IMC é uma escala que ajuda médicos e outros profissionais de saúde a determinar se uma pessoa está dentro de uma faixa de peso saudável e os graus de obesidade. Especialistas determinam se uma pessoa está acima do peso de acordo com o IMC. Esse índice estima o nível de gordura corporal com base na altura e peso. A partir de 25.0, quanto maior o IMC, maior será, então, o risco de desenvolver problemas de saúde relacionados à obesidade.

O IMC é classificado da seguinte forma:

  • Normal: 19,0 a 24,9;
  • Excesso de peso: 25,0 a 29,9;
  • Obesidade estágio 1: 30,0 a 34,9;
  • Obesidade estágio 2: 35,0 a 39,9;
  • Obesidade mórbida estágio 3: 40,0 ou superior.

Quanto maior o grau de obesidade de uma pessoa, maior o risco de derrame – acidente vascular cerebral (AVC) -, independentemente do sexo ou raça. Entretanto, o AVC é mais provável entre negros obesos do que brancos obesos. Os efeitos da obesidade na incidência de AVC estão provavelmente relacionados ao aumento da incidência de fatores de risco cardiovascular, como pressão alta e diabetes, por exemplo.

Dessa maneira, pessoas com graus de obesidade mais altos têm maior chance de desenvolver outros problemas de saúde, tais como:

  • glicemia alta (açúcar) ou diabetes;
  • pressão alta (hipertensão);
  • colesterol alto no sangue e triglicerídeos (dislipidemia ou gorduras no sangue);
  • ataque cardíaco devido a doença cardíaca coronária, insuficiência cardíaca e derrame;
  • problemas ósseos e articulares, uma vez que mais peso exerce pressão sobre os ossos e articulações, o que pode levar à osteoartrite, uma doença que causa dor e rigidez nas articulações;
  • parada de respiração durante o sono (apneia do sono), o que, em suma, pode causar fadiga ou sonolência diurna, pouca atenção e problemas no trabalho;
  • cálculos biliares e problemas de fígado;
  • alguns tipos de câncer.

Fatores de risco

Mulheres com um tamanho de cintura maior que 89 centímetros e homens com um tamanho maior que 102 apresentam risco aumentado de doença cardíaca e diabetes tipo 2. Assim como pessoas com corpo em forma de maçã (cintura maior que os quadris) apresentam o mesmo risco.

Ter um fator de risco não significa certeza de desenvolver a doença, mas aumenta a chance. Entretanto, quanto mais fatores de risco tem um indivíduo, maior a probabilidade de desenvolver a doença ou o problema de saúde. Alguns deles, como idade, raça ou histórico familiar, não podem ser alterados.

O risco de desenvolver problemas de saúde como, por exemplo, doenças cardíacas, AVC e distúrbios renais, aumenta se o indivíduo é obeso e tem os seguintes problemas:

  • pressão alta (hipertensão);
  • colesterol alto no sangue ou triglicerídeos;
  • glicemia alta (açúcar), um sinal de diabetes tipo 2.

Outros fatores de risco para doenças cardíacas e AVC, no entanto, não causados ​​pela obesidade são:

  • ter um membro da família com menos de 50 anos com doença cardíaca;
  • ser fisicamente inativo ou ter um estilo de vida sedentário;
  • fumar ou usar produtos de tabaco de qualquer tipo.

Em suma, muitos desses fatores de risco podem ser controlados, alterando-se o estilo de vida. O médico pode ajudar o indivíduo obeso a iniciar um programa de perda de peso. Pode-se, por exemplo, definir um objetivo inicial de perder 5% a 10% do peso atual. Isso reduzirá significativamente o risco de desenvolver doenças relacionadas à obesidade.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Obesidade, Todos
Tudo que você precisa saber sobre obesidade mórbida

Tudo que você precisa saber sobre obesidade mórbida

No Brasil, estima-se que entre 0,5% a 1% da população tenha obesidade grau III, ou obesidade mórbida. Esse número, entretanto, já foi muito menor. Desde a década de 70 até hoje, estima-se que a quantidade de obesos mórbidos no Brasil aumentou 255%. A obesidade mórbida também é comum nos Estados Unidos, afetando mais de 7% das mulheres e pelo menos 5% dos homens. Lá, a prevalência de obesidade grau III é de cerca de 4,7% da população.

Definição de obesidade mórbida

Assim como no excesso de peso, a definição médica para obesidade depende do cálculo do IMC. Para ser classificado como obeso, o indivíduo deve apresentar IMC igual ou superior a 30,0. Um IMC de 40,0 ou superior é classificado como obesidade mórbida. É, então, recomendado pelas diretrizes nacionais como ponto de corte para identificar indivíduos elegíveis à cirurgia bariátrica.

Dessa forma, a obesidade mórbida ocorre quando uma pessoa tem quantidade extrema de excesso de gordura corporal e um índice de massa corporal, ou IMC, maior que 35. O IMC é uma escala que ajuda médicos e outros profissionais de saúde a determinar se uma pessoa está dentro de uma faixa de peso saudável.

O IMC é classificado da seguinte forma:

Normal: 19,0 a 24,9

Excesso de peso: 25,0 a 29,9

Obesidade estágio 1: 30,0 a 34,9

Obesidade estágio 2: 35,0 a 39,9

Obesidade mórbida estágio 3: 40,0 ou superior

Quando uma pessoa é obesa mórbida, corre um risco maior de sofrer de doenças cardíacas e outras que afetam diretamente a qualidade de vida. Sofre risco significativo para a vida, visto que pode ser acometida de:

– pressão alta;

– diabetes;

– doença da vesícula biliar;

– cancros ginecológicos e outros;

– lipídios no sangue;

– artrite;

– síndrome da apneia do sono;

– morte prematura.

Cirurgia da perda de peso para tratar a obesidade mórbida

Uma vez que há alta incidência de falhas de métodos não cirúrgicos de controle de peso em obesos mórbidos, os muitos tipos de cirurgia para perda de peso são considerados mais eficazes no tratamento para indivíduos obesos graves.

Em 1991, um painel de desenvolvimento de consenso do National Institutes of Health, nos Estados Unidos, endossou totalmente a cirurgia restritiva gástrica como tratamento apropriado para portadores de obesidade clinicamente grave. Além disso, os riscos de não fazer uma cirurgia superam em muito os da própria cirurgia.

A cirurgia para perda de peso, no entanto, é um processo. O procedimento é apenas uma peça do quebra-cabeça. Cuidados posteriores, mudança de estilo de vida, bem como suporte social são outros passos importantes para garantir a perda de peso prolongada e sustentada.

Fatores de risco

Enquanto quase todos podem se tornar obesos mórbidos, certos fatores colocam uma pessoa em risco maior do que outras. Em seguida, conheça quais são eles.

Fatores genéticos

Algumas pesquisas indicam que pessoas com histórico familiar de obesidade ou obesidade mórbida têm maior probabilidade de se tornarem obesas mórbidas.

Hábitos pessoais

Os alimentos que uma pessoa escolhe consumir e o nível de atividades que pratica interferem no peso do corpo, podendo ou não contribuir para o sobrepeso ou obesidade.

Fatores mentais

O estresse e a ansiedade podem favorecer o ganho de peso, pois podem levar o corpo a produzir mais o hormônio do estresse, cortisol. O cortisol leva ao armazenamento de gordura e, consequentemente, aumento de peso.

Hábitos do sono

A falta de sono é outro fator que contribui para o ganho de peso.

Ser mulher

Muitas mulheres têm problemas para perder peso durante a gravidez e tendem a ganhar peso durante a menopausa.

Problemas médicos

Alguns problemas médicos podem causar obesidade como, por exemplo, a síndrome de Cushing e a síndrome de Prader-Willi.

Medicamentos

Antidepressivos e betabloqueadores são apenas alguns dos medicamentos que podem causar ganho de peso.

Envelhecimento

À medida que os adultos envelhecem, o metabolismo diminui e aumentam as chances de ganho de peso. Além disso, o estilo de vida sedentário proporciona o mesmo efeito.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Obesidade, Todos
Refluxo gastroesofágico e obesidade: Qual a relação?

Refluxo gastroesofágico e obesidade: Qual a relação?

Você sabia que refluxo gastroesofágico e obesidade podem estar relacionados? A obesidade é um forte fator de risco para sintomas da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) assim como para erosões esofágicas.

A Sociedade Americana de Endoscopia Gastrointestinal aponta a obesidade como a principal causa de refluxo frequente e azia. Qualquer ganho de peso aumenta o risco de DRGE, incluindo indivíduos cujo peso é considerado dentro da faixa normal. Mesmo um aumento moderado de peso pode contribuir para o desenvolvimento de DRGE ou aumentar a gravidade dos sintomas em indivíduos com peso normal.

A relação entre refluxo gastroesofágico e obesidade

No entanto, a relação entre refluxo gastroesofágico e obesidade ainda é objeto de debate. De fato, na maioria dos casos, a cirurgia bariátrica diminui o refluxo pela perda de grande quantidade de gordura. Por outro lado, algum procedimento restritivo pode piorar ou causar DRGE. Portanto, ainda não está claro se os candidatos à cirurgia bariátrica precisam ou não realizar testes de refluxo pré-operatórios.

A doença do refluxo gastroesofágico, caracterizada pela ocorrência crônica de refluxo ácido, tem uma conexão comprovada com a obesidade em ambos os sexos, embora exista associação mais forte entre obesidade e DRGE em mulheres.

A distribuição de gordura, especificamente a obesidade intra-abdominal, é um fator de risco crítico no desenvolvimento da DRGE. A circunferência da cintura, em vez do índice de massa corporal (IMC), é a melhor medida de obesidade para prever incidência de DRGE.  A relação entre essa medida e a DRGE é maior nos caucasianos do que em outras etnias.

Os dados dos estudos mostram que:

  • indivíduos com IMC> 30 têm duas vezes o risco de desenvolver DRGE em comparação com aqueles com IMC normal.
  • há conexão entre IMC> 25 e a ocorrência de hérnia hiatal, uma condição em que o aumento da pressão no abdômen empurra parte do estômago através do diafragma para a cavidade torácica.

Alterações na fisiologia relacionadas à obesidade

A obesidade pode ocasionar alterações na fisiologia que geram aumento dos sintomas de refluxo ácido e o desenvolvimento de refluxo gastroesofágico.

1) Esfíncter Esofágico Inferior

O esfíncter esofágico inferior é um grupo de músculos na base do esôfago que se abre quando o alimento é ingerido, permitindo que ele entre no estômago. Posteriormente, ele se fecha a fim de manter ali o conteúdo. O ponto em que o esôfago e o estômago se conectam é denominado junção gastroesofágica.

A obesidade causa diminuição da pressão nesse grupo de músculos. Dessa forma, a força exercida quando o esfíncter se comprime não é suficiente para manter o alimento no estômago. A falta de pressão adequada no esfíncter permite que o alimento reflua no esôfago, causando azia, bem como dor pela irritação ácida do esôfago.

O peso abdominal e o ato de comer em demasia enfraquecem o esfíncter, o que força o conteúdo do estômago para cima, em direção ao esôfago. Esses dois fatores impedem o fechamento adequado desse grupo de músculos.

2) Hérnia hiatal

A hérnia hiatal é comum, principalmente nos indivíduos com excesso de peso. A hérnia pode favorecer o refluxo do conteúdo do estômago no esôfago. Para tratamento, são prescritas drogas redutoras de ácido, além de mudanças na dieta e alteração do estilo de vida. Se, no entanto, essas medidas não controlarem os sintomas da DRGE causados pela hérnia, a cirurgia pode ser necessária.

3) Níveis de estrogênio

Os níveis de estrogênio nas mulheres e nos homens aumentam à medida que o IMC aumenta. Esse hormônio afeta os níveis plasmáticos de óxido nítrico. Assim sendo, à proporção que os níveis de estrogênio aumentam, os níveis plasmáticos de óxido nítrico também se elevam. O óxido nítrico, por sua vez, causa relaxamento muscular suave. O relaxamento do músculo liso origina o enfraquecimento do LES (esfíncter esofágico inferior), permitindo a ocorrência de refluxo ácido.

Tratamento

A obesidade e a DRGE devem ser tratadas. Contudo, a condição subjacente da obesidade deve ser remediada antes que a DRGE possa ser curada. Pesquisadores descobriram que mesmo um ganho de peso moderado pode exacerbar a DRGE. Assim, a perda de peso é um tratamento eficaz para indivíduos com sobrepeso.

Para o tratamento dos sintomas da DRGE, estão disponíveis medicamentos prescritos e redutores de ácido. Estes podem ser usados para encobrir os sintomas da DRGE e permitir a cura da irritação e azia do esôfago. Isso, no entanto, não cura a DRGE. A causa subjacente deve ser solucionada, ou seja, neste caso, a obesidade deve ser combatida.

Antes de tomar medicamentos leia e siga as instruções e as recomendações do médico e do farmacêutico. Drogas redutoras de ácido podem ter interações negativas com certos medicamentos. Além disso, a taxa de absorção e pode não ser apropriada para alguns indivíduos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Obesidade, Todos
Obesidade na adolescência: quando a cirurgia bariátrica é indicada?

Obesidade na adolescência: quando a cirurgia bariátrica é indicada?

A obesidade infantil emergiu como um dos mais importantes problemas de saúde pública nos últimos anos. Quase um quinto dos adolescentes nos Estados Unidos são obesos e aproximadamente 7% têm obesidade grave. Crianças e adolescentes com obesidade grave correm risco de comorbidades importantes como, por exemplo, apneia obstrutiva do sono, diabetes, hipertensão e hipertrofia cardíaca. Quem sofre com obesidade na adolescência severa quase sempre permanecem na faixa de obesidade quando adultas e 65% terão obesidade classe III (IMC ≥ 40 kg/m2).

Além disso, a obesidade na infância gera mais complicações de saúde e maior mortalidade em comparação com o desenvolvimento da doença durante a vida adulta. Portanto, o tratamento que visa atingir a perda de peso durante a infância e adolescência produz bons resultados de saúde para longo prazo.

Algumas opções médicas consistem em modificações no estilo de vida para apoiar mudanças na dieta e atividade física. Elas têm o objetivos de reduzir a ingestão calórica e aumentar o gasto energético. Dessa forma, são tratamento de primeira linha para crianças e adolescentes com obesidade.

Há crescente evidência das consequências adversas a longo prazo da obesidade adolescente grave. Além disso, é baixa a eficácia das opções não cirúrgicas para perda de peso. Por outro lado, há um registro demonstrado de segurança e eficácia dos procedimentos bariátricos em adultos. Por isso, tem havido um interesse crescente em cirurgia bariátrica para adolescentes com obesidade severa.

Indicações

Especialistas em obesidade pediátrica e cirurgia bariátrica recomendam cirurgia bariátrica para adolescentes, em casos específicos:

  • IMC ≥ 35 kg/m2 e uma comorbidade grave que tenha efeitos significativos a curto prazo na saúde. Apneia obstrutiva do sono moderada a grave, diabetes mellitus tipo 2 ou esteato-hepatite grave e progressiva, por exemplo;
  • IMC ≥ 40 kg/m2 com comorbidades menores.

Outros critérios importantes para a seleção de candidatos também são maturidade física, falta de causas de obesidade medicamente corrigíveis e maturidade emocional. A maioria dos especialistas também concorda que o adolescente precisa ter falhado nas tentativas de perder peso pela intervenção no estilo de vida.

Contraindicações

As contraindicações à cirurgia bariátrica são:

  • problema contínuo de abuso de substâncias (no ano anterior);
  • condições médicas, psiquiátricas, psicossociais ou cognitivas que impedem a adesão a regimes alimentares. Além de medicamentos no pós-operatório ou prejudicam a capacidade decisória.

A cirurgia para perda de peso em adolescentes deve ser realizada no contexto de um programa multidisciplinar. São, portanto, necessários conhecimentos específicos em obesidade pediátrica, cirurgia bariátrica, nutrição e psicologia. A avaliação para procedimentos de perda de peso inclui também a avaliação da ocorrência e gravidade de doenças coexistentes.

Os dados existentes demonstram que a cirurgia bariátrica em adolescentes propícia reduções clinicamente importantes no peso e no IMC na maioria dos indivíduos. Além disso, evidenciou, também, melhora de doenças relacionadas à obesidade, como diabetes, apneia obstrutiva do sono, depressão e qualidade de vida também. A informação sobre os resultados a longo prazo (mais de dois anos) é limitada, mas a perda de peso parece ser sustentada na maioria dos casos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Obesidade, Todos
Hipertensão arterial e obesidade: uma relação perigosa

Hipertensão arterial e obesidade: uma relação perigosa

Você sabe qual a relação entre hipertensão arterial e obesidade? A pressão alta (hipertensão) é um problema de saúde comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. A obesidade também é um importante problema de saúde pública, com alta prevalência e riscos concomitantes de doenças cardíacas, diabetes, bem como distúrbios renais.

Estudos mostraram que, em 2025, cerca de 1,56 bilhão de pessoas em todo o mundo sofrerão de pressão alta. Esse número representa um aumento de 60% em relação aos números dos anos 2000. O índice prevê uma epidemia de doenças cardiovasculares, uma vez que a pressão alta afeta o coração, assim como vasos sanguíneos, levando a sérios danos nos órgãos, como doença renal e ocular.

De acordo com a Força-Tarefa Internacional da Obesidade, atualmente, pelo menos 1,1 bilhão de adultos estão acima do peso, incluindo 312 milhões de obesos. Esse aumento mostrou tendências semelhantes nos Estados Unidos e na Europa. Na Inglaterra, 66% dos homens e 55% das mulheres estão com sobrepeso ou obesos.

Riscos da obesidade

A obesidade tem sido associada a várias condições cardíacas como, por exemplo, doença cardíaca coronária, insuficiência cardíaca e diabetes mellitus tipo 2, juntamente com pressão alta. Estudos têm mostrado que o aumento de pessoas com pressão alta é visto em conjunto com um aumento dramático na prevalência de sobrepeso e obesidade.

Aproximadamente 60% de todos os diabéticos aumentaram o peso corporal. A obesidade abdominal adicional, por sua vez, é causa de risco mais alto devido à alta taxa de fluxo de ácidos graxos e hormônios no fígado a partir dos depósitos de gordura abdominal.

Assim, a circunferência da cintura e a relação cintura/quadril são marcadores substitutos da obesidade abdominal ou visceral. Podem prever ataques cardíacos, doenças cardíacas e diabetes com mais precisão do que o índice de massa corporal (IMC).

A obesidade é uma das principais causas de hipertensão. Esse risco foi estimado pelo Framingham Heart Study, que sugere que aproximadamente 78% dos casos de hipertensão nos homens e 65% nas mulheres podem ser atribuídos diretamente à obesidade.

Pressão arterial e IMC

Após a triagem de quase 1 milhão de americanos, observou-se uma relação direta entre pressão arterial e IMC. Os estudos também mostram uma relação direta entre o IMC e a pressão arterial sistólica e diastólica. Essa relação também é válida para crianças, bem como adolescentes obesos.

A obesidade abdominal tem sido associada à hipertensão nos estudos. Além disso, a conexão com pressão alta também ocorre com a distribuição de gordura corporal na obesidade. O Framingham Heart Study revelou que um ganho de peso de 5% aumenta o risco de hipertensão em 30% em um período de quatro anos. No entanto, a perda de peso reduz a pressão arterial.

Como a obesidade aumenta o risco de pressão alta

Em indivíduos obesos, o coração precisa trabalhar muito para bombear o sangue por todo o corpo. Isso ocorre como resultado de substâncias gordurosas acumuladas nas artérias. Essa condição é chamada hipertensão, ou seja, a pressão arterial nas paredes internas das artérias é muito alta. Indivíduos que apresentam obesidade abdominal, com gordura corporal acumulada nessa área, provavelmente desenvolverão hipertensão.

Vários distúrbios cardíacos podem ocorrer quando o coração trabalha consistentemente sob pressão aumentada. A doença cardíaca hipertensiva é a causa número 1 de morte associada à pressão alta. Inclui um grupo de distúrbios, como insuficiência cardíaca, cardiopatia isquêmica e hipertrofia ventricular esquerda (espessamento excessivo do músculo cardíaco).

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Obesidade, Todos
O que é esôfago de Barrett?

O que é esôfago de Barrett?

O esôfago de Barrett é também denominado metaplasia colunar do esôfago. Trata-se de uma complicação da esofagite crônica, ou seja, uma inflamação do esôfago. A doença é caracterizada por uma mudança nas células do revestimento da porção inferior do esôfago, com transformação do epitélio escamoso normal do esôfago para epitélio colunar. Essa transformação é denominada metaplasia intestinal.

Causas do esôfago de Barrett

Ainda não se conhecem ao certo as causas do esôfago de Barrett, mas é considerado uma complicação da doença de refluxo gastroesofágico. A persistência do refluxo por longo período pode causar uma transformação nas células que revestem o esôfago, tornando-as, dessa forma, parecidas com as do estômago.

Fatores de risco

Entre os principais fatores de risco para acometimento da doença estão:

  • hérnia de hiato;
  • azia crônica;
  • hábitos alimentares pouco saudáveis;
  • ser do sexo masculino
  • ser idoso.

Complicações

A principal complicação gerada pelo esôfago de Barrett é o risco aumentado de desenvolvimento de câncer de esôfago. Por isso, após a doença ser diagnosticada é necessário um acompanhamento médico criterioso.

Apenas 1% das pessoas com a doença têm o diagnóstico de câncer e, embora o número não pareça preocupante, representa uma chance 30 vezes maior do que o restante da população.

Sintomas

Visto que o esôfago de Barrett é uma complicação da doença de refluxo gastroesofágico, os sintomas mais comuns são decorrentes do refluxo. Podem incluir azia, queimação, sensação de desconforto no tórax, dor na garganta, sangue nas fezes, falta de ar, tosse crônica, bem como sensação de irritação na garganta.

Diagnóstico e tratamento

Ao serem relatados os sintomas na consulta, o médico deverá solicitar alguns exames como, por exemplo, endoscopia e biópsia. Esses exames deverão mostrar se existem lesões de cor salmão ou vermelho-róseo.

Outro exame geralmente solicitado é a análise histológica, que mostrará se há substituição do epitélio estratificado pavimentoso, próprio do esôfago, por células gástricas. Esse exame também confirmará a ocorrência de displasia, que é o principal marcador de risco para o câncer de esôfago.

Assim que for confirmado o diagnóstico de esôfago de Barrett, o tratamento com medicamentos deverá ser iniciado para aliviar os sintomas e resolver o refluxo gastroesofágico. Mudanças de estilo de vida também devem ser adotadas, a fim de potencializar os resultados.

Caso a doença já esteja em estado avançado, medidas como fotoablação com laser, mucosectomia, terapia fotodinâmica ou cirurgia para correção de hérnia de hiato podem ser tomadas.

Não existe cura para o esôfago de Barrett. No entanto, o tratamento adequado pode controlar os sintomas e evitar a progressão da doença para câncer. Dessa forma, a adesão ao tratamento proposto pela equipe médica deve ser total.

Prevenção do esôfago de Barret

Ao longo da vida, é possível prevenir o acometimento do esôfago de Barrett, principalmente por meio de ações que visam minimizar o refluxo gastroesofágico. As medidas mais comuns são:

  • não fumar;
  • perder peso;
  • evitar roupas com cinto ou faixa de cintura muito estreitos;
  • evitar alimentos que causam azia;
  • reduzir consumo de bebida alcoólica;
  • evitar alimentação a partir de 3 horas antes de ir dormir;
  • fazer entre 4 e 6 refeições por dia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos
Diverticulite: quando a cirurgia é indicada?

Diverticulite: quando a cirurgia é indicada?

Muito comum em pessoas com mais de 60 anos, a diverticulite é uma doença que afeta o intestino e pode se agravar, necessitando de cirurgia. Entretanto, somente uma pequena parcela dos indivíduos poderá ser submetida a procedimentos invasivos.

Quer saber mais sobre o assunto? Este texto esclarece quando a cirurgia é a melhor opção para o tratamento da doença. Confira em seguida.

O que é a diverticulite?

Diverticulite é uma inflamação no intestino grosso caracterizada por bolsas e quistos (divertículos). De acordo com uma pesquisa, um terço das pessoas acima dos 45 anos e mais de 50% dos idosos com mais de 80 anos sofrem a doença. Adultos com menos de 40 anos representam apenas 10% dos casos.

Com o passar do tempo, principalmente após os 40 anos, a formação de divertículos é muito comum. Eles são inofensivos e uma pessoa pode viver sem saber da existência deles. No entanto, quando inflamam, provocam a diverticulite.

A causa da diverticulite ainda não é esclarecida, mas a comunidade médica acredita que a baixa ingestão de fibras está diretamente relacionada à doença.

Entre os fatores de risco estão o tabagismo, obesidade, alto consumo de carboidratos refinados e sedentarismo. Os sintomas mais comuns são:

  • sensibilidade no abdômen;
  • febre;
  • náuseas;
  • gases.

Quando a cirurgia é indicada?

A primeira opção de tratamento da diverticulite é o uso de medicamentos. Contudo, em alguns casos, essas drogas e outras medidas médicas não são suficientes. Assim, o quadro do indivíduo se agrava. Nesses casos é necessária a realização da cirurgia.

Após o procedimento, o indivíduo deve ser acompanhado, a fim de avaliar complicações como perfuração do intestino, abscessos e fístulas. Caso algum desses problemas seja diagnosticado, outra cirurgia é recomendada.

Outra indicação é a ocorrência de sintomas de problemas no peritônio, que não são solucionados após tratamento com antibiótico.

Há divergência entre os médicos quanto à realização da cirurgia para o tratamento da diverticulite, mas é consenso que indivíduos jovens, com sinais obstrutivos e dor aguda, são os mais indicados para a cirurgia.

Assim como toda cirurgia, esse procedimento apresenta diversos riscos. O principal é a deiscência da anastomose, que causa vazamento das fezes para o abdômen.

Quando a cirurgia não é indicada para diverticulite?

A maioria dos casos de diverticulite não precisa de intervenção cirúrgica. Assim sendo, a cirurgia não é indicada nos seguintes casos:

  • ausência de crises complicadas;
  • resposta do organismo aos tratamentos e medidas indicados;
  • indivíduos com alto risco cirúrgico.

A diverticulite pode ser facilmente diagnosticada com exames de imagem e de sangue, por isso, ao sentir os primeiros sintomas procure um especialista. Quanto antes o diagnóstico for feito e o tratamento realizado, menores serão as chances de complicações.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião do aparelho digestivo em Ilha Solteira e Barretos!

Posted by Dr. Rodrigo Gui Queiroz in Todos